A arte francesa da guerra

A arte francesa da guerra Alexis Jenni


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A arte francesa da guerra





Romance vencedor do Prêmio Goncourt

Professor de ciências, aos quarenta e oito anos Alexis Jenni se considerava um mero “escritor de domingo” quando enviou pelo correio seu primeiro romance, A arte francesa da guerra, para a mais prestigiosa editora da França: Gallimard. O livro foi abraçado pelos editores e ao ser publicado, em 2011, arrebatou o Goncourt, o mais importante prêmio literário do país.

De estilo clássico, esse romance épico parte de um debate que se tornou especialmente atual durante o governo de Nicolas Sarkozy (2007-2012): em que consiste a identidade francesa? Como as recentes guerras de independência de suas ex-colônias implicaram a constituição de um ideário racista e xenófobo na França contemporânea?

Lyon, década de 1990. O jovem narrador perdeu a mulher, a casa e o emprego quando conhece Victorien Salagnon, veterano do exército francês. O encontro com um homem que viveu a “guerra de vinte anos” (apelido que o militar dá para o período que se estendeu entre a Segunda Guerra Mundial e a independência da Argélia) não poderia lhe parecer pior. Mas Salagnon sabe pintar, e o narrador, bem, ele sabe narrar. Os dois resolvem fazer uma troca: o ex-soldado lhe ensinará a usar o pincel e o narrador escreverá sua história.

Como a memória de um país é transferida de uma geração a outra? Que atrocidades são reveladas, e quais são escondidas por quem as cometeu? A partir da investigação minuciosa dos eventos do século XX, A arte francesa da guerra oferece um retrato amplo da sociedade francesa contemporânea e constrói uma gênese de seus problemas: a obsessão pela questão da imigração, o desemprego e a violência dos subúrbios. Por vezes aventuresca, sem deixar de tecer comentários de grande valor sociológico, essa obra monumental revela o pleno domínio narrativo de Alexis Jenni em sua estreia literária.

Ficção / Literatura Estrangeira / Romance

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E a força (não) nos libertará!
on 21/1/18


Se quiserem um resumo, vão para o último parágrafo. Façam um teste, peguem uma criança ao acaso e perguntem o que devemos fazer com um criminoso, um homem que mata outro homem. A resposta será simples, "mate-o". E se a reação de matar um homem fazer com que ocorram mais crimes violentos? Aqueles que sabem que vão morrer, via de regra, não têm nada a perder. Se a repressão de um lado fazer pulular em outro? "Matem todos". A demonstração da força no seu estado mais puro, sem grandes í... leia mais

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