| Resenha
Que história envolvente e com uma pegada jovem que deixa tudo mais leve, foi uma leitura extremamente prazerosa que trouxe muitas reflexões.
Já conheço a escrita da autora e com esse conto ela me conquistou mais uma vez, jovem e com assuntos importantes como relação familiar, gostos e o principal respeito. Os anos 50 vem com tudo, além do sotaque do sul que é muito bom.
Cora é jovem, mas vive nos anos 50 graças a sua mãe que parou no tempo, não tem celular, streaming é um sonho, até mesmo as roupas são antigas, a comida apesar de boa também segue o padrão.
Ela não compreende a mãe e a mesma não lhe dá a liberdade de escolha já que em 2023 existem muitos avanços, ter vergonha e sofrer bullying na escola não é bom.
Quando ela começa a namorar as coisas podem mudar, Dennis é um rapaz lindo que tenta ajudar, sua família também passou por situações difíceis e o tempo não volta atrás.
Viver em pé de guerra com a mãe não é saudável, seu pai tenta manter o equilíbrio mas aceita as vontades da esposa. E mudar aceitando que a filha tem sua própria identidade é importante e o mesmo serve para Cora e a forma como a sua mãe enxerga a vida.
São muitas transformações saindo para a maioridade principalmente pelos sonhos.
A autora com uma escrita fluida traz uma história bem realista com os dilemas da idade, a relação de pais e filhos e o amor que vai muito além do vintage. Dennis é um amor e Cora vai amadurecer em meio às diferenças de sua família, seus pais vão perceber as mudanças da filha e que ela precisa viver, experimentar e ter apoio. A leitura trouxe uma nostalgia muito boa da época da adolescência entre dúvidas e amadurecimento, o que me prendeu do início ao fim.