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O Médico e o Monstro

Dr. Jekyll e Mr. Hyde

Robert Louis Stevenson
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Hernani 01/07/2014

somos todos duplos.
Se a nossa tradução (invenção) medonha para titulos de filmes estrangeiros teve algum início memorável, foi talvez com a tradução do livro mais conhecido de Robert Louis Stevenson. Traduzir O estranho caso do dr. Jekyll e do sr. Hyde como O médico e o monstro com certeza é uma façanha única dos brasileiros que não dão a mínima para o nome original de nada. Talvez na esteira das traduções brasileiras estão as produções hollywoodianas, que (quase) absolutamente nunca foi fiel a descrição dos personagens do livro. Digo “quase” porque alguma coisa se salva afinal. Só posso recomendar aqui o filme de Stephen Frears, O segredo de Mary Reilly, com Julia Roberts e John Malkovich. O filme segue pela visão da empregada da casa do dr. Jekyll, que no livro é somente mencionada. E a aparência entre os dois personagens é somente de detalhes na aparência, mais condizente com o livro. Vivemos numa época de pouco inocência literária, e qualquer criança sabe que no livro O médico e o monstro, o médico É o monstro. Não há mais surpresas nem sustos, talvez por isso os filmes tentem fazer o monstro cada vez mais monstruoso, mas apavorante (Hulk é um exemplo). Para mim um erro, pois o polido e refinado dr. Hannibal Lecter assusta muito mais com um “boa noite, Clarice” que os efeitos especiais mais deformantes e sanguinolentos.
O básico do livro todo mundo sabe, o médico toma uma poção e se torna um monstro. Mas o monstro do livro é um monstro moral, não físico. O senhor Hyde é, tão somente mais baixo e mais jovem que o dr. Jekyll (há algo simbólico aí que se explica no final). Claudica de uma perna e tem algo, nunca identificado, em sua fisionomia que incomoda que o encara, mas não tem desfiguração facial.
Grande parte do livro é narrado por terceiros que conhecem o dr. Jekyll e presenciam, estarrecidos sempre, as ações do sr. Hyde. Apenas no último capítulo do livro temos a versão, numa carta, dos acontecimentos pelos olhos do respeitável doutor. O intuito do autor era criar o suspense na época. Como hoje todos sabemos do enredo isso faz parecer que o livro é maçante. Mas principalmente a longa carta final do dr. Jekyll não somente é reveladora em como tudo se dá, mas é revolucionária ao acolher a “liberação” do senhor Hyde. O senhor Hyde é o selvagem primitivo que a sociedade reprimiu. Todos os sentimentos e sensações eróticas, instintivas e violentas tomam forma nas suas ações. Todas as suas ações são a liberação desse ser aprisionado por tanto tempo. O dr. Jekyll descreve esse seu lado, esse lado de todos nós, não como algo maligno ou imoral, mas como algo que deve acontecer. Nós não somos uno, somos um duplo. Habita em nós, em termos freudianos, o princípio de prazer e o de realidade, o Eros e o Thânatos. O dr. Jekyll quer que sejam independentes, Freud explica que são interdependentes.
A maioria dos críticos trata desse livro como um exemplar gótico pelo ambiente pesado e sinistro, e pela violência contida. Mas me parece que se encaixa melhor num romance psicológico, quase psicanalítico, já que coloca algumas ideias que só anos depois Freud exploraria. Stephen King, numa observação sagaz, diz que não tendo outro livro que se compare, esse é o livro que dá origem ao mito do lobisomem. O instinto animal dentro de nós, solto... no centro da sociedade.
Assim recomendo muito mais que se leia um livro profundo, com apenas 90 e algumas páginas (dependendo da tradução) do que perder tempo com efeitos especiais que não atingem nem a superfície do que somos feitos por dentro.Porque talvez não seja mesmo aleatório, como sugere Alberto Manguel, que entre o H de Hyde e o J de Jekyll fique o "i" (eu, em inglês).
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Nicolas 29/05/2014

O Médico e o Monstro
O médico e o monstro e considerado por por min um excelente livro de horror e suspense, que me marcou profundamente eu (seus leitores). A história gira em torno do conceituado médico, Dr. Jekill, que vem se comportando de maneira estranha, chamando atenção de seus empregados e amigos. Cada vez mais isolado em seu laboratório, Jekill começa a preocupar Mr. Uterson, advogado e amigo do médico, principalmente quando de posse de seu intrigante testamento. E assim a historia fica cada vez mais emocionante u.u
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Lina 22/05/2014

Bom, considerando os filmes como Hulk e desenhos animados que esse livro inspirou é um ótimo livro. Acho que a ideia é boa mas por conta do vocabulário bastante difícil de se entender e pelos vários personagens para saber me compliquei bastante na leitura, vários capítulos tive que ler mais de uma vez porque não consegui entender mas em geral é um livro de bolso bastante bom e interessante.
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Isabelly 15/05/2014

Uma obra-prima!
Brilhante, a maneira com que Stevenson descreve os personagens, com uma escrita simples, mesmo assim, é como se você que está lendo estivesse vendo pessoalmente tudo aquilo!
Henry Jekyll, um grande médico da ficção, conseguiu separar o "bem" e o "mal" de uma pessoa.
Se olharmos pelo lado não-ficção todos nós temos um Hyde dentro de nós. Todos nós tentamos controlá-lo(No livro Jekyll, para sua tristeza, não conseguiu controlar o "mal", depois que o separou do "bem", e Hyde acaba se sobressaindo, sendo assim "o mal em pessoa", cometendo suas atrocidades).
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