O Médico e o Monstro

O Médico e o Monstro
3.9089 4391



Resenhas - O Médico e o Monstro


126 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Lélia 09/04/2015

Personagens principais:
Mister Utterson: Advogado. Um bom homem, tímido, semblante triste, retraído, mas tinha um olhar bondoso e isso refletia em suas ações, visto que procurava mais ajudar do que censurar os outros.

Dr. Jekyll: Um homem muito rico, com perfil convencional aos moldes da sociedade vitoriana, ou seja, correto, respeitado, honesto e civilizado. Era médico e se dedicou a pesquisar uma fórmula para separar a parte boa da parte ruim do homem (faz parte do mote da história).

Mister Hylde: Um homem sem escrúpulos. Uma pessoa ruim por natureza e que agia de forma impetuosa. Tinha uma péssima aparência e as pessoas sentiam aversão e repulsa. Agia fora dos padrões da sociedade da época e chegou a matar uma pessoa.


Enredo:
O Dr. Jekyll ficou amigo do Mister Hylde e agia de forma condescendente, protetiva e generosa para protege-lo. Essa situação era totalmente absurda aos olhos de Mister Utterson que passou a investigar o por quê dessa amizade e tinha por objetivo impedir que isso continuasse.


Pontos altos:
Pode ser considerada uma história de terror, porém com um misto de suspense investigativo que se não soubéssemos o final, seria um grande BUMMM

A leitura se torna um pouco arrastada devido a forma de escrita, mas vale a pena investir.

Não espere ter empatia por nenhum personagem!


A história trás reflexões sobre:
A dualidade existente no ser humano relacionada a ser “uma pessoa boa” e “ ser uma pessoa má”;

O que está obscuro dentro de cada um de nós? E Se descobrirmos, será que poderemos perder o controle e mudar totalmente nossa essência? (Moral – Caráter);

Será que agir de acordo com os padrões civilizatórios é 100% correto?


Curiosidades:
Há várias obras culturais inspiradas na história de “O médico e o monstro”.
Por exemplo:
Quadrinhos: O incrível Hulk
Episódios de Desenhos animados: Tom e Jerry, Pernalonga e Frajola e Piu-Piu.
Filmes: A liga extraordinária, O incrível monstro trapalhão e Lisbela e o Prisioneiro.
Música: Na música "Scary" da cantora norte-americana Britney Spears, é citado o caso Jekyll and Hyde.
comentários(0)comente



Raniere 07/04/2015

O Mr. Hyde escondido em cada um de nós
“O Médico e o Monstro” é um livro que transcende o terror. Neste clássico, Robert Louis Stevenson nos mostra que o maior dos horrores habita dentro de nós, e a única coisa que ele quer é ser libertado.
Este livro trata, principalmente, de ego e alter-ego. Stevenson nos traz a questão de que todos nós temos um lado mau e outro bom, e que, no decorrer da vida, nós escolhemos qual destes lados vamos desenvolver. Como o conceito do Yin Yang que, segundo a filosofia chinesa, é a representação do bem e do mal, e que um não pode existir sem o outro.
Ao contrário das inúmeras adaptações da história do Dr. Jekyll, seu alter-ego, Mr. Hyde, não é um monstro gigante, forte e deformado. Pelo contrário: ele é pequeno e a sua aparência não é, em nenhum momento, descrita; Stevenson nos diz apenas que as pessoas sentem asco e antipatia ao olharem para Mr. Hyde, pois este é a representação do mal, da mais pura crueldade. Tal observação pode ser notada, por exemplo, nesta descrição de Edward Hyde, feita por um personagem secundário da obra:
“Não é fácil descrevê-lo. Há algo de errado com a sua aparência; algo desagradável, algo positivamente detestável. Nunca vi um homem com quem tivesse antipatizado tanto, e no entanto mal sei por quê. Deve ter uma deformação, em algum lugar; passa uma forte impressão de deformação, embora eu não saiba identificá-la. É um homem de aparência extraordinária, e no entanto não sou capaz de mencionar uma característica incomum. Não, senhor; é inútil tentar. Não consigo descrevê-lo. E não é por me falhar a memória, pois afirmo que sou capaz de visualizá-lo neste exato instante.”. (página 10).
Sobre o tamanho diminuto de Mr. Hyde, a explicação é sensacional: Dr. Jekyll não desenvolveu esta parte maligna de seu ser, então Mr. Hyde (personificação desta) vem ao mundo atrofiado, como qualquer músculo do corpo que não seja exercitado. Tal fato é evidenciado no trecho a seguir:
“(...) O lado mau de minha natureza, ao qual eu agora transferia uma eficácia marcante, era menos robusto e menos desenvolvido do que o lado bom que eu acabara de depor. Afinal, no curso da minha vida — que, na verdade, havia sido noventa por cento uma vida de esforços, virtude e controle — esse lado havia sido bem menos exercitado. Daí, creio eu, o fato de Edward Hyde ser tão menor, tão mais frágil e jovem do que Henry Jekyll. (...)” (trecho do depoimento de Henry Jekyll sobre o caso de Mr. Hyde — página 66).
Outro fato curioso é a não definição de um momento exato do século XIX que Robert Louis Stevenson emprega à sua obra. Em qualquer momento do livro, seja em documentos, relatos ou fatos narrados pelo autor, a década não é definida, sendo o ano dos acontecimentos sempre sendo expresso por “18...”.
O livro é curto, com 80 páginas, e a história é contada em terceira pessoa, a partir do ponto de vista de um amigo íntimo do Dr. Jekyll, o advogado Mr. Utterson, e também em alguns documentos e relatos.
“O Médico e o Monstro” nos faz refletir sobre nosso íntimo, sobre o que somos ou não capazes de fazer, e nos traz as perguntas: será sensato nos conhecermos completamente, até os cantos mais obscuros do nosso ser? Será que queremos que nosso lado ruim venha à tona tanto quanto o bom? E, caso este lado perverso seja revelado, será que teremos controle sobre ele?

site: https://www.facebook.com/EncontrosLiterariosRJ
comentários(0)comente



Viviane 17/03/2015

Clássico!
A trama começa quando seu amigo lê seu testamento e descobre que Jekyll deixa tudo para um tal de Hyde que no começo é um mistério e depois daí Utterson começa a pesquisar sobre esse tal de Hyde e ao decorrer dos fatos ele fica cada vez mais perto para descobrir o mistério que envolve Jekyll e Hyde já que os dois não tinham grau de parentesco e nunca Utterson tinha visto se quer Hyde e Jekyll juntos.Utterson foi descobrindo mais sobre Hyde e os relatos das atrocidades provocadas pelo Hyde parecia aumentar. A princípio, uma crueldade "leve", a ponto de escandalizar um grupo de pessoas, mas não o suficiente para torná-lo perigoso aos olhos da cidade. No entanto, suas atitudes tornavam-se cada vez mais sádicas, como se um monstro sem moral e limite aflorasse noite após noite, provocando dor e crime sem nenhum resquício de remorso na manhã seguinte.E Utterson teve uma grande resposta sobre quem era o tal de Hyde suposto amigo de Jekyll.
comentários(0)comente



Américo 02/03/2015

Um clássico do horror
Pra quem curte o gênero terror/horror, essa é uma obra mais que obrigatória. O livro também fala, de forma figurativa, sobre as várias personalidades ou facetas que uma mesma pessoa pode assumir de acordo com a situação.
comentários(0)comente



Cassionei 21/02/2015

Nossos monstros interiores
Quando lemos sobre a violência ou, pior, quando a sofremos, perdemos muitas vezes o próprio controle pensando também em praticá-la. Queremos fazer justiça com as próprias mãos, queremos pena de morte, queremos que o criminoso sofra. Será que somos, então, violentos por natureza? Ou, como disse Jean-Jacques Rousseau, “o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”? A literatura e o cinema podem-nos fazer refletir sobre isso.

O médico e o monstro, romance escrito por Robert Louis Stevenson no século XIX, traz o personagem Dr. Jekyll, que defende a teoria de que o ser humano não tem uma alma ou psique, mas sim duas. O lado bom se esforça para fazer o que é considerado o correto e o lado mal são os impulsos animalescos reprimidos. Se esses dois lados fossem separados, o homem alcançaria a sua liberdade, pois o lado mal deixaria de perturbá-lo. Para isso, ele cria uma poção química, conseguindo separar essa duas personalidades. Surge o Mr. Hyde, seu lado mal, que se mostra muito mais forte, acabando, aos poucos, por tomar o lugar do lado bom. Vejo nessa história uma analogia do uso de drogas. A maioria dos casos de violência decorre do uso de substâncias que liberam o lado ruim que temos, repreendido pela sociedade. Quando se bebe muito, é revelada a verdadeira personalidade do indivíduo. Acontece que nem todo bêbado sai cometendo barbaridades por aí, uns até se tornam extremamente amáveis, assim como nem todo consumidor de maconha é bandido.

Lançado nos cinemas recentemente, o filme O lobisomem retrata um dos mitos mais antigos da humanidade. Na mitologia grega, o rei Licaonte serve a Zeus carne humana e, como castigo, o deus dos deuses o transforma em um lobo. Do nome do rei deriva a palavra licantropia, distúrbio mental no qual a pessoa pensa ter se transformado em algum animal. Pois o lobisomem é a grande metáfora do mal dentro de cada homem, mesmo que este seja uma pessoa boa, como diz a frase inicial do filme: “até um homem que é puro de coração, e reza suas orações à noite, pode-se tornar um lobo quando o acônito floresce, e a lua do outono estiver cheia e brilhante”. O acônito, também chamado de mata-lobos, é uma planta venenosa, simbolizando o mal que surge da terra, ou seja, da natureza. A lua cheia representa o estímulo exterior para que esse lado ruim venha à tona. Faz parte da natureza o lado mal que temos, mas a influência da sociedade não pode ser descartada. Algumas pessoas, porém, têm mais capacidade para controlar esse lado ruim, enquanto outras, por qualquer provocação, têm reações extremas.

Escrevi que a literatura e o cinema podem-nos fazer refletir sobre o assunto, mas apenas refletir, não mais do que isso. Não dá para se chegar a uma conclusão sobre esse mistério guardado dentro de cada um de nós. Ninguém está livre de cometer um ato insano. Então, quando condenamos uma pessoa, estamos na verdade julgando a nós mesmos. Nós, que fazemos parte da sociedade, somos os culpados pela violência. Nós, que não temos controle sobre nossos extintos, somos culpados pelo mal existir.

site: http://cassionei.blogspot.com.br/2010/03/texto-meu-na-gazeta-de-ontem.html
comentários(0)comente



bells 10/02/2015

Fabuloso
Este livro me surpreendeu; Ao nos depararmos alimentando os males de nossa personalidade convertemos isto no que de fato somos, viciamo-nos com a crueldade e nos tornamos reféns de um novo caráter, uma monstruosidade de nós mesmos.
comentários(0)comente



Egídio Pizarro 03/02/2015

Ótima história de terror. A edição que tenho, da Martin Claret, traz ainda outros dois contos do Robert Louis Stevenson ("Markheim" e "Janet do pescoço torcido", a saber), que na minha opinião são inclusive melhores que "Dr. Jekyll & Mr. Hyde".
comentários(0)comente



Carol 02/02/2015

No regrets, just love!
Sempre tive receio de ler esse livro graças à capa e ilustrações horrendas dessa edição (não sou muito fã de terror e monstros), só o peguei porque ele está no Rory Gilmore Reading Challenge e.. Me arrependi de não te-lo feito antes! Apesar de perturbadoras, a escrita e a história são incríveis! Já ouvimos várias vezes a frase "o que você faz quando ninguém está vendo?", mas este livro te faz pensar no que você se tornaria se abrisse as portas para o seu pior lado e o deixasse tomar conta, tornando-te irreconhecível a si mesmo. Subestimei demais esse livro e suas 110 páginas, mas a surpresa que ele me causou não me deixou hesitar na hora de classificá-lo como cinco estrelas.
comentários(0)comente



Mary Dourado 02/02/2015

Uma narrativa simplesmente magnífica. O livro é bem curto, pouco mais de 100 páginas, mas isso não impede que a história prenda o leitor do começo ao fim, o leitor se prende à história, curioso por descobrir quem é o misterioso Mr. Hyde. O suspense presente em toda a narrativa mostra que não é à toa que esse livro de Stevenson se tornou um clássico do mistério desde o seu lançamento. Mais que recomendo a leitura.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Isaah 10/01/2015

Clássicos geralmente têm a fama de serem um pouco massante ou "arrastados", contudo, lido em um dia, Dr. Jekyll e Mr. Hyde possui uma leitura bem rápida e dinâmica.
A história é contada em 3º pessoa, sob a visão de Mr. Utterson, um advogado e amigo íntimo do Dr. Jekyll.
Ele observa e acompanha todos os estranhos acontecimentos na cidade, após a aparição do misterioso Edward Hyde, e com seu amigo Henry Jekyll, que se mostra à cada dia mais recluso.
Todo o mistério é descoberto por Mr. Utterson através de cartas, e é com estas que o livro termina.

Possui um alto teor psicológico , fazendo reflexões sobre a dualidade que habita o ser humano, a facilidade que o "outro lado" possui em nos seduzir, e após liberto ficar mais forte, que causa, diversas vezes, a perda do controle sobre si. Interessante e profundo, para quem sabe enxergar.

Todavia, com prepotência ouso julgar um clássico, com a única observação de ter sempre acreditado se tratar de um romance em primeira pessoa (um clássico poucos são os que leem, porém todos conhecem a premissa). Não que de alguma forma tenha prejudicado o texto, no entanto, a impressão que fica é que a experiência em primeira pessoa, ou do ponto de vista do próprio Dr. Jekyll, seria ainda mais profunda e instigante.

Um clássico não recebe este título à toa. Sobrevivente há mais de um século continua genial e com impressionante leveza para ser lido e admirado
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Lucas 20/12/2014

Que livro fantástico! me prendeu por muitas horas.
comentários(0)comente



Ricardo R. de A 01/12/2014

Livro Inacreditável!
O suspense ronda toda a história e de fato envolve o leitor em uma agoniante tentativa de reconhecer quem é o estranho Mr. Hyde, sujeito de caráter maléfico e que leva toda a trama em suas costas.
É impossível você tomar medidas precipitadas sobre o livro, pois o seu carro-chefe é o fim, onde toda a ansiedade de descobrir o real desfecho da história é sucumbida pela surpresa de algo incerto.
Robert Louis Stevenson acerto em cheio e conseguiu formular algo atrativo, tornando uma simples história em um clássico, só pelos simples fato de saber manusear o mistério e conseguir encaixar todas as mínimas peças na histórias, visto que, de um modo decisivo para o enredo, todas as cenas descritas são no final unidas, e o mais impressionante é que durante a leitura você fica quase perdido com tanto mistério, para que no final tudo se encache e você compreenda todos os fatos.
Bem, não é pra menos que este livro é um dos 3 clássico do gênero gótico e uma peça importante para literatura inglesa. Além de que retrata bem a possibilidade humana de obter duas personalidades, claro que se um mais dramático, contudo é bem perceptível a mensagem.
Portanto, para aqueles que realmente gostam de sentir a ansiedade e que adoram tentar desvendar mistérios, aconselho que leiam o livro e formule hipóteses antes mesmo do fim, e veja se oque você interpreta, bate bem a com realidade e tenha o poder de terminar a história você mesmo!
comentários(0)comente



Nat 19/10/2014

Mr. Utterson, advogado, descobre um episódio envolvendo um sujeito chamado Hyde. O mesmo Hyde que tornou beneficiário do testamento de um grande amigo seu, Henry Jekyll. Utterson sai em busca de explicações sobre o tal homem com outro amigo e também conhecido de Jekyll, o médico Lanyon. Ele descobre quem é o homem, mas não entende de onde surgiu a repulsa instantânea provocada pela aparência dele. Utterson tenta descobrir também porque Jekyll confia tanto em Hyde, mas o amigo não explica. Até um crime cruel ter Hyde como suspeito, o que faz Jekyll cortar qualquer que fosse a relação com o misterioso homem e começar a viver bem novamente. Quando Lanyon se diz não mais amigo de Jekyll e morre, Utterson percebe que o amigo começou a agir de modo estranho de novo. No dia em que Poole, mordomo de Jekyll, aparece com um pedido de ajuda, o advogado percebe que está na hora de esclarecer aquela situação de uma vez por todas. Mas o que ele descobre não chega perto de suas suspeitas mais loucas.

Eu conhecia essa história, mas nunca havia pensado em ler o livro porque não faz meu estilo. Mais uma vez, me surpreendi gostando da leitura. Mesmo quem não curte terror psicológico, não consegue largar o livro porque também fica absorvido pelo mistério de Hyde (eu fiquei, totalmente). Muito recomendado.

site: http://ofantasticomundodaleitura.blogspot.com.br/2014/10/o-medico-e-o-monstro-robert-louis.html
comentários(0)comente



126 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |



logo skoob
"A rede social é perfeita para amantes da leitura"

Blog do Curioso - IG