A obra possui 54 capítulos e ao contrário da maioria dos outros escritores que lançaram biografias sobre o médium mineiro, Ricardo não teve contato com Chico.
Em todos os momentos, o autor vai passeando pelas histórias pessoais do protagonista com suas vivências como médium. Além disso, também vai fazendo esclarecimentos sobre o assunto abordado e interligando com outros personagens da Doutrina Espírita como Jerônimo Mendonça, Yvonne Pereira e Divaldo Franco.
O livro começa com os esclarecimentos necessários e depois passa para as histórias como a mãe e sua não aceitação pela morte do filho, a receita que virou remédio, a morte e a libertação, o amor de Chico pelos animais e a tão famosa história da morte da sua cachorrinha, os problemas nos olhos, os dois Chicos, a questão do não falar e engolir muitas coisas, a filha que voltou, a felicidade e a água fluidificada.
Também fala sobre os animais sobreviverem após à morte, a promessa e a dívida, Bezerra de Menezes, o trabalho da sopa voluntária, os passes nos animais, o vaso ruim, as três mulheres na vida do médium mineiro, o dia que Chico levou tapas no rosto, a famosa frase "Isso também passa", a importância do trabalho, o verdadeiro discípulo, as questões, suposições e lendas sobre médiuns, o supérfluo, o coitadismo, a vergonha de não ter sofrido, a falta da honestidade, os preconceitos com outras religiões, o batismo e o socorro da fé.
Durante a narrativa, claro que não poderia faltar as interferências ácidas e sempre presentes de Emmanuel, mentor de Chico e principal suporte para tudo que o médium fez em vida.
O texto é de fácil entendimento e possui um caráter jornalístico e a leitura é fluída e envolvente. Como das outras vezes que li uma biografia de Chico, você sai mais encantada com essa dupla tão importante para o Espiritismo.