No-No Boy -

    John Okada

    University of Washington Press
    2014
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-13: 9780295955254

    "No-No Boy has the honor of being among the first of what has become an entire literary canon of Asian American literature," writes novelist Ruth Ozeki in her new foreword. First published in 1957, No-No Boy was virtually ignored by a public eager to put World War II and the Japanese internment behind them. It was not until the mid-1970s that a new generation of Japanese American writers and scholars recognized the novel's importance and popularized it as one of literature's most powerful testaments to the Asian American experience. No-No Boy tells the story of Ichiro Yamada, a fictional version of the real-life "no-no boys". Yamada answered "no" twice in a compulsory government questionnaire as to whether he would serve in the armed forces and swear loyalty to the United States. Unwilling to pledge himself to the country that interned him and his family, Ichiro earns two years in prison and the hostility of his family and community when he returns home to Seattle. As Ozeki writes, Ichiro's' obsessive, tormented voice subverts Japanese postwar model-minority stereotypes, showing a fractured community and one man's threnody of guilt, rage, and blame as he tries to negotiate his reentry into a shattered world. The first edition of No-No Boy since 1979 presents this important work to new generations of readers.

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    Marcos Augusto13/05/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O titulo da obra, Garoto Não Não, é referencia a convocação pelo Exército dos Estados Unidos e a ter respondido “não” a duas perguntas sobre a sua lealdade aos EUA num documento conhecido como questionário de lealdade. Essas perguntas eram a 27: “Você está disposto a servir nas forças armadas dos Estados Unidos em serviço de combate, onde quer que seja ordenado?” e Pergunta 28: “Você jurará lealdade incondicional aos Estados Unidos da América e defenderá fielmente os Estados Unidos de qualquer ou todos os ataques de forças estrangeiras ou domésticas, e renunciará a qualquer forma de lealdade ou obediência ao imperador japonês, ou qualquer outro estrangeiro, governo, poder ou organização?” Os homens que responderam “não” e “não” foram presos e só foram libertados no final da Segunda Guerra Mundial. Responder "sim" à pergunta 28, para os Issei (primeira geração de imigrantes japoneses) os deixaria sem país. Os nisseis (segunda geração) temiam responder "sim" à pergunta 28, pois isso poderia implicar que eles já haviam sido leais ao imperador do Japão. Outros entrevistados responderam “não” a ambas as perguntas como forma de protesto. Ichiro, um garoto não-não e nipo-americano de segunda geração, volta para casa em Seattle. A Segunda Guerra Mundial acaba de terminar e ele está livre pela primeira vez em quatro anos. Ele passou dois anos em um campo de internamento e os dois seguintes na prisão, depois de recusar o recrutamento. Ichiro vai morar com seus pais, Sr. e Sra. Yamada, donos de uma mercearia onde moram e trabalham. Ele também se junta a seu irmão mais novo, Taro, que se ressente de Ichiro e de seus pais. Taro se sente americano e não entende sua família japonesa. O relacionamento de Ichiro com sua mãe e seu pai também é tenso, pois ele acredita que eles o criaram para ser japonês demais, e essa lealdade a eles e ao Japão fez com que ele rejeitasse o alistamento. Ichiro lamenta sua decisão e sente que arruinou sua vida. Ele enfrenta discriminação por parte de outros membros da comunidade japonesa que lutaram pelos Estados Unidos, bem como discriminação anti-japonesa geral por parte de pessoas de outras raças e etnias. Ao longo do romance, Ichiro examina continuamente seus próprios motivos para responder não a essas perguntas. Ele estava zangado com a internação? Ele foi um peão de sua mãe que se recusa a assimilar a nova cultura? Ele era um covarde? Ichiro se pergunta o que o futuro reserva para ele na América; enquanto o livro mapeia sua jornada para descobrir esse futuro possível, Ichiro tenta se reconectar com a família, amigos e velhos conhecidos, desesperado para decidir se ele é japonês ou americano e se a América é um lugar promissor que acolhe pessoas de todas as origens ou um lugar de preconceito onde as minorias são excluídas. Sua jornada inclui reencontrar amigos de infância, tentar se conectar com seus pais e irmão mais novo e visitar vizinhos japoneses que foram galvanizados pela guerra. Ele viaja para antigos locais de faculdade para ver se consegue juntar os pedaços de sua antiga vida. Ele afoga suas mágoas na bebida enquanto recusa oportunidades de diferentes caucasianos bem-intencionados. As respostas não são fáceis. O romance trata só parcialmente do internamento nos campos, lidando especificamente com a repercussão na vida de um homem, que respondeu não as ditas perguntas. Porém muitas outras pessoas, incluindo mulheres e crianças foram internadas em campos, sem jamais ter recebido qualquer questionário. Lançado em 1957, o livro teve pouco impacto e só foi redescoberto na década de 1970. No inicio dos anos 2000, passou a ser visto como clássico, mas continua pouco lido, apenas como leitura obrigatória em certos cursos universitários. John Okada é de ascendência japonesa e teve seus estudos interrompidos e foi internado em campos, por conta da Ordem Executiva 9066, de 19 de fevereiro de 1942, emitida por Franklin D. Roosevelt, que concedeu ao secretário da Guerra e aos seus comandantes o poder “de prescrever áreas militares em locais e na medida que ele ou o Comandante Militar apropriado possam determinar, das quais qualquer ou todas as pessoas podem ser excluídas”. Embora nenhum grupo ou local específico tenha sido mencionado na ordem, ela foi rapidamente aplicada a praticamente toda a população nipo-americana na Costa Oeste. Após o ataque a Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941, o Departamento de Guerra dos EUA suspeitou que os nipo-americanos poderiam agir como sabotadores ou agentes de espionagem, apesar da falta de evidências concretas para apoiar essa visão, ao todo 120.000 pessoas foram internadas em campos, dois terços dos quais eram cidadão americanos.

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