Sardenha como uma infância

Sardenha como uma infância Elio Vittorini


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Sardenha como uma infância





Poucos territórios possuem a cultura ancestral, a densidade e o apelo mítico da Sardenha (atualmente, uma região autônoma da Itália). Mas não é esse o principal foco de interesse do escritor italiano Elio Vittorini em Sardenha como uma infância.

O percurso literário do autor mostra um envolvimento ativo e comprometido com a gente e com a terra, aberto aos encontros e desencontros do caminho. Sardenha como uma infância é um relato direto, simples e vivaz, escrito entre 1932 e 1933, sob a Itália fascista, quando Vittorini tinha 24 anos.


O livro foi concebido como o diário de uma viagem a Sardenha, realizada por jornalistas e escritores, patrocinada pela revista Italia Letteraria. Vittorini arrebatou, junto com Virgilio Lilli, o primeiro prêmio. É possível acompanhar num mapa como o autor esquadrinha a Sardenha, em seu trajeto pelo relevo peculiar da ilha do Mediterrâneo, e com ela se confronta, ora de forma amorosa, ora agressiva, mas sempre provocante. O autor percorre a ilha, a partir da baía de Tavolara, de trem, de furgão e num vapor de carga, até deixar a expedição, no porto de Maddalena.


O diário de Elio Vittorini passa ao largo do monumental ou do histórico, preferindo deter-se naquilo que mais o interessa, em cada ponto do caminho: o detalhe expressivo, a imagem-síntese, a figura humana que se mostra estranhamente reveladora, a emoção que aflora subitamente. O andamento breve desse registro quase cinematográfico dá ao relato um tom leve e contemporâneo.


Acompanha o texto um posfácio de Silvio Guarnieri, que comenta as filiações literárias de Vittorini, e como seu modo de escrever e sentir iriam reverberar na sua obra posterior. O ensaio crítico mostra como a atitude do escritor diante das coisas, da natureza e dos homens, manifestada nesse pequeno livro de viagem, confirma sua confiança na vida, na beleza e na alegria de viver, presente em toda sua obra.

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on 27/10/13


Pelas fotos do Google, hoje vejo a Sardenha como uma ilha paradisíaca em que os milionários europeus vão passar as férias com seus iates. Mas no livro, Elio Vittorini nos transporte para uma ilha perdida, em que os homens vivem como que parados no tempo, em contado direto com a natureza bruta do sul da Itália, que pode ser bela mas também cruel. Trecho "Em qualquer porta que tenha o aspecto de uma quitanda pergunto se posso comprar alguma fruta. Estou com fome. Mas só tem tomates... leia mais

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Bruno
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25/05/2011 16:21:38