Teoria do Conhecimento (Gnosiologia e Criteriologia)

Teoria do Conhecimento (Gnosiologia e Criteriologia) Mário Ferreira dos Santos


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Teoria do Conhecimento (Gnosiologia e Criteriologia)


Enciclopédia de Ciências Filosóficas e Sociais - Volume IV




Um dos grandes males, quase inevitáveis na filosofia, e que promoveu falsificações do pensamento, por meio de caricaturas (a famosa ignoratio elenchi), decorre muitas vezes das posições de escolas, que digladiando-se entre sí, de perspectivas angulares diversas, favorecem atualizações e virtualizações que provocam inúteis desentendimentos. A eterna disputa entre a homogeneidade do ser e a heterogeneidade do devir, entre o Um e o Múltiplo, e as tentativas de sínteses coordenadoras, em certos períodos históricos, não impedem sobrevenha a crisis, que abre abismos, aparentemente insuplantáveis.
Não podemos deixar de reconhecer que desde Ockam para cá, instala-se a crise na filosofia moderna, que a escolástica, em seu segundo grande período, o da contra-reforma, não pôde evitar. A filosofia moderna caracteriza-se pela crise, pela separação das perspectivas, pelo predomínio do Múltiplo, do devir, salvo, naturalmente, aquelas correntes que se firmam nos sólidos pedestais aristotélicos e da escolástica, esta tão pouco conhecida e caricaturizada ao sabor da afetividade e da ignorância de muitos.
Sempre nos preocupou a procura de um método capaz de reunir as positividades das diversas posições filosóficas.
Mas, como tem predominado a posição excludente do aut...aut, da qual se libertou em grande parte a Ciência, e por isso conheceu progressos, compreendemos a urgência de um método includente e não excludente, que concilie positividades.
Em "Filosofia e Cosmovisão", compendiando as idéias fundamentais dessas duas disciplinas, procuramos ressaltar desde logo que a oposição entre o sujeito e o objeto (psicologicamente considerada), entre intuição e razão, com seus esquemas correspondentes (que permitem atualizações e virtualizações racionais e intuicionais), e o exame do objeto sob as antinomias da intensidade e da extensidade, de tão ricas consequências, aproveitando, assim, as contribuições da física moderna (fatores de intensidade e de extensidade) e as atualizações e virtualizações que nos levam ao campo das oposições entre possibilidades reais e as chamadas não reais, bem como o olhar os fatos em seu produzir-se como produtos, em busca dos variantes e invariantes, ressaltamos que essas oposições podiam cooperar, como na verdade cooperam, para a visão global dos fatos, e até para a investigação transcendental.
Construímos, naquela obra, as bases da nossa Decadialética, que opera em dez campos, e da pentadialética, que os analisa nos cinco planos: o da unidade, o da totalidade, o da série, o do sistema e o do universo.
Não se encerram aí as possibilidades dialéticas, por nós compreendidas, que não excluem a lógica formal, monumento do pensamento aristotélico, pois a dialética permite, por exemplo, no campo do conhecimento e do desconhecimento racional, a análise categorial e conceitual, que Aristóteles tão bem compreendeu.
Assim, em face da posição do aut...aut (ou...ou...)e do et...et, preferimos construir a posição do etiam, do também, englobante, includente das positividades numa grande positividade concreta...

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