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    Marat / Sade - A Perseguição e Assassinato de Jean-Paul Marat encenado pelos internos do Hospício de Charenton sob direção do Senhor de Sade

    Peter Weiss

    Peixoto Neto
    2004
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9788588069107
    Português Brasileiro
    4.2
    47 avaliações
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    Peter Weiss, de origem judaica, nasceu na Alemanha mas se naturalizou sueco após a Segunda Guerra. Seu teatro é basicamente de temática social e política, o que lhe valeu o título de "o novo Brecht". Marat/Sade, sua obra mais conhecida, baseia-se em fatos verdadeiros; de 1801 a 1814, o marquês de Sade esteve internado no manicômio de Charenton. Como parte do tratamento, os internos encenavam peças e Sade foi responsável por algumas delas. Juntando ficção à realidade, Weiss inventou um enredo em que o marquês cria um espetáculo no qual mostra a perseguição e o assassinato de um dos mais radicais líderes da Revolução Francesa.

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    WAGNER QUIRICI picture
    WAGNER QUIRICI15/04/2011Resenhou um livro
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    Peça teatral: Marat/Sade

    A peça constitui-se de três esferas temporais: a primeira esfera é 1808, período em que o Marquês de Sade esteve internado no Hospicio de Charenton, por causa da forma de vida que levava e de suas ideias libertinas, que segundo alguns poderia corromper a alma de qualquer um. Nesse período em que esteve internado escreveu muitas peças teatrais e contos, entre eles estão: Les 120 journées de Sodome (1785), Justine ou les malheurs de la vertu (1791), La Philosophie dans le boudoir (1795), seu romance mais famoso, Pauline et Belval (1796) e Juliette ou les Prospérités du vice (1798). A segunda esfera temporal é o ano 1793, morte de uma grande e temível revolucionário jacobino, do partido de esquerda da Assembleia nacional, Marat, que estava em sua casa fazendo seus banhos medicinais, devido à uma dermatose que pegara enquanto esteve escondido nos esgotos de Paris, quando Charlote Corday, uma girondina do partido de direita da assembleia nacional, pela terceira tentativa consegue entrar em sua casa e o mata com uma punhalada desferida em seu peito. A terceira esfera temporal é a do leitor que lê ou assiste à peça, podendo ser tanto público da peça de Weiss como da peça de Sade. Valendo-se dessas três dimensões temporais, Weiss escreve a peça utilizando-se dos fatos de que dispunha no momento, encenar a morte do jacobino membro do partido de esquerda da assembleia nacional, Marat, pela girondina Corday, dentro do Hospicio de Charenton o qual esteve internado o Marquês de Sade, pela sua forma de agir e pensar, além disso, valer-se do fato de que nesse hospício costumava-se desenvolver avançados meios de terapias aos internos, como: terapia de grupo, a hidroterapia, psicodrama e a própria população assistia à essas peças. As personagens da primeira esfera temporal são: Sade, pacientes da instuição e diretor Coulmier com sua família, os da segunda esfera temporal são: Marat, Corday, Duperret, Jacques Roux, representante do militarismo, Voltaire, Lavoisier, pai e mãe e Marat e mestre escola, esses por sua vez são encenados pelos próprios pacientes da instuição, adquirindo propositalmente uma característica psicológica que é do próprio paciente. Por fim a terceira esfera temporal, surge a partir de expressões que ao longo da peça nos deixa indefiníveis, sobre à qual tempo se está falando, como: "hoje", "o nosso tempo". Ao longo da peça vai tornando-se notável a junção, mistura, entre todas as esferas temporais. http://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Weiss

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    Peter Ulrich Weiss

    Peter Weiss, de origem judaica, nasceu na Alemanha mas se naturalizou sueco após a Segunda Guerra. Seu teatro é basicamente de temática social e política, incorporando elementos característicos de Antonin Artaud (<i>Teatro da Crueldade</i>) e Bertolt Brecht, o que lhe valeu o título de “o novo Brecht”. A dramaturgia de Weiss permite aos atores a exploração de jogos físicos intensos e a exteriorização da angústia. Marat/Sade, sua obra mais conhecida, baseia-se em fatos verdadeiros; de 1801 a 1814, o marquês de Sade esteve internado no manicômio de Charenton. Como parte do tratamento, os internos encenavam peças e Sade foi responsável por algumas delas. Juntando ficção à realidade, Weiss inventou um enredo em que o marquês cria um espetáculo no qual mostra a perseguição e o assassinato de um dos mais radicais líderes da Revolução Francesa.

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    Brandenburg, Alemanha

    Peter Ulrich Weiss