Suicide Club

Suicide Club



Resenhas - Suicide Club


8 encontrados | exibindo 1 a 8


Paulo 06/10/2017

Esta é uma história com vários toques de crítica social. Uma sociedade regrada por modas e pessoas querendo acreditar em algo. O autor conseguiu pintar o ambiente escolar de uma forma assustadora. Saya Kota é uma personagem extremamente real que qualquer um de nós pode conhecer de nossas convivências com vizinhos ou como colega de nossos filhos. Mas, eu admito que fiquei bastante dividido com esse mangá.

A escrita do autor é bem crua e direta. Ele não afaga o leitor e nem reduz os socos no estômago. O que ele conta nas 168 páginas desse mangá é uma história bem realista (tem uma parte no final que não é e isso me incomodou, mas já, já, chego lá). Gostei imensamente da primeira parte do roteiro da história. Essa é a parte que pega mais na crítica social e ao modelo escolar no Japão. A segunda parte quando ele enxerta elementos de terror ficou estranho e deslocado. Isso é uma mania em muitos roteiristas japoneses que acabam complicando uma história que poderia ser bem simples. Não havia a menor necessidade de inserir elementos sobrenaturais. Tudo já era impactante sem a necessidade de colocar um algo mais.

Antes de focar nos temas da história, deixe eu fazer alguns breves comentários sobre os desenhos. Achei-os bem medianos, mais para o baixo do que para o bom com algumas exceções no estilo de desenho do autor. A história não exigia grandes quadros, sendo mais focado nas personagens e em suas ações. Tem uma cena em que ele mostra alguns machucados no corpo de Saya que não me pareceu tão impactante assim. Uma menina que sofre muitos hematomas advindos de violência sexual fica com marcas bem mais profundas no corpo. Tirando os cortes nos pulsos e um ou dois roxos na barriga, parecia que a personagem não havia sofrido tanto. E a cena pedia algo de impacto para chocar a Kyoko que estava ali observando sua amiga naquele estado. Entretanto, gosto demais como o autor criou a atmosfera de boatos e pequenos comentários na escola enquanto a Saya ou a Kyoko passavam pelo corredor. Ora ele empregava silhuetas no fundo, ora ele colocava bocas e lábios imitando os burburinhos feitos entre as alunas. Nesse ponto, o autor foi muito feliz. As cenas de grande impacto são incríveis. A cena do suicídio coletivo (não é spoiler, gente... acontece na página 2) consegue passar para o leitor toda a violência daquele ato conjunto. Ah... para os desavisados: esse é um mangá para maiores de 18 anos, tá, gente. Tem cenas bem explícitas no mangá. E não se trata de um pornô não. É apenas um mangá que vai tratar de maneira bem séria da prostituição juvenil no Japão.

E aqui eu entro nos temas propriamente ditos. Até é preciso localizar em parte o mangá porque algumas coisas trabalhadas pelo autor são bem específicas da sociedade japonesa. A situação vivida pela Saya, a formação de clubes na escola entre outros pequenos detalhes. Porém, e começo por este tema, a prostituição juvenil é um tema que precisa ser mais debatido nas escolas. Saya acaba se envolvendo nessa vida por questões pessoais. Até acho que o autor precisava ter trabalhado um pouco mais porque ficou muito solta essa parte. Que problemas mentais o pai de Saya tinha? Para ela surtar a esse ponto, foi uma situação séria e importante para a formação do caráter da personagem. O tema é tratado abertamente e chega a incomodar um pouco o leitor. E é essa a intenção do autor, o que ele consegue fazer de uma maneira aberta e respeitosa.

A amizade entre Saya e Kyoko também é uma das molas que carregam a narrativa. Uma dependia da outra, apesar de que Kyoko vai se dar conta disso muito depois. Achei outra falha de roteiro aqui porque a Kyoko alega que Saya foi importante para ela em um determinado momento de sua vida quando ela passou por problemas familiares. Mas, isso só vamos ficar sabendo muito depois. E era um fato importante para a narrativa. O afastamento entre duas amigas é um acontecimento natural. Muitas coisas que consideramos eternas no tempo da escola acabam se esfacelando porque a vida acontece. Surgem outras preocupações, novos problemas, novas responsabilidades. Até entendo que a Kyoko se sinta em parte responsável pelo que a Saya passou, mas é preciso entender que ela própria é responsável por suas decisões. Me preocupa um pouco esse encaminhamento do roteiro para uma culpabilização da outra personagem. E até entendo que é para dar uma certa dramaticidade ao que aconteceu à Saya.

Não gostei da pegada sobrenatural no final da história. Eu achei que não combinou com a proposta inicial colocada pelo autor. Poderia ser apenas um clube passado de menina para menina a partir de pessoas com um forte carisma ou cuja atenção é conquistada a partir de uma fama fugaz. Mas, não foi isso o que aconteceu. Até são elementos bem leves, mas acabam desviando completamente o foco da história no final. Sei lá. Não combinou para mim.

Para fechar, queria mencionar um pouco a questão da popularidade e da crença. Para mim este é o ponto alto do roteiro do autor. Ele nos mostra como temos toda uma massa de adolescentes com problemas que acabam buscando nos lugares errados a inspiração para solucionar situações emocionais que eles passam. E o poder da internet por trás de um simples fórum. E olhe que estamos falando de um mangá escrito em 2001 onde não havia as redes sociais com tanta importância como temos hoje. Saya descobre a auto-mutilação através de seus gostos musicais; as meninas fazem seus comentários que se espalham rapidamente pela internet. E a rapidez com a qual essas informações se espalham é vertiginosa. E o quanto isso pode afetar uma pessoa em um ambiente tão tenso como é o da escola.

Suicide Club é um mangá impactante apesar de ter os seus problemas. São temas extremamente importantes e críticos em uma sociedade que vive de aparências. As personagens são bem trabalhadas apesar de que na segunda metade a história descamba para um roteiro sobrenatural que em nada combina com a proposta inicial. Os traços são medianos apesar de alguns truques de imagem que o autor emprega em certos quadros.

site: www.ficcoeshumanas.com
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ytalo [@lunetaliterária] 23/08/2017

Suicide Club | Luneta Literária
Estava observando os mangás nas promoções relâmpago da Amazon Brasil, e me deparo com este: “Suicide Club”. O interessante nome me fez comprá-lo, e não me arrependo. Neste, somos apresentados a um dos temas complicados da atualidade com uma forma cruel e sangrenta.

Cinquenta e quatro garotas deram as mãos, gritaram e pularam na frente de um metrô em atividade. As imagens chocantes se espalharam entre as pessoas que ali estavam, familiares, próximos e os não tão próximos assim.

Se não bastasse tamanha repercussão, algo ainda mais chocante acontece: uma das garotas que participou do evento, por “sorte”, sobreviveu.

A jovem Saya Kota, a tão falada sobrevivente, passa a se martirizar por ainda estar viva. Mesmo que sua amiga de infância, Kyoko, tente ajuda-la, não será nada fácil.

Quando seu pai foi internado, Saya começou a mudar. Ela se prostituía, escutava um músico que se automutilava e desenhava coisas estranhas no diário. Tudo piorou quando os boatos surgiram em seu colégio. A jovem se envolve em uma briga com Satomi e acaba tendo suas fotos espalhadas pelas paredes.

Tempo depois de tal acontecimento, surge a primeira morte. Supostamente suicídio, mas o detetive Kuroda observa algo estranho no corpo. A jovem morta, Satomi, está usando o mesmo uniforme de Saya.

Os boatos crescem. Algumas garotas pensam que Saya tem um superpoder e começam a se aproximar da jovem tornando-a em uma divindade que precisa ser adorada. E é aqui que a história começa.

Com o passar rápido da história, conhecemos melhor as personagens e suas pretensões. Mais pessoas morrem, mais peças se encaixam e mais divina Saya se torna. O fanatismo sobre a cabeça das garotas e tudo se acumula para algo pior: um novo suicídio em massa.

A trama também mexe com o psicológico dos personagens e tudo se torna mais impactante. Suicídio, bullying, prostituição infantil, automutilação, ocultismo, exposição, internet e outros compõem a história.

>> Mais no blog

site: https://lunetaliterariablog.blogspot.com.br/2017/08/suicide-club-usamaru-furuya.html
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130lostchildren 15/01/2018

Intrigante
Confesso que esperei bem mais. Não cheguei a ver o filme, mas tem uma premissa muito boa. Quando acabei de ler fiquei com uma sensação de que faltou algo.
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C. Aguiar 19/10/2017

Logo após o suicídio coletivo que levou a morte de 54 garotas, vamos acompanhando a história de vida da única sobrevivente dessa tragédia. Saya Kota é uma garota que começou a sofrer com problemas familiares, a única com quem ela contava era sua melhor amiga Kyoko.
Mas, em algum momento da vida, Kyoko se afasta de Saya e isso faz com que a vida da garota comece a tomar um rumo perigoso.

Saya começa a se prostituir, se automutilar e desenhar coisas muito estranhas em seu diário. Tudo isso chama a atenção de Kyoko que finalmente percebe que a amiga está com um problema, mas não consegue fazer com que Saya melhore.
As pessoas ao redor de Saya começam a fazer diversos questionamentos sobre ela após o suicídio coletivo. Depois disso Saya tem suas fotos intimas espalhadas pelo colégio por uma garota que acaba aparecendo morta alguns dias depois. Saya está atraindo muita atenção e alguns começam a ver a garota com outros olhos, como se ela fosse um tipo de deusa.
E se for tarde demais para salvar Saya? Kyoko terá um grande trabalho pela frente para tirar a amiga desse mundo obscuro.

Um professor acaba descobrindo como Saya conseguiu sobreviver e o que pode acontecer em seguida. Ele pretende alertar Kyoko sobre isso e a trama vai ficando cada vez mais perturbadora.
A história é curta e pode ser lida de uma única vez, porém isso não quer dizer que seja fácil, pois em alguns momentos os assuntos abordados chegam a ser perturbadores.

Confesso que fiquei bastante perturbada após a leitura e o autor soube transmitir diversas mensagens sobre os temas abordados. O leitor com certeza sente o impacto que o mangá carrega!
Não recomendo para algumas pessoas, pois alguns assuntos podem servir como gatilhos.
Não achei qualquer erro durante a leitura e o traço das ilustrações em alguns momentos são assustadores. Não é um terror que vai para o sobrenatural, envolve mais o lado psicológico e percebemos o quanto até mesmo pessoas em sã consciência podem ser corrompidas.

site: http://www.seguindoocoelhobrancoo.com.br/
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phannickel 09/11/2017

A história se perdeu um pouco..
Esta foi minha primeira experiência com leitura de mangás e confesso que fiquei bastante confusa no início, porém quando peguei o jeito, a leitura fluiu demais, já que a escrita é direta e sucinta.

De início, eu estava achando tudo maravilhoso. É incrível o modo como as escolas e a sociedade são retratadas, mostrando exatamente como as pessoas precisam de algo para se apoiar e seguir, principalmente quando estão enfrentando momentos difíceis. Infelizmente, algumas pessoas buscam apoio e conforto nas "coisas erradas". É um mangá carregado de críticas sociais super relevantes, como: bullying, solidão, modismos, pornografia, prostituição na adolescência, suicídio, automutilação, importância e o fim da amizade, popularidade na escola..

Aí surge um elemento surpresa: terror, paranormal, espíritos, sobrenatural. Não sei como denominar isso, mas achei de uma infelicidade tamanha. Não curto esse tipo de história, mas mesmo se curtisse, teria achado desnecessário. (spoiler) Se a ideia da sobrevivente era se matar, ela poderia continuar com o clube e procurar mais meninas para o ato, e assim por diante caso alguém sobrevivesse, sem a necessidade desse elemento X ser inserido na história. (/spoiler)

Os desenhos não me chamaram muita atenção, não tem uma qualidade legal, mas combinaram com toda a essência do mangá. Ainda mais se levarmos em consideração que foi elaborado em um mês a pedido do diretor do filme, porém com roteiro original. Algumas imagens me deixaram realmente impactada e incomodada, o que acredito que tenha sido o objetivo.

Sinceramente, não faz muito o meu tipo de leitura. Consigo apreciar e respeitar, mas definitivamente não consigo gostar. Vale a pena ler? Vale, com certeza. Principalmente se conseguir manter a cabeça aberta para deixar o desfecho final de lado (meu caso).
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Carlos Lucio 11/10/2017

SUICIDE CLUB, o mangá, foi produzido no Japão ao mesmo tempo que o filme de mesmo nome. Entretanto, Furuya desenvolveu a história de forma diferente de sua contraparte. Eu não assisti ao filme, mas pelo que pesquisei, o mangá ficou com a história e os personagens melhores desenvolvidos.

Após o suicídio coletivo das 54 garotas, o leitor acompanha o que acontece com a única sobrevivente, como passa a ser sua vida e em como ela acaba se tornando a incentivadora de mais suicídios. Também descobrimos, através de flashbacks, o que originou todas essas mortes.

A narrativa flutua entre o sobrenatural, o psicótico e o influenciável, não deixando claro qual desses estados é o verdadeiro, se são eles os responsáveis pela formação dos clubes de suicídio, ou se existe alguma forma de os parar.

Os desenhos são bem feitos e possuem um traço que deixa claro todos os acontecimentos, inclusive as diversas mortes e em como os corpos ficam após o ocorrido. O trecho que abre a história, inclusive, deixa bem claro o que será encontrado nas páginas seguintes.

Se abandonarmos a visão sobrenatural que chega a ser insinuada em uma determinada parte, podemos analisar em como muitos jovens são facilmente influenciáveis, desde que eles passem por alguma fase conturbada de suas vidas, ou tenham problemas em casa com familiares. O desejo, a necessidade de afirmação, de fazer parte de algo que reforce, ou imprima, uma mensagem, que o faça se sentir importante, é suficientemente forte para que eles ignorem o senso comum e cometam atos impensados, que podem, inclusive, colocar em risco, ou terminar, com suas vidas.

Essa análise comportamental de solidão e indiferença é impactante no mangá. E a maioria dos leitores conseguirá, facilmente, identificar um ou mais colegas nessa mesma situação. E quando você identificar algo assim, sendo amigo ou não da pessoa, busque por ajuda, ajude essa pessoa a ter com quem conversar, indique profissionais e organizações preparadas para auxiliar.

SUICIDE CLUB é uma obra impactante, que deixa o leitor incomodado, principalmente na sua parte final, quando demonstra que até mesmo os mais equilibrados podem ser corrompidos para sentirem algo que os derrube, que os leve para um lado de onde não se pode mais voltar.

RESENHA ESCRITA PELO CARL.

site: http://www.gettub.com.br/2017/10/suicide-club.html
Mia 20/12/2017minha estante
Eu assisti o filme faz um tempo já, e li o mangá agora. Gostei dos dois, tem mesmo diferenças entre os personagens, mas vale tanto ler quanto assistir ao filme.




spoiler visualizar
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LidianeReader 31/07/2017

Temas importantes para refletir
Apesar da sinopse ser bem interessante eu não gostei tanto. Esperava mais terror.
Mas é um mangá válido por abordar temas como suicídio, não aceitação, auto mutilação e nas crenças e dependência que muitas das vezes temos por determinada coisa ou pessoa.
Há um filme inspirado por esse mangá e acredito que nele esses temas deve ter sido mais abordado e desenvolvido.
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