No momento em que escrevo essa resenha sou 4% dos leitores desse livro. :) Mas isso não quer dizer nada...
Antes de começar a falar da Ladra de dois mundos, permitam que faça um breve resumo de quem vos escreve essas palavras. Sou um homem beirando os 40 anos, gosto de futebol, videogames e manter o meu corpo em forma (alguns já me chamaram de maromba).
O que quero dizer com isso? Que eu não seria o público alvo dessa obra. Por que? Porque A Ladra de dois mundos conta a história de Isabelle, uma adolescente de 17 anos que tem seus problemas existenciais e dilemas familiares.
Vejam quão distantes estaria eu da personagem. Isso tinha tudo pra não dar certo. Se não nós permitirmos tentar. E foi o que fiz.
A autora descreve tão bem os sentimentos da Isabelle, que conforme cutucava meu kindle em busca do que viria em seguida, eu me transformava e sentia o que Isabelle estava passando. E que personagens carismática. Corajosa, impulsiva, petulante e divertida. A Milena conseguiu descrever os sentimentos de uma adolescente com louvor e para o seu primeiro livro, vemos um potencial enorme pra atingir um público cada vez maior de garotas e mulheres sedentas de boas histórias.
Se a autora conseguiu fazer isso com uma pessoa que aparentemente não se enquadraria no público alvo da sua história, imagine o que fará com os leitores que se encaixam. Ela está de parabéns. Vejo muitos pontos positivos: sua narrativa leve, simples e divertida. A história é envolvente e a autora e a personagem parecem ter muito em comum, como a coragem e perspicácia de fazer as coisas acontecerem, e ambas estão apenas no início de suas jornadas. Por fim a Isabelle não só é A Ladra de Dois Mundos, ela é, também, a destruidora de paradigmas de um homem de meia idade.