Acabei o livro com uma sensação de que eu nunca li um romance histórico tão bom e interessante como esse. Jean Plaidy sabe escrever de uma forma que consegue colocar o leitor junto com os personagens e até onde sei, ela foi bem fiel a biografia real da família.
A escrita dela é direta, pega os fatos principais e joga no meio do romance, mas, ela coloca de um jeito, que fica muito gostoso de ler e entender a história.
Apesar do livro ser chamado duologia Lucrécia Bórgia, ele é todo centrado na família Bórgia, até porque, não teria como falar apenas da Lucrécia, sem falar no seu pai e irmãos.
A autora conseguiu fugir dos boatos que correm até hoje, e entregou um livro que foge do padrão de calúnias da personagem histórica.
Eu já tinha lido Os Bórgias do Mario Puzo (o escritor de O Poderoso Chefão) , mas o livro do Puzo, me pareceu escrito apenas para chocar e focar apenas nas polêmicas centradas da família, mantendo o lado sujo de Lucrécia, que não passa de meras fofocas da época. Já a Plaidy, tenta fazer jus a essa mulher, e tenta ser o mais fiel possível às pesquisas que ela fez para escrever essa duologia.
Esse é aquele tipo de livro muito bom para se ler e antes/durante/depois procurar informações sobre a família Bórgias, para tirar as informações verídicas e as falsas.
Ao meu ver (ainda vou pesquisar sobre, quando ler o segundo - e último livro - da série) a autora não deve ter inventado muita coisa do enredo. Baseando-se em fatos históricos verídicos por quase toda a obra.
Mas tem um porém: eu adorei muito esse livro, já sei que será uma das melhores leituras do ano, só que entendo, que essa é uma obra que talvez seja mais interessante para quem se interessa em saber ou conhecer sobre essa polêmica família. Há romances históricos que pegam um pano de fundo e criam algo em cima (como o caso do Bernard Cornwell, que coloca personagem fictícios em suas obras), aqui, ela já está mais centrada em história com H maiúsculo. Parece quase uma mini biografia com poucos acréscimos de romance para atrair o leitor e também dar um contexto a mais para fugir da escrita jornalística.
Existe uma série muito boa para complementar essa leitura (apesar de ter coisas que se casam bem com o livro do Puzo também) chamada The Bórgias.