Por séculos, a comunidade científica relacionou experiências espirituais a transtornos da mente. Não é, de fato, incomum que pessoas com quadro psicótico afirmem ouvir vozes ou ter visões. Ao analisar um dos maiores médiuns que se tem notícia, os médicos psiquiatras Leonardo e Liliane Machado buscam esclarecer a questão: Divaldo Franco – mediunidade ou distúrbio mental?
Divaldo Franco: Mediunidade ou Distúrbio Mental? -
Leonardo Machado, Liliane Machado
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Ver maisDe início, para contextualizar da encontrei esse livro, Leonardo Machado deu duas palestras na Mansão do Caminho, onde por consequência, Divaldo acabou divulgando esse livro. Lembro perfeitamente que durante a primeira palestra de Leonardo na Mansão, Divaldo, bem humorado, brincou com o título do livro, dizendo que ficou tão preocupados com o tema e acabou lendo de trás para frente, só para ter a resposta se era um distúrbio mental ou mediunidade, todos da plateia presencial quanto da virtual riram nesse momento. Gosto muito do tema de saúde mental, e esse livro foi muito esclarecedor. Ele faz uma comparação da visão espírita com a visão da psiquiatra, e durante a leitura, essa comparação flui muito bem. Os autores cumprem o que prometem no início do livro, e fazem isso muito bem, mesmo falando de diversos transtornos, nada fica difícil para o entendimento de leigos no assunto, é tudo muito simples com o intuito de nos fazer entender o motivo de cada mediunidade do Divaldo não ser um distúrbio mental. Logo de início, o livro traz um capítulo inteiro, com uma breve biografia de Divaldo, junto com uma entrevista do mesmo, e pessoalmente, é sempre incrível ler sobre a história desse grande contribuinte do Espiritismo. Nos capítulos seguintes, começam a comparação da mediunidade com o distúrbio, tanto na infância quanto na fase jovem. Em um outro capítulo, eles abordam especialmente, o tema do suicídio, já que Divaldo já passou por uma quase tentativa. Para concluir, é um livro muito interessante, superou todas as minhas expectativas, é muito significativa as comparações e bem explicativo. "Ninguém pode tirar você de você mesmo, nem você mesmo. Você está fadado, ou destinado, a continuar convivendo com você por toda a imortalidade. E essa talvez seja a grande arma da visão espiritista contra a falsa solução do suicídio. Não vale a pena, portanto, adiar a necessária tarefa de se aceitar e de se amar." "...as dores emocionais de vários matizes são importantes brechas para as influências espirituais ruins e, se persistentes, para processos obsessivos. Como consequência, são brechas também para as sugestões suicidas." "Por fim, importante frisar: tendência, predisposição, influência obsessiva... nada disso são fatores que determinam. São fatores que influenciam e que podem atenuar ou agravar a situação e as consequências. Mas a determinação final é um ato pessoal. Divaldo conseguiu mudar a rota. Você também pode! Todos nós podemos!"
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