O mesmo é um romance espírita antigo, se passa na Normandia, antes do surgimento da Doutrina Espírita e um pouco após também e possui Fabrícia como protragonista.
Sendo assim, o livro inicia com Joseph mega ultra super curioso quanto a presença daquela mulher misteriosa, reclusa e, na grande parte do tempo acompanhada, na missa semanal.
A partir de então, o leitor passa a observar o desenrolar dos fatos com o crescente interesse do jovem e também misturando com as questões religiosas daquela época e algumas que continuam bastante atuais.
Além disso, é possível acompanhar as vivências da família de Joseph, onde George é o irmão mais espiritualizado e Elísia faz de tudo para não ver o filho sofrer.
Somente algum tempo depois, o leitor e o próprio rapaz ficam sabendo que a moça misteriosa chama-se Fabrícia e já estava sendo preparada para casar com outra pessoa. Ou seja: Um casório arranjado como os costumes daquela época, as tentativas da moça para fugir e viver livremente, então e enfim, o contato mútuo de Fabrícia e Joseph.
As partes espirituais vão acontecendo ao longo de toda a narrativa, principalmente quando se aborda a fé de um modo geral. E somente do meio para o fim, o Espiritismo de fato aparece na narrativa.
O livro também discorre sobre livre arbítrio, consequências das próprias escolhas, a sintonia entre dos indíviduos afins, e todas os temas sociais, amorosos e familiares, e importantes, daquela época.
O texto é de fácil entendimento e a leitura é fluída e envolvente real oficial. Você termina tendo a certeza que a história poderia virar um filme espírita lindíssimo e reflexivo.