"O povo só se descobre a si/ nas linhas verticais do som/ e da luz aberta', ou também no fim de cada tragédia nacional? O povo presente com os olhos claros as excrescências que se desenvolvem no seu corpo, ou só quando 'as amarras e os arames que se desenvolvem no seu corpo, ou só quando 'as amarras e os arames que nos atam, o começa 'por unir em vida' aos mártires que perderam ? É certo, porém que o povo reconhece os novos homens nas imagens dos homens novos que morreram. E será, então, por isso, que as tragédias depois criam raízes, e mergulham no chão da terra que mancharam, para desabrocharem como plantas em bandeira. E terá sido, talvez, por isso, que do 'eco polipóide' e das 'ideias que plantaram' os heróis, Costa Andrade de nervos retesados, mas sensitivos a uma polifonia redescoberta, construiu o 'CADERNO DOS HERÓIS'. Sobre a tragédias desses homens e do seu povo. Arnaldo Santos"
