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A consulta Katharina Volckmer


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No consultório de um certo dr. Seligman, em Londres, uma jovem realiza um procedimento sobre o qual temos apenas pistas. A paciente está de pernas para o alto enquanto narra em detalhes sua vida e seus desejos, em especial as lutas que trava com a própria identidade sexual, de gênero e nacional. Nascida e criada na Alemanha, ela vive na Inglaterra há vários anos, determinada a libertar-se de suas origens familiares e do fardo de pertencer a uma pátria assombrada pelas atrocidades cometidas na guerra. A morte recente do avô e uma herança inesperada, entretanto, deixam claro que não se pode fugir facilmente à própria vergonha, seja ela física, familiar, histórica, pátria, ou todas as opções anteriores. Ou será que pode? Com a ajuda do dr. Seligman, é o que procura descobrir nossa narradora.

Nesta espécie de O complexo de Portnoy às avessas, ela confessa ao médico judeu seu fascínio pelas vítimas do Holocausto, ao mesmo tempo em que admite a profundidade das feridas por ele abertas: “nunca estivemos de luto; no máximo, interpretamos uma nova versão de nós mesmos, histericamente não racista sob qualquer perspectiva, e negando qualquer diferença sempre que possível.”

Num monólogo que retoma a melhor tradição do romance neurótico, ela nos conduz por uma jornada verborrágica que vai de mães controladoras e fantasias sexuais com Hitler até as propriedades medicinais da cauda do esquilo, passando pela inusitada ideia de que as mudanças anatômicas podem servir de reparação histórica.

Hilário e mordaz, implacável e profundamente honesto, A consulta é uma estreia literária audaciosa, que desafia nossas noções do que é fluido e do que é imutável, provocando-nos a pensar sobre as formas de fazer as pazes com os outros e conosco no século 21.

Ficção / Literatura Estrangeira / Romance

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Resenhas para A consulta (3)

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"Somos os pecados uns dos outros, dr. Seligman..."
on 16/6/22


Primeiramente esse livro aborda tantos assuntos que eu me pergunto como a autora conseguiu compactar tudo isso em meras 104 páginas... Sexualidade, identidade de gênero, pertencimento.. enfim kkkkk muitos assuntos Por se tratar de um monólogo a personagem principal vai falando tudo o que dá na telha, é como um fluxo de pensamentos em que você às vezes se perde com tantas comparações mas que no final sempre fazem sentido kkkkkk e muuuitas vezes surgem idéias bem bizarras mas que só dei... leia mais

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Jenifer
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Jenifer
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