As Origens do Sexo

As Origens do Sexo Faramerz Dabhoiwala


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As Origens do Sexo


Uma História da Primeira Revolução Sexual




Foram 20 anos de pesquisa, consultando de obras artísticas e diários pessoais a registros criminais e tratados filosóficos, antes que Faramerz Dabhoiala finalizasse seu As origens do sexo: uma história da primeira revolução sexual, que a Biblioteca Azul lança no Brasil. No livro, Dabhoiwala alterna a perspectiva histórica com trajetórias individuais de muitos homens e mulheres para compreender a evolução da forma como o homem encara – e pratica – o sexo ao longo da História, com destaque para a mudança de paradigma trazida pelo Iluminismo, que suscitou a primeira grande revolução sexual do ocidente, segundo o pesquisador.

Professor de Oxford e membro da Royal Historical Society, Dabhoiala mostra em As origens do sexo que, desde o início da história humana, quase todas as civilizações prescreveram leis severas contra algum tipo de imoralidade sexual, mas foi a partir da Idade Média que o sexo ilícito foi tratado com crescente vigor como crime público. A revolução sexual teve início com a derrocada da disciplina pública, fruto da Reforma religiosa e do conflito que se estabeleceu a partir dela, quando o sexo consensual fora do casamento foi aos poucos passando para a esfera do privado, além da coerção legal.

Mas foi o Iluminismo que mudou definitivamente a maneira como a sociedade via o sexo. O modo de pensar iluminista alterou as noções de religião, verdade, natureza e moralidade de quase toda a população, transformando atitudes e comportamentos. Essa maior pluralidade de visões morais teve como efeito o avanço da liberdade sexual ao longo do século XVIII.

Essa mudança radical lançou os alicerces da cultura sexual até os dias de hoje. O Iluminismo varreu uma visão de mundo mais “coerente” e investida de autoridade, trazendo novas perspectivas e algumas tensões irresolúveis que fazem parte da condição moderna: o crescimento da liberdade sexual, o predomínio do modo urbano de viver e discutir sexo, a noção de que os homens são por natureza mais sexualmente ativos e as mulheres mais passivas, uma associação entre moral e classe, a distinção entre público e privado, comportamento natural e antinatural, pornografia e celebridade.

História / Sexo e Sexologia / Sociologia

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A obra retrata as questões relacionadas a sexo, sexualidade e moral pública e suas discussões entre os séculos XVI e XVIII, com destaque às mudanças religiosas, judiciais, sociais e comportamentais da sociedade inglesa. Os desdobramentos da consciência sexual pública acompanharam as idas e vindas do desenvolvimento das sociedades humanas na modernidade, da diminuição da interferência da religião nos assuntos particulares à criação e popularização da imprensa e ascensão da moral ilumim... leia mais

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