Venenos de Deus, Remédios do Diabo

Venenos de Deus, Remédios do Diabo Mia Couto


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Venenos de Deus, Remédios do Diabo





Bartolomeu Sozinho é um velho mecânico naval moçambicano, aposentado do trabalho, mas não dos sonhos ardentes e dos pesadelos ressentidos que elabora em seu escuro quarto de doente terminal. Ele é atendido em domicílio por Sidónio Rosa, médico português. A narrativa entrelaça a vida de Bartolomeu, de sua rancorosa mulher, Munda, da ausente e quase mitológica Deolinda, filha do casal, do dedicado Doutor 'Sidonho', bem como de Suacelência, o suarento e corrupto administrador de Vila Cacimba, um lugarejo imerso em poeira e cacimbas (neblinas) enganadoras. São vidas feitas de mentiras e ilusões que tornam difícil diferenciar o sonho da realidade. Aparentemente, Sidónio veio de Lisboa para curar a vila de uma epidemia. Mas é o amor pela desaparecida Deolinda, por quem se apaixonara em Lisboa, que impulsiona seus passos mais íntimos. Quando Deolinda voltou para sua terra natal, Sidónio viu-se teleguiado pelo sonho de reencontrá-la. Mas Vila Cacimba não é o lugar do médico, nem poderá ser jamais. 'No fundo, o português não era uma pessoa. Ele era uma raça que caminhava, solitária, nos atalhos de uma vila africana', diz o engenhoso narrador deste belo romance.

Literatura Estrangeira / Romance

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IDENTIDADE E POESIA
on 19/3/14


O romance conta uma história no pós 75 de Moçambique. Adeus, Salazar:agora é que são elas... A Vila Cacimba vive um tempo em que os soldados adoecem de meningite e perambulam como cadáveres ambulantes. É um tempo posterior à presença da Companhia Colonial de Navegação.As relações de força do antes e do depois da independência se misturam, revelando os resquícios da ideologia colonial ainda presente nas relações cotidianas. O que ilustra muito bem esta permanência pode ser lido no enfre... leia mais

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Trocam3
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Srta. Oliver
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