"Felicidade é como uma borboleta: quanto mais você tenta apanha-lá, mais ela se afasta de você... Mas se você dirigir sua atenção para outras coisas, ela virá e pousará suavemente no seu ombro."
Perséfone, nossa protagonista, viu sua vida abalada pela perda de dois entes queridos, seu pai e sua irmã mais velha. Vendo seu sofrimento, seu irmão Dionísio, a leva em uma "reunião" para falar com aqueles que já partiram. Intercalando entre presente e passado, a Parca, nos faz questionar sobre a vida pós morte, sobre o luto e eternidade.
Esse livro foi diferente de tudo que já li! A maneira com que a história é narrada me pegou de surpresa. Perséfone narra a história de maneira não linear, ela conta os fatos de maneira que os considera importantes, sem seguir uma ordem cronológica. Confesso que tive um pouco de dificuldade para me adaptar no começo a leitura, mas conforme fui me conectando a história, a leitura fluiu facilmente, que eu nem percebia as páginas passando.
A escrita do autor é muito rica, me impressionei com as metáforas e linguagens abstratas usadas. Isso deu um ar tão artístico a obra, que também aborda a arte, seja ela a escrita ou a pintura. Temos muitas referências a pintores como Van Gogh e Edvard Munch e também a mitologia, o que ganhou meu coração, já que sou apaixonada por mitologia. O autor soube unir todos esses temas com maestria.
Achei a obra muito atual e interessante os questionamentos feitos de maneira respeitosa e embasada, sem nunca ofender nenhuma crença ou religião, mas mostrando ao leitor as diferenças entre fé e ciência.
Enfim, se você procura uma obra rica e cheia de reflexões sobre a vida, esse livro merece sua atenção!