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    Devoradores de estrelas -

    Andy Weir

    Suma
    2021
    424 páginas
    14h 8m
    ISBN-13: 9788556511218
    Português Brasileiro
    4.6
    6439 avaliações
    Leram7808Lendo1313Querem6508Relendo10Abandonos172Resenhas1746
    Favoritos1248Desejados6508Avaliaram6439

    <b>Neste novo thriller científico de Andy Weir, autor best-seller de <i>Perdido em Marte</i>, um astronauta precisa encontrar sozinho um jeito de salvar a Terra da destruição.</b> Ryland Grace é o único sobrevivente de uma desesperada missão de emergência – se ele falhar, toda a humanidade e o planeta Terra serão destruídos. Mas no momento ele não sabe disso. Ryland não se lembra nem do próprio nome, muito menos de sua missão ou de como cumpri-la. Tudo o que ele sabe é que dormiu por muito, muito tempo. E que despertou a milhões de quilômetros de casa, com apenas dois cadáveres como companhia. Com os colegas de tripulação mortos e as memórias confusas retornando aos poucos, Ryland vai perceber a tarefa impossível que tem nas mãos. Viajando pelo espaço em sua pequena nave, cabe a ele descobrir a resposta para um enorme mistério científico – e derrotar a ameaça de extinção da nossa espécie. O tempo está acabando, e o humano mais próximo está a anos-luz de distância, então Ryland terá que fazer tudo isso sozinho. Ou será que não? "Dois mundos em perigo, um astronauta competente (mas humano e cheio de falhas), inúmeros mistérios científicos para resolver, e toda a humanidade em risco. Qualquer fã de ficção científica das antigas (como eu) vai amar." – <i>George R. R. Martin</i>, autor de <i>A guerra dos tronos</i> "Ler <i>Devoradores de estrelas</i> é como ir em uma excursão ao espaço sideral com o melhor professor de Ciências que existe – e a tarefa da sua turma é salvar o mundo. Uma das viagens mais originais, envolventes e divertidas que já fiz." – <i>Ernest Cline</i>, autor de <i>Jogador nº 1</i> "Sempre fico impressionado com a forma como Weir escreve ficção científica de um jeito maravilhosamente acessível, sem comprometer nem a ciência nem a ficção. Um livro que posso indicar para qualquer pessoa com a certeza de que ela vai adorar." – <i>Brandon Sanderson</i>, autor de <i>Mistborn</i>

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    Sidney Danillo de Moraes Lopes picture
    Sidney Danillo de Moraes Lopes01/06/2026Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Hail Mary, full of Grace.

    “Devoradores de Estrelas” é um livro de hard sci-fi lançado em 2021, cujo sucesso tem me impressionado bastante por ter furado a bolha dos fãs do gênero e atingido o mainstream, culminando em um filme lançado em 2026 que arrecadou mais de 650 milhões de dólares. Bem impressionante! É gratificante ver uma obra do estilo de que tanto gosto indo tão bem, tanto como livro quanto como filme. A quantidade de leitores dele aqui no Skoob está bem grande, e a obra vive arrancando elogios de leitores — muitos deles tendo neste livro sua primeira experiência com ficção científica. Por mim, mais obras como essa poderiam surgir, para trazer cada vez mais novos leitores para o mundo maravilhoso da ficção científica. E não é difícil entender esse hype todo. Primeiro, vem o sucesso anterior de Andy Weir com “Perdido em Marte”, outro livro que também virou filme. Em segundo lugar, a forma como Weir escreve é convidativa: protagonista piadista, uma criatura alienígena fofinha, inúmeras referências pop ao longo do texto e uma bonita mensagem sobre “o poder da amizade” para arrematar tudo. Acho que o autor foi muito esperto ao usar esse tipo de estrutura cativante - ele conseguiu chegar a um público enorme. Mas, infelizmente, eu não faço parte dele. Eu não sou o público-alvo deste livro. Sabe aquela história de que “nem tudo que eu gosto é bom, e nem tudo que é bom eu gosto”? Bom, é mais ou menos isso o que acontece aqui. Weir escreve muito bem, não há discussão sobre isso, mas o tom leve que o autor usa para retratar o iminente fim da raça humana definitivamente não me agradou. Pensem: o Sol, a estrela da qual nosso planetinha depende, está perdendo sua força, ficando mais frio. A previsão é de que, em poucos anos, a sociedade humana entre em colapso, afunde cada vez mais na barbárie por escassez de recursos e acabe de forma lenta e terrível. Mas, em nenhum momento, a narrativa transmite toda essa gravidade. Ao contrário: o protagonista, Ryland Grace, é um piadista descolado; o texto se preocupa muito em fazer referências à cultura pop e exibir os conhecimentos científicos do autor; e, em determinado momento, Grace está simplesmente mais interessado no alienígena bonitinho que fala por meio de notas musicais, faz piadas com ele e constrói uma grande e bonita amizade. O incômodo a respeito da quantidade exorbitante de descrições técnicas aparece com força nas cenas de maior tensão, especialmente no acidente da nave. Ali, a quantidade de explicações sobre força centrífuga, raio, gravidade artificial e procedimentos técnicos acaba esfriando a emoção. Não é um problema de haver ciência no texto; hard sci-fi precisa dela. O problema é o momento em que ela entra. Em autores como Poul Anderson, em Tau Zero, a descrição científica muitas vezes amplia a sensação de perigo e assombro. Em Weir, às vezes, ela interrompe o clímax para transformá-lo em demonstração de física. Entendem? Não estou dizendo que foi um erro Weir escolher essa estética para o seu livro, apenas que ela não fez o meu gosto. Da minha perspectiva, é como se essa fosse uma história da Pixar. É como se um adulto precisasse contar uma história terrível a uma criança e, para não assustá-la ainda mais, fizesse isso de forma leve, lúdica e suavizada — exatamente como Grace faz com seus pequenos alunos no começo da história. Pegando o livro para reler alguns pontos que eu havia destacado para a resenha, senti como se o autor estivesse dando, naquela cena, a chave para o entendimento do livro inteiro. Para mim, a personagem que salvou minha leitura foi Eva Stratt. Ela funciona como uma espécie de fator “anti-Grace” da narrativa, com uma postura forte, direta e prática. Enquanto lia o livro, diversas vezes senti que apenas ela estava plenamente ciente da gravidade de tudo o que estava acontecendo, enquanto Grace parecia mais preocupado com o fato de a comunidade científica tê-lo destratado e deixado de lado. Coitadinho do Grace! E, quando é chamado à responsabilidade, ele foge e chora como uma criança. Definitivamente, eu não gostei desse personagem. Para mim, foi imensamente gratificante quando Stratt dá uma surra de realidade nele, deixando bem claro o quão covarde ele estava sendo até aquele momento. E a forma como Stratt o manda para a missão? Ok, bonita não foi. Em outras situações, poderia ser considerada uma falta de escrúpulos da parte dela - claro que admito isso. Mas esse é um preço razoável a se pagar quando a raça humana está prestes a desaparecer do planeta de maneira terrível, certo? Eu perdoaria Eva no lugar de Grace, sem dúvida. No fim, Grace, claro!, preferiu ficar no planeta de Rocky, uma vez que supostamente não tinha nada que o chamasse de volta à Terra - nem mesmo ajudar nos esforços de implementar a solução contra os astrofágicos, ou monitorar uma possível proliferação das taumebas e avaliar se elas talvez pudessem causar um desastre ainda maior, vai saber. Mas isso é só um detalhe! - melhor mesmo é ficar no planeta do amigo, dentro de uma redoma de vidro, vivendo sob uma gravidade que está acabando com o seu corpo bem rápido. Mas, no fim, tal qual um episódio de “He-Man” ou de “Capitão Planeta”, aprendemos que a moral da história é que o poder da amizade é maior do que tudo — e talvez seja mesmo a maior força do universo. Em suma, sarcasmos à parte, faço votos de que mais livros como “Devoradores de Estrelas” surjam, e que mais e mais fãs de ficção científica apareçam para que esse gênero volte a ser tão prolífico como já foi no passado. Mesmo que esses livros não me agradem, se todos forem tão bem escritos como este, eu já fico 100% satisfeito. Eu ainda tenho um monte de livros do Asimov e de autores dos anos 70 ou anteriores para ler. Não vou sofrer por falta de leituras que me agradem!

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    Avaliações

    4.6 / 6439
    • 5 estrelas57%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas7%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
    Andy Weir profile picture

    Andy Weir

    Andy Weir nasceu e foi criado na Califórnia. Seu pai é um físico de partículas, e Weir cresceu lendo ficção científica clássica, como as obras de Arthur C. Clarke e Isaac Asimov. Com 15 anos ele começou a trabalhar como programador de computador para Sandia National Laboratories. Estudou ciência da computação na Universidade da Califórnia San Diego, mas não se formou. Trabalhou como programador para várias empresas de software, incluindo AOL e Blizzard. The Martian [Perdido em Marte, no Brasil], seu romance de estreia, incluiu uma extensa pesquisa sobre mecânica orbital, condições em Marte, história de voos espaciais tripulados e botânica. Em 2015, ''Perdido em Marte'' foi adaptado para o cinema, com Matt Damon, Jessica Chastain, Kristen Wiig, Jeff Daniels, Sean Bean e Chiwetel Ejiofor. Do diretor Ridley Scott, o filme foi nomeado para 7 categorias do Oscar e ganhou o Globo de Ouro de Melhor Diretor, Melhor Filme e Melhor Ator.

    41 Livros
    258 Seguidores
    Califórnia, EUA

    Andy Weir