Mort Cinder

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Resenhas - Mort Cinder


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Guga @quadrinsdobatera 07/01/2021

📚 "Mort Cinder", por  Alberto Breccia e Héctor Germán Oesterheld.
Confesso que nunca havia lido nada dessa dupla, então essa leitura foi um deleite do início ao fim, resultado de uma fluidez do roteiro de Osterheld aliada à perfeição da arte de Breccia.

Algo muito interessante é que a partir da influência do cinema expressionista alemão, Breccia passou a realizar experimentos com novos materiais de forma a buscar efeitos visuais inéditos nos quadrinhos, fazendo uso de materiais como velas e lâmpadas no estudo dos contrastes entre luz e sombra e pentes e esponjas para o estudo de novas texturas*. 

Na história temos Ezra Winston, um idoso que é dono de um antiquário e diariamente recebe relíquias e artefatos, aos quais examina minuciosamente, estudando os detalhes que cercam suas histórias. Certo dia um de seus fornecedores lhe coloca em posse de um objeto desconhecido ao profissional, que logo é tomado pela curiosidade de identificar do que realmente se trata. Em meio a pesquisas e descobertas sobre o artefato, os caminhos de Ezra se cruzam com o de Mort Cinder, conhecido como o homem das mil mortes, que já possuiu diverso nomes no passado e cujas olhos já presenciaram de tudo, desde a construção da Torre de Babel até o transporte de escravos em navios negreiros.

Em dez histórias, sempre sob a ótica de Mort Cinder, passado e presente se relacionarão a partir do convívio entre os dois personagens, interligados pelas histórias que carregam os objetos recebidos no antiquário.

Esse foi um dos melhores quadrinhos que já li, portanto eu indico muito àqueles apreciadores de uma boa histórias com cunho histórico e investigativo. Com certeza irei atrás de mais e mais obras dos autores.

Deixo aqui o meu profundo agradecimento à @figuraeditora por ter trazido esse material numa edição belíssima e caprichada. Vocês mandam muito e foi uma honra poder ter ajudado a financiar esse projeto no Catarse.

*Informação retirada da seção do posfácil intitulada "A Jornada do Imortal" (p. 229). 

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Para acompanhar esse e outros textos, vos convido a conhecerem o meu Instagram voltado para leitura de quadrinhos alternativos/independentes: Quadrins do Batera (@quadrinsdobatera). Obrigado!
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Otávio 23/07/2020

A arte sem igual de Breccia
Embora Oesterheld seja um gigante dos quadrinhos e esteja muito bem na obra, quem rouba a cena é Alberto Breccia e arte poderosa e que até hoje ostenta um caráter vanguardista e singular, sem igual entre seus pares, mas contante fonte de inspiração para aqueles que vieram depois dele.
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MiojoGeek 20/08/2019

Ezra Winston, é filho e neto de antiquários, profissão que acabou seguindo naturalmente, e que domina agora que está em idade avançada.
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Sua rotina se resume a receber em sua loja relíquias, e artefatos curiosos que passam por sua análise meticulosa.
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Um de seus fornecedores lhe traz um enigmático objeto. A curiosidade de identificar a origem, lhe deixa passar batidos o nome Mort Cinder no jornal que embalava o objeto, porém, uma sequência de eventos vai levá-lo diretamente ao homem das mil mortes, e sua vida, nunca mais será a mesma.
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Oesterheld, pra quem não conhece, escreveu nada mais nada menos que o meu quadrinho favorito, O Eternauta. Pense na expectativa que tinha para ler essa hq desde que @figuraeditora anunciou seu projeto no Catarse. Infelizmente eu não pude participa na época, mas garanti meu exemplar junto com a última campanha da hq do Bataglia, que já tem resenha por aqui.
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Mort Cinder, assim como O Eternauta, era publicado semanalmente, então, tem sempre aquele gancho da semana, que numa leitura normal, te faz colar nas páginas pra ler de uma vez.
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Separado em dez histórias, Mort e seu fiel escudeiro Ezra, vão entrar em tumbas, na construção da Torre de Babel, em navios de escravos, na primeira Grande Guerra, nas batalhas das Termópilas... Entre mortes e ressureições, a história vai sendo contada pela visão de alguém que trafega por eras.
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A arte de Breccia casa perfeita com a história criada por German. Toda em preto e branco, mescla com técnicas rudimentares e cria texturas únicas para ambientar esse universo.
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Enquanto lia eu sentia um misto de Operação Cavalo de Troia, Dylan Dog e Sherlock e Watson. Esses elementos de testemunha de momentos históricos, investigadores do pesadelo e parceiros, criam o ambiente perfeito para conduzir Mort Cinder ao posto de Clássico do Quadrinhos Mundial.
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Minha nota é 10/10. In Oesterheld we trust!

site: https://www.instagram.com/p/B0Zho-JD9xC/
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