Faça seu login para ter acesso a todo conteúdo, participe também do sorteio de cortesias diárias. É rápido e gratuito! :) Entrar
Login
Livros | Autores | Editoras | Grupos | Trocas | Cortesias

Metodologia do Trabalho Científico

Antônio Joaquim Severino
Resenhas
Mais Gostaram
2 encontrados | exibindo 1 a 2


Guardia 08/07/2010

Resenha: Metodologia do Trabalho Científico - A.J. Siverino
Nos Capítulos I e II do referido livro, o autor esclarece como um aluno universitário deve organizar seus estudos. No Capítulo I o autor leva o aluno a entender a importância de uma metodologia de sistematização de estudos, enquanto no Capítulo II o autor descreve passo a passo a técnica que ele acredita ser a mais adequada na preparação do material de estudo que servirá como base para a aprendizagem autodidata.
Para o autor aluno universitário deve entender que o resultado do processo de aprendizagem depende fundamentalmente dele mesmo e que o ensino superior exige uma postura autodidata. O ensino superior tem, portanto, a mera função de fornecer instrumentos para uma atividade criadora que deverá ser desenvolvida pelo próprio aluno. Todos os processos de assimilação passiva e mecânica praticada nas escolas de ensino fundamental e médio devem ser deixados para trás.
O autor sustenta que as atividades em sala de aula devem servir de ponto de início para embasamento teórico, mas que a assimilação dos elementos teóricos é garantida apenas pelo estudo individual. A bibliografia pessoal seria, portanto, o instrumento de trabalho de cada aluno.
Assim, ao dar início à vida universitária, o estudante precisa começar a formar sua biblioteca pessoal. Nesta devem constar livros fundamentais, textos básicos e textos especializados, que devem ser adquiridos progressivamente no decorrer do curso. O aluno deve iniciar sempre com livros fundamentais, passando pelos textos básicos e só em um estágio mais avançado passar aos textos especializados de sua área e de áreas afins. Neste ponto o autor critica duramente os professores que acreditam que os alunos universitários devem fazer uso apenas dos textos especializados. O autor argumenta que o aluno deve passar por um encaminhamento lógico que o inicie a pensar, sendo o professor apenas o agente condutor da aprendizagem.
O autor discorre, ainda, sobre um fator fundamental para o sucesso do processo autodidata: a organização do tempo de estudo. O autor enfatiza que o aluno deve aproveitar sistematicamente o tempo disponível, predeterminado um horário para o estudo em casa. Tal horário deve ser cumprido rigorosamente, mantendo um ritmo de estudo. Os mesmos procedimentos devem ser tomados durante a elaboração de trabalhos ou seminários em grupo.
Até esse ponto o texto é bastante adequado, dando dicas importantes para a postura de um universitário e incentivando o aluno a ser o agente criador não apenas do seu processo de aprendizagem, mas também dos instrumentos que utilizará nesse processo. Esse tipo de abordagem é de grande proveito numa época em que a quantidade de informações acumuladas ultrapassa a capacidade humana, deixando o aluno perdido, sem saber por onde começar a entender e organizá-las.
No final do Capítulo I o autor começa a descrever a técnica que deve ser usada na organização do material bibliográfico. A técnica que começa a ser descrita aqui, e que será mais detalhada no Capítulo II, é cheia de regras e com nenhuma plasticidade para adequação à personalidade e estilo de vida de cada aluno. O autor insiste no fato de que a organização da informação adquirida pelos alunos deve ser feita em fichas, para as quais ele fornece um modelo que deve ser criteriosamente seguido. Nesse modelo o autor impõe sua percepção de organização, descrevendo detalhadamente como devem ser escritos e dispostos os títulos de cada assunto, as anotações pessoais do aluno, as citações dos autores consultados etc.
Acredito que uma técnica tão detalhada e rigorosa de organização de conhecimento não funcione para todas as pessoas, pois o processo de aprendizado depende de vários fatores, em especial aqueles relacionados ao meio cultural em que cada aluno cresceu sua idade, sua própria percepção de organização entre vários outros. Uma técnica pré-estabelecida por outra pessoa pode arruinar completamente o prazer do processo de aprendizagem, que é pessoal, ou seja, para cada indivíduo. Prescrever uma receita de aprendizagem no ensino superior é apenas tornar mais técnico o processo de mecanização desenvolvido nos ensino fundamental e médio.

SEVERINO, A. J.. Metodologia do trabalho científico. 22.ed. ver. E ampl. São Paulo: Cortez, 2002. p. 23-45.

Resenha publicada no blog www.blogdoguardia.co.cc
comentários(0)comente



Fernanda 25/07/2014

Bíblia do Trabalho Científico
Este livro é maravilhoso para quem precisa fazer o trabalho científico na faculdade ou pós.
Ele me ajudou muito na minha primeira graduação e agora me ajuda novamente com a segunda graduação. As dicas do Severino são claras, objetivas, fáceis de entender, traz todas as normas da ABNT que atormentam a vida de todos os estudantes de forma fácil de entender.

site: https://www.youtube.com/watch?v=A-Bq75fc8vI
comentários(0)comente



2 encontrados | exibindo 1 a 2



Publicidade


logo skoob beta
"Faltava uma rede social voltada apenas para os amantes de livros... Bem, não mais."

IG Tecnologia