Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições2
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas15
    • Leitores1786
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Cartas -

    Caio Fernando Abreu

    Aeroplano
    2002
    532 páginas
    17h 44m
    ISBN-10: 8586579394
    Português Brasileiro
    4.5
    370 avaliações
    Leram815Lendo86Querem859Relendo6Abandonos20Resenhas15
    Favoritos77Desejados859Avaliaram370

    Este volume reúne uma seleção de sua correspondência para familiares, amigos íntimos como Luciano Alabarse, Gilberto Gawronski, Marcos Breda, José Márcio Penido, Déa Martins, Luiz Arthur Nunes, Maria Lídia Magliani, Jacqueline Cantore e escritores e artistas queridos como Maria Adelaide Amaral, Adriana Calcanhoto, Regina Duarte, Bruna Lombardi, Mário Prata, Hilda Hilst e João Silvério Trevisan, entre outros.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (15)Ver mais
    Renan Duarte picture
    Renan Duarte14/07/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Criação é coisa sagrada!… É misterioso, sagrado, maravilhoso

    Um jeito muito íntimo de acompanhar a vida de Caio, por meio de algumas das muitas cartas que escreveu a amigos, colegas e personalidades do seu contemporâneo. Achei forte, às vezes difícil, bonito e muito inspirador, principalmente na fé e na verdade que ele deposita no que ele sente, em comunicar o que ele sente, no ato de escrever e na literatura, como potências (e sobrevivência) de vida. “Queria tanto que alguém me amasse por alguma coisa que eu escrevi” p.408 “E resisto. Gosto de mim assim, e mesmo que não houvesse mais, só por isso. Por resistir.” p.510 “Uma vez me disseram que eu jamais amaria dum jeito que "desse certo", caso contrário deixaria de escrever. Pode ser. Pequenas magias. Quando terminei Morangos Mofados, escrevi embaixo, sem querer, "criação é coisa sagrada!". É mais ou menos o que diz o Chico no fim daquela matéria. É misterioso, sagrado, maravilhoso.” p.522 Ps: Minha carta preferida é a do dia 10 de Agosto de 1985 escrita a Sérgio Keuchgerian, que eu deixo aqui apenas o trecho final (p.143): “Somos muito parecidos, de jeitos inteiramente diferentes: somos espantosamente parecidos. E eu acho que é por isso que te escrevo, para cuidar de ti, para cuidar de mim — para não querer, violentamente não querer de maneira alguma ficar na sua memória, seu coração, sua cabeça, como uma sombra escura. Perdoe a minha precariedade e as minhas tentativas inábeis, desajeitadas, de segurar a maçã no escuro. Me queira bem. Estou te querendo muito bem neste minuto. Tinha vontade que você estivesse aqui e eu pudesse te mostrar muitas coisas, grandes, pequenas, e sem nenhuma importância, algumas. Fique feliz, fique bem feliz, fique bem claro, queira ser feliz. Você é muito lindo e eu tento te enviar a minha melhor vibração de axé. Mesmo que a gente se perca, não importa. Que tenha se transformado em passado antes de virar futuro. Mas que seja bom o que vier, para você, para mim. Com cuidado, com carinho grande, te abraço forte e te beijo Caio F.” PS — Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis. E amanhã tem (sol)”

    100 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 370
    • 5 estrelas61%
    • 4 estrelas25%
    • 3 estrelas11%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas1%
    Caio Fernando Loureiro de Abreu  profile picture

    Caio Fernando Loureiro de Abreu

    Caio Fernando Loureiro de Abreu nasceu no dia 12 de setembro de 1948, em Santiago, no Rio Grande do Sul. Jovem ainda mudou-se para Porto Alegre onde publicou seus primeiros contos. Cursou Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, depois Artes Dramáticas, mas abandonou ambos para dedicar-se ao trabalho jornalístico no Centro e Sul do país, em revistas como Pop, Nova, Veja e Manchete, foi editor de Leia Livros e colaborou nos jornais Correio do Povo, Zero Hora, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo. <br /><br />No ano de 1968 — em plena ditadura militar — foi perseguido pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), tendo se refugiado no sítio da escritora e amiga Hilda Hilst, na periferia de Campinas, São Paulo. <br /><br />Considerado um dos principais contistas do Brasil, sua ficção se desenvolveu acima dos convencionalismos de qualquer ordem, evidenciando uma temática própria, juntamente com uma linguagem fora dos padrões normais. <br /><br />Em 1973, querendo deixar tudo para trás, viajou para a Europa. Primeiro andou pela Espanha, transferiu-se para Estocolmo, depois Amsterdã, Londres — onde escreveu Ovelhas Negras — e Paris. Retornou a Porto Alegre em fins de 1974, sem parecer caber mais na rotina do Brasil dos militares: tinha os cabelos pintados de vermelho, usava brincos imensos nas duas orelhas e se vestia com batas de veludo cobertas de pequenos espelhos. Assim andava calmamente pela Rua da Praia, centro nervoso da capital gaúcha. <br /><br />Em 1983 transferiu-se para o Rio de Janeiro e em 1985 passou a residir novamente em São Paulo. Volta à França em 1994, a convite da Casa dos Escritores Estrangeiros. Lá escreveu Bien Loin de Marienbad. <br /><br />Ao saber-se portador do vírus da AIDS, em setembro de 1994, Caio Fernando Abreu retorna a Porto Alegre, onde volta a viver com seus pais. Põe-se a cuidar de roseiras, encontrando um sentido mais delicado para a vida. Foi internado no Hospital Menino Deus, onde posteriormente veio à falecer.

    51 Livros
    1.85 Seguidores
    Rio Grande do Sul, Brasil

    Caio Fernando Loureiro de Abreu