O Médico e o Monstro

O Médico e o Monstro
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Resenhas - O Médico e o Monstro


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Diego 01/08/2015

Mistérios (?) da meia-noite
Talvez, se eu tivesse lido esse livro há uns quinze anos, e sem fazer ideia daquilo em que consiste a dualidade "médico e monstro", eu teria sentido algum impacto. Porém, a leitura nada me provocou, nada me trouxe, nada me acrescentou. Eu já não havia gostado muito do conto "O rapa carniça", de Robert Louis Stevenson, e estou descobrindo que não gosto da forma como ele entrelaça ciência e sobrenatural: acho que o resultado sempre fica forçado, artificial. O livro vale mais pelo retrato da Londres do século XIX, e pelas notas de rodapé que descortinam menções ocultas acerca de doenças venéreas, homossexualidade e masturbação, algo de que eu jamais suspeitaria. Porém, como terror, como suspense, sinceramente, vale muito pouco, até mesmo por causa do seu "mistério" já tão sabido de todos.
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Alexandre Melo 27/07/2015

Muito bom!
Trata-se de uma pequena mais expressiva novela escrita no século XIX que retrata a história do Dr. Jekyll, um homem já chegando à velhice, que vive recluso em sua casa em experimentos científicos, e tentando provar que dentro de todos os seres existe uma essência boa e uma ruim; paralelo a isso, vemos um misterioso homem que ronda a cidade, chamado de Mr. Hyde, homem mal visto pela vizinhança. A história é narrada pelo advogado de Dr. Jekyll, Mr. Utterson, que nutre um desprezo enorme por Hyde. Um assassinato na cidade faz com que a misteriosa historia que envolve esses dois homens seja revelada por Utterson.
O livro é simples, mas ao mesmo tempo recheado de significados. Jekyll é um exemplo de... [confira a resenha completa no blog http://doqueeuleio.blogspot.com.br/2015/07/10-anos-depois-o-medico-e-o-monstro.html ]

site: http://doqueeuleio.blogspot.com.br/2015/07/10-anos-depois-o-medico-e-o-monstro.html
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Júnior 17/07/2015

Com apenas 114 páginas, "O Estranho caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde" (popularmente conhecido como "O Médico e o Monstro") me surpreendeu quanto a sua temática, a qual mesmo depois de ser tão parodiada pela cultura pop, continua sendo uma forte referência na literatura mundial.
A história começa com um leve suspense que vai gradativamente ganhando força no decorrer de cada capítulo, revelando aos poucos o intrigante mistério envolvendo o famigerado Dr. Jekyll e seu alter-ego, Mr. Hyde. O desfecho da trama é objetivamente analítico e encerra o livro com uma confissão que considero épica, apesar de breve.
De forma geral, o dualismo entre "bem vs mal" é abordado de forma bastante contundente nesta obra, mostrando que esta luta interior é algo que sempre foi intrínseco da natureza humana, dependendo da mesma, sua vitória ou derrota nesta disputa.
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Vivi 10/06/2015

Por que um confiável doutor deixaria toda a sua fortuna para um homem de caráter duvidoso? Este é o estranho caso do Dr. Jekyll, no qual o advogado Utterson quer descobrir qual o mistério por detrás dessa história. Este clássico de Robert Louis Stevenson trata sobre o lado bom e o lado ruim do homem, as ações aceitas pela sociedade e os comportamentos repudiados por ela.

site: http://livronamaoesuaimaginacao.blogspot.com/2015/04/o-medico-e-o-monstro.html
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Pé de Cedro 31/05/2015

O Mal que nos Habita
Acabo de chegar ao fim de “O estranho caso do Dr. Jekyll e Sr. Hyde” – mais conhecido como o “O Médico e o Monstro”, de Robert Louis Stevenson (Selo Penguim – Companhia das Letras). Sucesso desde quando foi editado pela primeira vez em 1886, o livro é pequeno, de ritmo eletrizante, bem escrito, enfim: é de ler num fôlego.

E se para passar por seu número pequeno de páginas não é requerido esforço, tive alguma dúvida quanto a escolher inicia-lo. O que poderia ter de interessante num título tão conhecido, com tantas adaptações para teatro, cinema, televisão? Nesta resenha não corri o risco de ser “spoiler”. A história do médico bom que toma uma poção e torna-se mau é conhecida de todos! Faz quase parte do imaginário, desde o desenho do scooby-doo, até outras obras conhecidas, em que esta formula do “duplo” personagem se repete: “Silêncio dos Inocentes”,"Hulk", “Psicose”, etc.

Mas é aí que o clássico mostra a genialidade que o fez sobreviver mais de um século. Da safra de grandes escritores da literatura britânica, o autor escolhe um caminho interessante para entregar-nos a história. Não é um narrador onisciente, ou o próprio Dr. Jekyll (este escreve-nos apenas no último capítulo) quem conta “o estranho caso”. Ele é retratado sempre por personagens coadjuvantes, em incidentes aparentemente desconexos. O artifício aumenta as lacunas nas histórias, contadas por diferentes pontos de vista, o que aumenta o suspense.

Você sabe o que está acontecendo, e ao mesmo tempo só consegue conectar os capítulos página à página. Não dá pra saber o que vem à frente, numa literatura que imita a atmosfera da Londres daquela época – enevoada e misteriosa – talvez um dos primeiros exemplos de metrópole que permite tanto uma sociedade rica e complexa, quanto anônima e entregue aos seus vícios.

O retrato do honrado Dr. Jekyll, e do malévolo Dr. Hyde vai se desenhando na tela mental, como num “download” lento. Aos poucos, vamos percebendo que não se trata de mera literatura fantástica ou gótica, de terror... não é obra para rotular. A ideia de que somos seres complexos e de que não somos “donos” das emoções que sentimos dói em nosso orgulho de autocontrole, mas nos é familiar e irrefutável.

No íntimo, todos sentimos a tensão entre o velho primata que nos deu origem, e o indivíduo racional/religioso/moral que tentamos manter vivo e construir na sociedade moderna. É um equilíbrio tênue, e tropeços se acumulam por toda parte: dos casos extraconjugais às páginas policiais, nosso poder de destruir é tão forte quanto nossa arte e espiritualidade.

Sentados pelos bares a tomar nossas “poções”, ou no intervalo entre a vigília e o sono, nossos sonhos e desejos afloram clamando por seu espaço. Se atendidos completamente, reivindicam avidamente por prioridade, levando com seu imediatismo animal os alicerces de nossas construções culturais mais elaboradas. Se fortemente inibidos, somatizam-se em dores e loucuras, provando que são parte inerente de nós, tanto quanto é inerente à humanidade o uso de substâncias para se perder de si mesmo. O "estranho caso" é uma leitura deliciosa, e nem é assim tão estranho ou infrequente. Aprecie sem moderação.

site: http://www.doseliteraria.com.br/
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Weslley Machado 24/05/2015

O Médico e o Monstro: a clássica novela aterrorizadora de Robert Louis Stevenson
O tipo de obra que faz o leitor questionar o porquê ainda não havia dado prioridade a sua leitura anteriormente. Em O Médico e o Monstro o leitor encontra uma história que vai além da sua principal característica. A novela de Robert Louis Stevenson é reconhecida como um clássico do terror, mas não podemos nos deixar enganar, O Médico e o Monstro também trata de outros assuntos, principalmente a alma humana, e isso é o que assusta de verdade. O ser humano pode ser assustador.

A narrativa apresenta o drama do Dr. Jekyll (trocadilho com I kill), um médico de boa reputação, e o estranho Hyde (aqui o autor faz referencia ao verbo inglês hidden = escondido/oculto), um homem que vive escondido. Não seria vantagem revelar muito sobre os personagens no geral, mas não tem como deixar de citar que esses dois (Dr. Jekyll e Hyde) são as mesmas pessoas, isso fica evidente logo no começo do livro e não é nenhum tipo de spoiler. Acho que é adequado classificar essa novela como um caso estranho, onde a análise da alma humana vai além do bem e do mal, uma história de personalidade, facetas, moral e de como tudo isso pode ser assustador.

O clima do livro é sombrio, uma Londres escura e misteriosa é o local onde acontece o caso estranho. Os personagens são inteligentes, temos médicos, advogado, mordomos e aquilo que é visto como o monstro. Gostei de todos os personagens, mesmo eu não tendo me apegado a nenhum deles, a conversa entre eles resulta em uma narrativa envolvente que deixa o leitor completamente envolvido em descobrir o mistério.

O livro é curto mas ao final da leitura pude perceber que o autor soube trabalhar muito bem nesse curto espaço, é uma trama que se desenvolve rápido sem deixar nada para trás, sem perder o clima. Já conhecia de o autor de nome, agora conheço sua mais famosa obra e posso afirmar: Robert Louis Stevenson foi um grande escritor, realmente admirável. Tirei minha própria conclusão de O Médico e o Monstro e recomendo qualquer leitor a fazer o mesmo, uma obra curta e fascinante, merecedora de tamanho sucesso.

site: https://goo.gl/tJcLfL
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Mel 08/05/2015

Clássico.
Eventos estranhos começam a acontecer envolvendo um cidadão de nome Edward Hyde (agressão e até homicídio). O mais suspeito é que ele tem alguma ligação com o conceituado Dr. Jekyll, que deixou todos os seus bens destinados a ele em testamento.
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Thiago Lupin 30/04/2015

Dr Jekyll e Mr Hyde
Não estava interessado em ler esse livro, por uma feliz coincidência ele foi parar na minha frente,da maneira mais estranha que um livro poderia chegar. Li admirando a escrita simples e densa do autor. Acompanhei essa história interessantíssima, totalmente ignorante da familiaridade dela. Acho que todo mundo sabia do desfecho do livro e eu consegui minha vida toda ser poupado dessa informação pra me surpreender no meado para o final! Tive uma certa resistência para fazer essa resenha porque não gosto de dar spoiler. Então eu encerro por aqui, por o livro ser bem curto, como uma crônica, todos os momentos são ótimos, sem enrolação, bem direto. Há muitas analogias que podemos fazer nesse livro, impressionante. Realmente não é à toa que é um clássico!
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Rosa 27/04/2015

Onde se escondem os monstros?
Muitas vezes os maiores monstros somos nós.
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Raniere 07/04/2015

O Mr. Hyde escondido em cada um de nós
“O Médico e o Monstro” é um livro que transcende o terror. Neste clássico, Robert Louis Stevenson nos mostra que o maior dos horrores habita dentro de nós, e a única coisa que ele quer é ser libertado.
Este livro trata, principalmente, de ego e alter-ego. Stevenson nos traz a questão de que todos nós temos um lado mau e outro bom, e que, no decorrer da vida, nós escolhemos qual destes lados vamos desenvolver. Como o conceito do Yin Yang que, segundo a filosofia chinesa, é a representação do bem e do mal, e que um não pode existir sem o outro.
Ao contrário das inúmeras adaptações da história do Dr. Jekyll, seu alter-ego, Mr. Hyde, não é um monstro gigante, forte e deformado. Pelo contrário: ele é pequeno e a sua aparência não é, em nenhum momento, descrita; Stevenson nos diz apenas que as pessoas sentem asco e antipatia ao olharem para Mr. Hyde, pois este é a representação do mal, da mais pura crueldade. Tal observação pode ser notada, por exemplo, nesta descrição de Edward Hyde, feita por um personagem secundário da obra:
“Não é fácil descrevê-lo. Há algo de errado com a sua aparência; algo desagradável, algo positivamente detestável. Nunca vi um homem com quem tivesse antipatizado tanto, e no entanto mal sei por quê. Deve ter uma deformação, em algum lugar; passa uma forte impressão de deformação, embora eu não saiba identificá-la. É um homem de aparência extraordinária, e no entanto não sou capaz de mencionar uma característica incomum. Não, senhor; é inútil tentar. Não consigo descrevê-lo. E não é por me falhar a memória, pois afirmo que sou capaz de visualizá-lo neste exato instante.”. (página 10).
Sobre o tamanho diminuto de Mr. Hyde, a explicação é sensacional: Dr. Jekyll não desenvolveu esta parte maligna de seu ser, então Mr. Hyde (personificação desta) vem ao mundo atrofiado, como qualquer músculo do corpo que não seja exercitado. Tal fato é evidenciado no trecho a seguir:
“(...) O lado mau de minha natureza, ao qual eu agora transferia uma eficácia marcante, era menos robusto e menos desenvolvido do que o lado bom que eu acabara de depor. Afinal, no curso da minha vida — que, na verdade, havia sido noventa por cento uma vida de esforços, virtude e controle — esse lado havia sido bem menos exercitado. Daí, creio eu, o fato de Edward Hyde ser tão menor, tão mais frágil e jovem do que Henry Jekyll. (...)” (trecho do depoimento de Henry Jekyll sobre o caso de Mr. Hyde — página 66).
Outro fato curioso é a não definição de um momento exato do século XIX que Robert Louis Stevenson emprega à sua obra. Em qualquer momento do livro, seja em documentos, relatos ou fatos narrados pelo autor, a década não é definida, sendo o ano dos acontecimentos sempre sendo expresso por “18...”.
O livro é curto, com 80 páginas, e a história é contada em terceira pessoa, a partir do ponto de vista de um amigo íntimo do Dr. Jekyll, o advogado Mr. Utterson, e também em alguns documentos e relatos.
“O Médico e o Monstro” nos faz refletir sobre nosso íntimo, sobre o que somos ou não capazes de fazer, e nos traz as perguntas: será sensato nos conhecermos completamente, até os cantos mais obscuros do nosso ser? Será que queremos que nosso lado ruim venha à tona tanto quanto o bom? E, caso este lado perverso seja revelado, será que teremos controle sobre ele?

site: https://www.facebook.com/EncontrosLiterariosRJ
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Viviane 17/03/2015

Clássico!
A trama começa quando seu amigo lê seu testamento e descobre que Jekyll deixa tudo para um tal de Hyde que no começo é um mistério e depois daí Utterson começa a pesquisar sobre esse tal de Hyde e ao decorrer dos fatos ele fica cada vez mais perto para descobrir o mistério que envolve Jekyll e Hyde já que os dois não tinham grau de parentesco e nunca Utterson tinha visto se quer Hyde e Jekyll juntos.Utterson foi descobrindo mais sobre Hyde e os relatos das atrocidades provocadas pelo Hyde parecia aumentar. A princípio, uma crueldade "leve", a ponto de escandalizar um grupo de pessoas, mas não o suficiente para torná-lo perigoso aos olhos da cidade. No entanto, suas atitudes tornavam-se cada vez mais sádicas, como se um monstro sem moral e limite aflorasse noite após noite, provocando dor e crime sem nenhum resquício de remorso na manhã seguinte.E Utterson teve uma grande resposta sobre quem era o tal de Hyde suposto amigo de Jekyll.
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Américo 02/03/2015

Um clássico do horror
Pra quem curte o gênero terror/horror, essa é uma obra mais que obrigatória. O livro também fala, de forma figurativa, sobre as várias personalidades ou facetas que uma mesma pessoa pode assumir de acordo com a situação.
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Cassionei 21/02/2015

Nossos monstros interiores
Quando lemos sobre a violência ou, pior, quando a sofremos, perdemos muitas vezes o próprio controle pensando também em praticá-la. Queremos fazer justiça com as próprias mãos, queremos pena de morte, queremos que o criminoso sofra. Será que somos, então, violentos por natureza? Ou, como disse Jean-Jacques Rousseau, “o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”? A literatura e o cinema podem-nos fazer refletir sobre isso.

O médico e o monstro, romance escrito por Robert Louis Stevenson no século XIX, traz o personagem Dr. Jekyll, que defende a teoria de que o ser humano não tem uma alma ou psique, mas sim duas. O lado bom se esforça para fazer o que é considerado o correto e o lado mal são os impulsos animalescos reprimidos. Se esses dois lados fossem separados, o homem alcançaria a sua liberdade, pois o lado mal deixaria de perturbá-lo. Para isso, ele cria uma poção química, conseguindo separar essa duas personalidades. Surge o Mr. Hyde, seu lado mal, que se mostra muito mais forte, acabando, aos poucos, por tomar o lugar do lado bom. Vejo nessa história uma analogia do uso de drogas. A maioria dos casos de violência decorre do uso de substâncias que liberam o lado ruim que temos, repreendido pela sociedade. Quando se bebe muito, é revelada a verdadeira personalidade do indivíduo. Acontece que nem todo bêbado sai cometendo barbaridades por aí, uns até se tornam extremamente amáveis, assim como nem todo consumidor de maconha é bandido.

Lançado nos cinemas recentemente, o filme O lobisomem retrata um dos mitos mais antigos da humanidade. Na mitologia grega, o rei Licaonte serve a Zeus carne humana e, como castigo, o deus dos deuses o transforma em um lobo. Do nome do rei deriva a palavra licantropia, distúrbio mental no qual a pessoa pensa ter se transformado em algum animal. Pois o lobisomem é a grande metáfora do mal dentro de cada homem, mesmo que este seja uma pessoa boa, como diz a frase inicial do filme: “até um homem que é puro de coração, e reza suas orações à noite, pode-se tornar um lobo quando o acônito floresce, e a lua do outono estiver cheia e brilhante”. O acônito, também chamado de mata-lobos, é uma planta venenosa, simbolizando o mal que surge da terra, ou seja, da natureza. A lua cheia representa o estímulo exterior para que esse lado ruim venha à tona. Faz parte da natureza o lado mal que temos, mas a influência da sociedade não pode ser descartada. Algumas pessoas, porém, têm mais capacidade para controlar esse lado ruim, enquanto outras, por qualquer provocação, têm reações extremas.

Escrevi que a literatura e o cinema podem-nos fazer refletir sobre o assunto, mas apenas refletir, não mais do que isso. Não dá para se chegar a uma conclusão sobre esse mistério guardado dentro de cada um de nós. Ninguém está livre de cometer um ato insano. Então, quando condenamos uma pessoa, estamos na verdade julgando a nós mesmos. Nós, que fazemos parte da sociedade, somos os culpados pela violência. Nós, que não temos controle sobre nossos extintos, somos culpados pelo mal existir.

site: http://cassionei.blogspot.com.br/2010/03/texto-meu-na-gazeta-de-ontem.html
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bells 10/02/2015

Fabuloso
Este livro me surpreendeu; Ao nos depararmos alimentando os males de nossa personalidade convertemos isto no que de fato somos, viciamo-nos com a crueldade e nos tornamos reféns de um novo caráter, uma monstruosidade de nós mesmos.
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Egídio Pizarro 03/02/2015

Ótima história de terror. A edição que tenho, da Martin Claret, traz ainda outros dois contos do Robert Louis Stevenson ("Markheim" e "Janet do pescoço torcido", a saber), que na minha opinião são inclusive melhores que "Dr. Jekyll & Mr. Hyde".
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