Minha Coisa Favorita é Monstro

Minha Coisa Favorita é Monstro




Resenhas - Minha coisa favorita é monstro - Livro 1


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Martins 08/04/2021

Minha coisa favorita é a arte da Emil Ferris
Que quadrinho absurdo!
A começar pela arte estarrecedora da Emil Ferris, que foi feita a caneta esferográfica. Nas paisagens ela deixa tudo muito belo, nas expressões caricatas das personagens ela deixa que a gente capte o clima misterioso e grotesco da história.
História essa que envolve família, aceitação, amizade, irmandade, mistério e holoscausto nazista de uma forma simplesmente tocante.
Acredito que algumas partes poderiam ser suprimidas sem muita perda de conteúdo, mas a mesmo tempo tudo parece colocar a gente dentro da cabeca da Karen.
Em suma, é um dos melhores quadrinhos dos últimos anos e, com certeza, vale pena a leitura.
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@livrosdeanna 01/03/2021

Perfeito
Gente acreditem ou não eu ganhei essa grafic novel em um sorteio!!!
Foi minha primeira experiência lendo esse gênero e eu simplesmente amei.
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A autora deste livro escreveu e desenhou totalmente com canetas esferográficas em um caderno, eu ficava horas prestando atenção em cada detalhe dos desenhos incríveis. Uma obra de arte.
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O livro vai abordar temas importantíssimos, dramas familiares, um assassinato, monstros reais e psicológicos. A história tem Chicago dos anos 60 como fundo. A garota que narra o livro é Karen que ama monstros e histórias de terror. Acontece um assassinato em seu prédio e ela vai investigar. A mulher que foi morta foi uma sobrevivente do holocausto e vamos ver muito da sua história.
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Eu achei esse livro maravilhoso em todos os aspectos.
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Passem as imagens para vocês verem um pouquinho de alguns desenhos. E ainda veio com esse pôster super legal!!
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#livrosdeanna#livros#minhacoisapreferidaemonstro#graficnovel#quadrinhos
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Craotchky 10/02/2021

Minha coisa favorita
Lançada originalmente em 2017, esta grafic novel monstruosa chegou arrebatando diversos prêmio em sua área. A obra foi agraciada com o prêmio Eisner (o Oscar dos quadrinhos) em três categorias, entre outros prêmios de prestígio. Uma justificativa (mas não única) para tanta aceitação, até mesmo da crítica especializada, pode ser o fato de que sua arte é toda produzida com o uso exclusivo de canetas esferográficas (tipo BIC) e hidrocor, circunstância que se destaca quando conhecida.

A linha principal da narrativa acompanhará a protagonista, Karen Reyes, uma menina de 10 anos, que resolve investigar o suposto suicídio de sua vizinha do andar de cima, encontrada morta em condições peculiares. A grafic novel é justamente o diário da menina, ou seja, todo o conteúdo desenhado e escrito tem sua autoria. Os eventos narrados são ambientados em Chicago, no fim da década de 1960. O momento histórico é importante pois se refletirá tanto na arte quanto em trechos em que se abordam aspectos sociais e políticos.

Uma gigantesca pluralidade de elementos afloram durante o decorrer da obra. Dentre os muitos assuntos abordados estão: o contexto social e político do período, obras de arte em exposição, discussões sobre o feminino e a sexualidade, preconceito racial, prostituição (adulta e infantil) e pedofilia, os horrores do nazismo... Além de, é claro, muitas referências às histórias de terror que a protagonista adora. Na grande maioria das vezes essa mistura fica muito bem colocada no enredo, tornando a obra muito rica ao tratar dessa multiplicidade de tópicos.

A arte é simplesmente espantosa, fantástica, fabulosa, incrível, monstruosa! Possui uma riqueza de detalhes impressionante. Além disso, por vezes há uma miscelânea de combinações de cores mescladas, resultando em um efeito belíssimo. (Neste ponto preciso salientar que sou um leitor de pouquíssimas leituras de quadrinhos, portanto quase que não tenho referências para estabelecer grandes comparações.)

A história pessoal da autora também chama bastante a atenção. Em 2001, muito antes de sequer sonhar em produzir esta obra, Emil Ferris contraiu a Febre do Nilo Ocidental, após ser picada por um mosquito. A doença paralisou a parte inferior do seu corpo e também sua mão direita. Com isso, durante o processo de recuperação, ela teve que desenvolver a capacidade de desenhar com sua mão esquerda a fim de fazer sua grafic novel. Conseguiu.

Como ponto negativo penso que quando o foco sai da linha condutora da narrativa, isto é, a investigação, aparecem momentos aparentemente fortuitos. Porém essa aparente ausência de nexo talvez se explique quando lembramos que a narradora é uma menina de 10 anos. Ademais, a ordem de leitura dos blocos de texto em algumas páginas pode ser confusa pela mesma razão. No meu modo de ver o final deixou a desejar pois a solução do mistério, isto é, a linha narrativa principal, tem um desfecho nebuloso, que mais produz dúvida do que respostas. Como há uma continuação, existe um fator atenuante.
Enfim, já me alonguei demais. Mas acredite, deixei muita coisa de fora desse texto. Em outras palavras: Minha coisa favorita é monstro entrega muito mais do que pude mencionar por aqui.

ALGUMAS CURIOSIDADES
📌 Minha coisa favorita é monstro é a grafic novel de estreia da autora.
📌 Foram utilizadas cerca de 20 mil canetas esferográficas ou hidrocor na confecção do quadrinho.
📌 A HQ foi recusada por quase 50 editoras antes de ser aceita.
📌 O trabalho se prolongou por cinco anos, período no qual Emil se empenhou 12 horas por dia.

p.s. Esta resenha é dedicada a Nathália Vitório que teve participação direta e fundamental nessa minha leitura. Nath, nesse momento minha coisa favorita é você.
Nath 10/02/2021minha estante
AMEI a resenha!
Muito completa, bem escrita e bem elaborada, como todas as suas demais resenhas produzidas. *-* Para mim, foi uma alegria presentea-lo com essa HQ tão especial e incrível em tantos níveis! E espero mesmo que as suas leituras de quadrinhos sejam cada vez mais prósperas nas suas metas, coração. Nesse momento, minha coisa favorita também é você Filipe/Craotchky. ;*


Craotchky 10/02/2021minha estante
Que cheiro é esse? Hummm, é o amor que está no ar! hehehehe
Obrigado pelo elogio. Minha gratidão pelo presente é enorme, como você bem sabe. Espero que aproveite minhas lembrancinhas também. Beijo, gata.




André 03/02/2021

Olhei na cara da Emil Ferris e gritei: ARTISTA!
Um quadrinho sensível e ao mesmo tempo muito cru. Toda arte -linda e minuciosamente pensada e cheia de referências- foi feita manualmente com caneta em folhas de caderno. Cada vez que a gente vai se aprofundado na história de um personagem percebemos mais e mais a genialidade da criadora.
ingrid 04/02/2021minha estante
ele eh leitor meu filhooooo




Lydia P. 18/01/2021

Muito bom
Esse quadrinho é rico em arte e em texto.! Basicamente é uma história misteriosa de investigação.
Tem referências a obras de arte e coisas que aconteceram na história como o nazismo. Também envolve temas polêmicos como racismo, auto estima, bullying, estupro, e vários outros...
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Nick 29/12/2020

Impressionante
A arte de Emil Feris é de tirar o folego! Impressionante ver um quadinho feito com essa técnica.

A narrativa achei um pouco confusa a principio, mas como é uma criança narrando, faz total sentido!

Aos poucos me acostumei com a dinamica e pude aproveitar ainda mais a obra.

A HQ tem momentos bem pesados e acaba com um final bem aberto. Acredito que terá continuação!
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Rayyligomes 03/12/2020

Arte magnífica!
Muito mistério nessa hq. Ela é muito bonita, envolve vários temas como segunda guerra mundial, preconceito regional, artes plásticas, varios problemas emocionais e familiar dos personagens, momentos históricos reais. Além do terror e mistérios que envolve toda a trama, pois nossa protagonista é aficcionada por monstros. Nessa história, a autora abre vários questionamentos que vão ficar em aberto, ou nao consegui pegar muito bem, devem ser resolvidos no próximo volume. De todo modo, pretendo reler a mesmo. Pode ser chatice minha, mas eu achei a hq muito grande, tenho problema de vista e tive de deixar a certa distancia pra contemplar toda a pagina, me sentia sufocada. Mas essa é minha experiência pessoal. Enfim, dê uma chance pois a arte é linda!
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Aline.Deodato 29/09/2020

Monstros da vida real
A curiosidade de Karen -- que se desenha metade loba, metade humana -- a faz investigar por conta própria a misteriosa morte de sua vizinha Anka, buscando pistas, incongruências nas falas e nos álibis dos moradores do prédio.

A HQ tem como plano de fundo a Chicago dos anos 60, e flashbacks da Segunda Guerra Mundial. Aborda assuntos como o racismo, xenofobia, preconceito contra indígenas, prostituição, abusos de menores, bullying, holocausto, american way of life, política, história, entre outros.

Alguns momentos do gibi são alegóricos, outros, imaginação da personagem, a menina adora estórias de terror e gosta de "fantasiar".
Repleto de simbologia e referências aos clássicos do horror, cultura pop e história da arte. Os traços mudam no decorrer das páginas, tudo muito criativo, profundo, e a arte impecável.

Me surpreendeu demais!
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Pedro Marques 28/08/2020

Um dos melhores do ano
Histórias em diferentes camadas que capturam o leitor e instigam. Aguardando o segundo volume.
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Lucas dos Reis @EstanteQuadrada 22/08/2020

Lindo, impactante e profundo
Karen Reyes é uma menina prestes a entrar na adolescência que escreve (e desenha) um diário falando sobre seus problemas e questões.

Ela sofre bullying na escola e também é impactada quando vizinha é assassinada. Entre essas duas questões, ela tenta investigar o mundo ao seu redor para resolver tudo.

Ela é uma menina fissurada em monstros, inclusive querendo ser um lobisomem (se desenhando como uma em seu diário) para que sua vida seja mais fácil e livre do bullying. Diversos personagens, os seus mais próximos e favoritos, possivelmente, são desenhados por ela como monstros: vampiro, zumbi, fantasma...

A HQ tem mais de 400 páginas, todas desenhas a caneta pela Emil Ferris ao longo de CINCO ANOS!! A autora é uma conversa por si só, aconselho a todos procurar sobre a história dela e a formação dessa HQ.

Quando terminei de ler eu fiquei impactado e confuso, em um primeiro momento. Comecei a procurar loucamente no Google sobre essa HQ e fiquei aliviado que existe uma sequência... E agora estou louco para entender ainda mais desse universo! (depois, na hora de reler o início percebi que tem "Livro Um" no título, mas eu havia esquecido completamente)

É uma história realmente profunda com diversas questões para abordarmos, debatermos e refletirmos. Podemos discutir temas diferentes a cada capítulo, e isso é maravilhoso!
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Amanda.Cristina 07/08/2020

Emaranhados de rabiscos deslumbrantes!
Nunca demorei tanto lendo uma HQ, e não é porque a história não te faça querer saber mais e mais. Na verdade demorei tanto porque os desenhos são simplesmente impressionantes, dignos de serem olhados com toda a atenção para os traços e os detalhes. Emil Ferris é uma monstra na caneta Bic!!!
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Jonas (@castelodepaginas) 17/06/2020

minha coisa favorita é monstro
Fiz resenha no meu blog dessa obra, por favor visitem e se inscrevam. Obrigado

site: https://resenhasnonaarte.blogspot.com/2020/06/minha-coisa-favorita-e-monstro-livro-1.html
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Dani 29/04/2020

De encher os olhos
Uma HQ que quebra todas as regras e se reinventa.
Além de uma história dramática e envolvente, cada página é uma verdadeira obra de arte!
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Danilo 29/03/2020

Acho que o termo que define essa HQ para mim é Arrebatadora.
É daquelas leituras que, sem exagero, eu passava no mínimo 5 minutos por página e pelo menos o dobro nas Capas redesenhadas de revistinhas de Terror e Pinturas que realmente existem (inclusive minha dica é pesquisar pelas pinturas reais e ver o quão incríveis são as recriações que a Emil faz dessas obras).
A história é muito envolvente, e apesar de algumas pontas soltas que me fizeram sentir falta de um desfecho melhor, e de em alguns momentos a história parecer ter perdido o norte, nada disso foi suficiente para prejudicar uma experiência única, memorável e que levarei pelo resto da vida.
Além de tudo, é muito recompensador como leitor perceber o tanto de energia, dedicação e esforço a Emil colocou em cada página, são diversos detalhes sutis que quem fizer uma leitura apressada tende a deixar passar.
Sei que é uma HQ com um preço um pouco alto, a partir de 70 reais, mas quem puder faça um esforço e adquira, eu garanto que valerá cada centavo (e provavelmente ao final da leitura você vai achar é que foi barato demais).
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Gárgula 11/03/2020

Minha coisa favorita é monstro, de Emil Ferris
Todos somos um pouco como a Karen
Peguei emprestado Minha coisa favorita é monstro, de Emil Ferris com o meu grande amigo João Daniel. Já contei por aqui que gostamos de ler histórias que tragam material humano para gerar reflexão. Estava ainda no início da criação do blog e só fui iniciar essa leitura mais para frente. Deveria ter começado antes com certeza.

Ferris nos apresenta a menina Karen Reyes. Do alto de seus 10 anos ela se depara com algumas situações que poderíamos dizer pelo menos peculiares. Desde uma morte próxima à todo seu drama familiar, passando até por relatos da 2ª Guerra, a obra é um apanhado de vivências através dos pontos de vista dessa estranha menina, que se vê meio humana e meio lobo.

Um caderno de confidências
As artes foram feitas com caneta esferográfica seguindo pelo volume de forma a promover para o leitor a experiência de um caderno pessoal, lindo por sinal. Nele, Karen escreve um enorme diário de sua vida e de como vê o mundo a sua volta. Todas as imagens são ricas em referências e motivos. Muito bom ler uma obra assim.

Utilizando a simbologia dos monstros clássicos, somos levados por uma história, antes de tudo, humana ao extremo. O cruel mundo infantil fica maravilhosamente bem retratado, assim como os arquétipos terríveis que Ferris utiliza para descrever os amigos de Karen.

Ela busca se entender, assim como compreender o mundo que a cerca. Aceitação é um tema forte nesse quadrinho, mas não o único. A vivência da jovem com seus familiares, vizinhos e colegas são retratadas pontualmente e ela consegue, da sua forma, entrar em suas vidas e com isso e aprender muito, conforme cresce. Ao leitor fica a posição de testemunha de várias histórias reais, relatadas pelo prisma fantasioso de Karen, mas nem por isso menos tocantes.

Conclusões finais
Uma obra que antes de tudo fala de seres humanos verdadeiros. Brilhante por te permitir sonhar, delirar, sofrer, rir, temer e o principal de tudo, sentir todas as emoções daquela pequena vida que nos confiou o diário.

Lembre-se sempre desse voto de confiança que ela lhe deu, ao compartilhar seu caderno de desenhos. Sua contrapartida é apenas ler e se emocionar.

Minha coisa favorita é monstro, de Emil Ferris é uma publicação da Quadrinhos na Cia, com tradução de Érico Assis e ganhadora dos prêmios Eisner e Fauve D’Or de Melhor Álbum do Ano.

Boa leitura!

Resenha publicada no site Canto do Gárgula.


site: https://cantodogargula.com.br/2020/03/05/minha-coisa-favorita-e-monstro-de-emil-ferris/
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