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    Auto da Barca do Inferno -

    Gil Vicente

    A Bela e o Monstro
    2011
    58 páginas
    1h 56m
    ISBN-13: 9789898508324
    Português
    3.3
    214 avaliações
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    “A primeira representação que se conhece de Gil Vicente é o Auto de uma visitação, também conhecida por Monólogo do Vaqueiro, representado em 8 de Junho de 1502, nos aposentos da rainha, para celebrar o nascimento do herdeiro da coroa, o futuro D. João III. Responsável pelos «autos d’el-rei», Gil Vicente esteve ao serviço de D. Manuel I até 1521, muito protegido pela Rainha D. Leonor, viúva de D. João II, e depois pelo próprio D. João III, pelo menos até 1536, data da sua última peça, Floresta de Enganos, e ano em que terá morrido. Continua hoje a discutir-se se será o mesmo Gil Vicente, ourives, que fez a custódia de Belém, realizada para o Mosteiro dos Jerónimos, em 1506. (...) Na sequência de tradições do teatro medieval o Auto da Barca do Inferno (1517) desenvolve o tema da morte e do destino das almas em função da vida passada na terra. Talvez porque medita sobre uma questão que importa a toda a humanidade, continua, ainda hoje, a interessar o público contemporâneo e a fazer rir pela exposição irónica de pecados e faltas de personagens representativas de diferentes grupos sociais do início do século XVI.” Isabel Pires de Lima

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    Sindoval Alves Filho picture
    Sindoval Alves Filho23/01/2025Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Um clássico atemporal.

    Uma obra necessária para entendermos a literatura lusitana do século XVI e sua influência sobre a literatura brasileira. Texto secular que permanece atual.

    9 curtidas

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    3.3 / 214
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    Gil Vicente profile picture

    Gil Vicente

    Gil Vicente (1465? — 1536?) é geralmente considerado o primeiro grande dramaturgo português, além de poeta de renome. Há quem o identifique com o ourives, autor da Custódia de Belém, mestre da balança, e com o mestre de Retórica do rei Dom Manuel. Enquanto homem de teatro, parece ter também desempenhado as tarefas de músico, actor e encenador. É frequentemente considerado, de uma forma geral, o pai do teatro português, ou mesmo do teatro ibérico já que também escreveu em castelhano - partilhando a paternidade da dramaturgia espanhola com Juan del Encina. A obra vicentina é tida como reflexo da mudança dos tempos e da passagem da Idade Média para o Renascimento, fazendo-se o balanço de uma época onde as hierarquias e a ordem social eram regidas por regras inflexíveis, para uma nova sociedade onde se começa a subverter a ordem instituída, ao questioná-la. Foi, o principal representante da literatura renascentista portuguesa, anterior a Camões, incorporando elementos populares na sua escrita que influenciou, por sua vez, a cultura popular portuguesa.

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    Distrito de Braga, Portugal

    Gil Vicente