Hercule Poirot estava tranquilo em sua casa até ser interrompido por uma jovem que confessou um crime, mas logo em seguida ela desaparece. O detetive não contava que o destino iria fazer com que ele fosse envolvido de vez nesse caso.
O livro é narrado em terceira pessoa e acompanhamos, basicamente, o que acontece com Hercule Poirot, a linguagem é simples, mas possui uma certa densidade.
Esse é um livro diferente de outros da Agatha, não costumo ficar comparando, mas fica mais fácil para exemplificar e expor as ideias. Normalmente o mistério é jogado no ar e a busca pelas informações é por meio das conversas e pouco sobre os raciocínios e ideias do investigador, a não ser através dos próprios diálogos.
Aqui, há os diálogos, mas o foco acaba sendo na introspecção dos personagens, então Poirot fica revivendo as informações que tem, tanto em conversas quanto sozinho e isso deixa a leitura bem repetitiva e a densidade aumenta.
Alguns personagens também são bem confusos e isso dificulta em se conectar com eles. Mas, a história é muito bem montada, há uma visão sobre a época e as mudanças que ocorrem com a população mais jovem a partir da visão de pessoas mais velhas, assim como da própria autora, há esse conflito de gerações bem escancarado.
Há vários elementos de mistério que instiga a leitura e tentar descobrir o que estava acontecendo, confesso que suspeitei de vários pontos que mostraram estar corretos, mas um ou outro detalhe ficou faltando, talvez o fato de Poirot ter relembrado tanto os acontecimentos tenha deixado um pouco mais nítidas as respostas.
O desfecho é muito interessante e a montagem da história condiz com as habilidades de Agatha para criar histórias de investigação.