Contos dos Orixás

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Resenhas - Contos dos Orixás


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Davenir - Diário de Anarres 30/06/2021

Quadrinho independente excepcional e essencial!
"Conto dos Orixás" de Hugo Canuto, começou com uma brincadeira onde o autor desenhou supostas capas de revistas de heróis da Marvel, onde, ao invés da mitologia Nórdica, os personagens seriam baseados na mitologia Ioruba (a saber uma das mais influentes nas religiões de matriz africana no Brasil). As capas homenageavam o traço clássico de Jack Kirby, fazendo alusões as capas clássicas dos anos 1970, a era de prata dos quadrinhos nos EUA. A atenção que as capas despertaram incentivaram o autor a criar uma história e uma campanha no Catarse para tirar o projeto do papel e colocar, bem no papel! O projeto de financiamento foi um sucesso tremendo, chegando a terceira edição com facilidade. Felizmente para mim, que perdi os dois primeiros financiamentos, consegui participar do terceiro. E hoje vamos falar sobre como ficou o trabalho!

A primeira coisa que chama a atenção é como Hugo conseguiu ao mesmo tempo transformar uma homenagem a Jack Kirby em algo perceptível e ao mesmo tempo colocou elementos originais. O estilo colorido e vibrante combinou muito bem com as divindades iorubas. A história tem como herói principal Xangô, senhor dos trovões, que seria o equivalente a Thor (bem, vamos parar com as comparações). A mitologia ioruba é muito rica e tem uma cosmogonia muito bonita e complexa para abarcar um universo inteiro de histórias. Depois de uma introdução rápida, temos conhecemos o vilão Ajantala e a seu exército que chama de Manada, que destrói vilarejos impiedosamente e usando de magia para aumentar seu exército. Logo ficamos sabendo que ele busca uma cidade sagrada coberta de ouro mas sua localização é um segredo. Os sobreviventes deste último ataque buscam a cidade de Oyó Ilé, capital de um poderoso império, auxílio para se proteger da Manada. Ai conhecemos o herói principal, o Rei Xangô e a Rainha Oyá que aceitam ajudar os sobreviventes daquele povoado.

Não convém avançar demais na história, posso adiantar que ela é simples, com heróis e vilões bem delimitados, como eram as histórias da Era de Prata, bem alinhado com o que entendemos por histórias em quadrinhos. A profundidade que encontramos está na imersão na mitologia ioruba que é apresentada com simplicidade e competência nesta HQ. É redundante falar de representatividade sobre este projeto tanto para os negros quanto para quem tem algum envolvimento com alguma religião de matriz africana, pois acredito que estes tem tudo para apreciar a HQ, contudo, é válido para qualquer um que aprecia histórias em quadrinhos pois nos oferece um mundo novo para explorar e admirar. Espero que o projeto ganhe novos números o quanto antes!

site: http://wilburdcontos.blogspot.com/2021/06/resenha-189-contos-dos-orixas-hugo.html
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flavinha 25/06/2021

Quero mais!
Incrível ver os Orixás numa HQ bem parecida com o padrão super-herói. Além da história boa, a arte é linda e super cativante!
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Bruno Martins 19/02/2021

Orixás em quadrinhos
O estilo do quadrinho tem inspirações claras aos estilos clássicos dos gibis antigos, e apresenta os Orixás de forma muito cuidadosa e apaixonante, os desenhos e detalhes são resultados de pesquisas do autor, e nos detalhes das composições se percebe o cuidado do mesmo com o seu trabalho. As histórias se remetem a alguns mitos dos Orixás, e se interligam construindo uma identidade visual desse universo imaterial mágico e misterioso, dentro da linguagem dos quadrinhos. Uma hq que resulta de um trabalho sério e muito respeitoso, recomendo para qualquer um que deseja conhecer um pouco do universo dos Orixás.
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Teixeira 18/10/2020

Contos dos Orixás, quadrinho nacional de qualidade
Hugo Canuto e sua equipe merecem todos os elogios possíveis, a HQ é sensacional, tanto na adaptação da história da cultura Yorubá quanto a arte e suas cores incríveis. O universo, a cosmogonia, é explicado e detalhado de forma bem didática e interessante. Foi construída a partir de várias referencias africanas, há uma enorme riqueza de detalhes e símbolos fazendo com que o leitor queira consumir mais materiais semelhantes. É também um grande fomento para pesquisas e estudos da cultura afro-brasileira, suas histórias e raizes. Aguardo ansioso por mais histórias como a dos Orixás do Hugo.
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Carol Vidal 10/09/2020

Uma linda história que começou meio confusa, mas depois deslanchou e se tornou bem dinâmica e interessante. Recomendo demais!
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Paulo 26/04/2020

Há uma enorme necessidade de criação de histórias baseadas em outras culturas que não a europeia ou a americana. Se formos parar para pensar pouco conhecemos as lendas dos vários povos existentes no continente africano ou sequer os mitos indígenas no Brasil. Hugo Canuto se propôs a divulgar histórias tendo orixás como personagens e conseguiu um resultado bem curioso. Adotando uma abordagem claramente inspirada nos trabalhos de Jack Kirby na Marvel, ele nos coloca diante de figuras como Xangô, Ogum, Exu, Oyá. O que temos é uma aventura surpreendente onde heroísmo e bravura se mesclam a poderes especiais.

A narrativa segue Xangô e sua esposa Oyá quando eles decidem ajudar um grupo de aldeões de uma vila que foi atacada pelas forças de Ajantala, chamados de a manada. Eles tomam a vila e seus habitantes e os colocam sob seus poderes místicos, fazendo-os lutar a seu comando. O objetivo de Ajantala é dominar a cidade das águas, uma linda cidade secreta governada por Oxum, a senhora das Águas. Xangô vai precisar de toda a sua coragem para derrotar os ajogun, os inimigos da humanidade. Mas, com os poderes de Oyá, Exu e do valente Ogum possivelmente eles terão uma chance de vencê-los.

Com uma proposta bem simples, o roteiro de Hugo Canuto busca adaptar uma história iorubá em um formato mais próximo ao dos super-heróis da atualidade. Mesmo colocando a ação em um cenário idílico, Canuto consegue tornar lendas até bem complexas, em narrativas mais palatáveis a um outro tipo de público. Com isso, a história ganha agilidade e os orixás, apesar de terem poderes divinos, são seres de carne e osso. Possuem sentimentos, dúvidas, valentia. Trata-se de um roteiro inspirado nas narrativas da Marvel e da DC dos anos 70 e 80. Apesar de a arte ser bem no estilo Kirby (e eu já toco nesse ponto a seguir), o roteiro me lembrou mais a fase do Thor sob a batuta do Walt Simonson. Deuses com características mais humanas, aventuras que exploram esse lado mais heroico enquanto que os problemas são bem simples.

Para quem é fã (como eu) do Kirby, a arte do Canuto é linda. Colorida, inspirada nas vestimentas africanas, mas com todos aqueles exageros típicos de personagens da Marvel, tudo caiu muito bem aqui. As cenas criadas pelo autor tem profundidade e detalhamento, o que é de encher os olhos. Tem uma cena aberta da cidade das águas que eu fiquei uns dois minutos absorvendo cada ponta do ambiente, cada detalhe aquático, cada dourado presente ali. Mesmo quando ele está contando uma narrativa mítica (como no início) tudo parece grandioso. O design de personagens também está preciso e cuidadoso. A gente vê que foram empregados modelos diferentes para cada personagem e eles são bem inspirados em outros super-heróis. Em alguns momentos, as expressões de Xangô me lembram a de um jovem Thor, ou Oyá que possui um físico parecido com o da Tempestade. A quadrinização segue bastante os clássicos com alguns detalhes mais atuais como o emprego das splash pages de forma a obter impacto.

Vale destacar também a importância das personagens femininas na história. Oyá (Iansã), a esposa de Xangô possui um profundo respeito de seu povo. Ela é importante na tomada de decisões e participa ativamente do combate. Em um determinado momento, próximo de partirem para a cidade das águas, Xangô pede a ela que permaneça na cidade, e Oyá não gosta dessa decisão porque parece uma proteção boba. Nessa cena, a personagem demonstra ser decidida e capaz de tomar suas próprias decisões. Por outro lado, vemos que Oxum, a governante da cidade das águas, é rechaçada por outras comunidades que tradicionalmente veem nos homens como os verdadeiros líderes de um povo. A personagem demonstra insatisfação com essa opinião sobre ela e consegue impressionar a todos com seu poder de liderança. Canuto então nos apresenta personagens fortes e que não deixam cair a peteca da representação feminina nos quadrinhos.

Os personagens possuem características bem distintas o que contribui para eles serem mais profundos. Por exemplo, Xangô é um homem de ação, impulsivo. Ele é o líder dos combates, mas isso acaba por causa apreensão entre seus pares. Tem um momento da HQ onde Oyá pede que ele se contenha um pouco por sua própria segurança. Exu é o brincalhão, e nada me tira da cabeça uma comparação com o Loki do Simonson. O deus da trapaça do autor da Marvel, aquele que prega peças, ora inocentes, ora malignas. Vejo isso na visão de Canuto sobre Exu embora aqui ele tenha empregado uma visão mais brincalhona do orixá. Quero ver algumas histórias que abordem o outro lado de Exu... e a partir dessa apresentação inicial do autor daria algumas boas aventuras. Já Ogum é o guerreiro calmo e decisivo. Com suas armas ele domina o cenário... sua presença em combate é importante e caso ele não esteja presente uma batalha pode tomar outro rumo.

Os extras ao final do quadrinho são sensacionais. Conta com um glossário de palavras para entender algumas expressões e alcunhas usadas ao longo da narrativa. Tem um pouco da história por trás da HQ e as capas que foram feitas inspiradas em outras de super heróis. Pensar que Contos dos Orixás provavelmente está em diversas escolas espalhadas pelo país é fabuloso. Populariza a riqueza da cultura africana em um país que sempre teve preconceito em relação a ela. Nos coloca diante do outro, do diferente. Nos mostra que a cultura iorubá é capaz de nos fornecer ideias para inúmeras narrativas. A importância disso é única e eu espero que o quadrinho possa se espalhar cada vez mais.

Para mim, a HQ só não foi perfeita porque eu senti que faltou um algo mais. A arte está fabulosa, caio até na mesmice de repetir isso. Mas, caramba, o Canuto conseguiu absorver muito bem o estilo de arte do Kirby e dar sua própria leitura a partir disso. Faltou algo na narrativa que pudesse me prender mais. Não sei dizer o quanto o autor foi fiel à história mítica em si, mas eu acho que ele poderia ter aberto mais as asas e extrapolado um pouco mais. Com tudo o que ele produziu ao longo da história, seria possível criar algo ainda mais rico sem perder a essência por trás daquilo que é posto pela religiosidade iorubá. Ah, sim, faltou um pouco de música também. Não consigo imaginar nada relacionado à cultura iorubá sem a presença de um atabaque ou de algum outro instrumento de percussão e alguma dança. Orixás e dança são intimamente ligados.

site: www.ficcoeshumanas.com.br
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Cello 08/04/2020

Deveria ser mensal!
Maravilhoso. O traço é primoroso, e a história digna de qualquer Comício, mas gostaria que tivesse mais páginas para que a personalidade dos personagens tivessem sido trabalhadas com mais profundidade.
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Lucas Viapiana 11/03/2020

Èdùn àrá!
Contos dos Orixás é uma obra muito bem-vinda e necessária. Eu gostaria de ter me deparado com algo assim na minha infância, que só foi visitada pelas mitologias da Grécia e Egito antigos e de origem nórdica. Afinal, as lendas iorubás têm ligação direta com o Brasil, diferente das citadas anteriormente. Contos dos Orixás cumpre o papel de resgatar um pouco dessas origens (propositalmente?) esquecidas, sem deixar nada a desejar em termos de roteiro e apresentação visual, e ainda incluindo pequenas referências intertextuais muito bem vindas, de Shakespeare a Star Wars (Ajantala lembra muito Anakin/Vader!).
Quero mais HQs nesse universo.


site: https://bibliotecadavolnania.blogspot.com/
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Gabriel 23/02/2020

Origens e pertencimento
Obra importante
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Minho - @shootinggbooks 22/01/2020

Incrível!
A mitologia dos Orixás é uma mitologia extremamente rica, sempre valorizando a magia da natureza e os corações valentes daqueles que protegem os seus semelhantes.

Em Contos dos Orixás, iremos acompanhar a luta entre dois povos. A Manada é um grupo de soldados ferozes e enfeitiçados pelo poder do seu líder, Ajantala. A luta promete ser traçada no território do pacífico Povo do Rio, que guarda o segredo da Cidade Mãe, comandada pela Rainha Oxum.

Desesperados, os sobreviventes do ataque de Ajantala buscam o apoio de Xangô, o senhor do Trovão, que junto com Exú e Iansã, decidem ajudar o Povo do Rio e evitar que Ajantala destrua a grande Cidade Mãe.

Nessa jornada, muitos perigos podem acontecer, e é preciso tomar bastante cuidado com os mistérios da magia ancestral.

Durante a jornada, Xangô, Iansã e Exú contarão com o apoio do Guerreiro Ogun, uma grande força que fará bastante diferença na luta contra o exército da Manada.

Uma HQ incrível, tão rica em detalhes e com uma história bastante envolvente! Foi muito legal conhecer essa história pelos traços de Hugo Canuto, que trouxe muito mais riqueza para essa história intensa!

Para quem não está acostumado com alguns termos presentes na narrativa, essa edição conta com um glossário, deixando tudo bem claro.
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Ladeia 04/02/2019

Quadrinho muito empolgante
A leitura de conto dos orixás é muito fluida e divertida, nele são apresentados alguns dos orixás na luta contra os opositores da humanidade, os ajogun. O clima de quadrinhos/super heróis deixa a leitura frenética e divertida.

Várias referências a cultura pop, como Exú dando uma de Hamlet.

A personificação de cada orixá também está sensacional, a rusga de Xangô e Ogum, a paixão de Xangô por Oxum, o temperamento de Oyá.

Tudo maravilhoso.
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