A inconstante órbita dos extremos

A inconstante órbita dos extremos Bioque Mesito


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A inconstante órbita dos extremos





É fácil concluir desta leitura que o autor deste livro já estava pleno, de posse das virtudes essenciais de sua poética inovadora e antenada com seu tempo, que destaquei em crônica jornalística, a respeito do primeiro de seus livros que li A anticópia dos placebos existenciais: “a contemplação irônica do que se passa ao redor, a construção de uma arquitetura poética que extrai poesia da fumaça e das sombras em suspensão dos momentos cotidianos, que privilegia não os arroubos sentimentais mas a fotografia da incompletude dos gestos e das aspirações reprimidas, prestes a se dissiparem, mas carentes de uma voz que as eternize e as valorize na amplidão intercalada de vulgaridade e pulsação, compondo a beleza da vida”.A vida é bela, sim, mesmo em seus momentos mais desprovidos de exaltação, como é belo também o êxtase com a tarefa de retirá-la do acaso e da finitude através de palavras. Como se o poder de síntese de Bioque Mesito dispusesse de um dispositivo para captar a ternura que brota dos momentos mais parcos da vida humana como fez o autor, portanto, já neste primeiro livro (que agora faz o relançamento 20 anos após seu lançamento). Que não foi uma antecipação, mas aquele que, antes do futuro a despontar, já se estabelecera no mesmo. [José Ewerton Neto]

Poemas, poesias

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