O papa que nunca existiu -

    António Andrade Albuquerque

    Record
    2009
    504 páginas
    16h 48m
    ISBN-13: 9788501083272
    Português Brasileiro

    Em uma pacata aldeia no interior de Portugal, o menino António se destaca com inteligência e cultura incomuns. Seus pensamentos e ideias estranhamente maduros sempre chamaram atenção de todos, especialmente do padre da paróquia. Mas é quando o vigário morre que a singularidade do menino é revelada: António recebe o chamado divino e decide trilhar o caminho do sacerdócio, tornando-se em pouco tempo Papa. Um livro surpreendente sobre os meandros do Vaticano.

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    Aurelino Alves Barreto Neto  picture
    Aurelino Alves Barreto Neto 06/10/2020Resenhou um livro
    2.5 (Razoável)

    Me dei mal tendo escolhido pela sinopse...

    O livro traz a premissa utópica (e por muitos desejada) de uma plena reforma nos alicerces da Igreja Católica, tecendo críticas a estrutura atual e mostrando vislumbres de uma modernidade estrutural a ser alcançada através da figura do personagem fictício de Antonio Ferreira, um jovem Papa português recém eleito, prodígio desde a infância. Tinha tudo pra agradar... Mas não agradou!! A tal reforma proposta por Antonio é extremamente superficial na forma como é abordada no texto. O autor mescla várias subtramas dentro da obra e não conclui satisfatoriamente nenhuma! Muito fica no ar. Os mistérios relacionados a vida do Padre Albano, os dons de Antonio e seu diálogo com Deus (achei que ia bombar essa ideia e foi decepcionante ver como logo foi abandonada no decorrer da obra), a estada e vida de Antonio no Vaticano (que passa a impressão de não ter durado nem 30 dias...), a hostilidade dos Cardeais avessos as reformas, os conluios para sabotar a carreira do novo Papa... Nada, absolutamente nada é satisfatoriamente abordado ou resolvido. Ao que me pareceu, o autor simplesmente se perdeu dentre as tantas ideias que teve. Fica uma curiosidade não satisfeita durante todo o livro, e isso é decepcionante. Adendo para o personagem de José (existem outros na mesma circunstância e com a mesma pegada no livro, mas esse é o exemplo máximo de mau uso de personagem), "irmão" de Antonio. O personagem é de uma submissão e de uma falta de voz própria que chega a doer de tanto que incomoda. Era mais fácil nem ter aparecido no texto. Quem sabe sobrava mais espaço para se concluir algumas das tantas coisas que ficaram sem a devida conclusão merecida.

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