Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas3
    • Leitores94
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Do Leitor ao Navegador - A Aventura do Livro - Conversações com Jean Lebrun

    Roger Chartier

    Unesp
    2009
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9788570601810
    Português Brasileiro
    3.9
    27 avaliações
    Leram42Lendo9Querem43Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos2Desejados43Avaliaram27

    A internet faz renascer o sonho de universalidade no qual toda a humanidade participa do intercâmbio de ideias. Mas suscita também a angústia de ver desaparecer a cultura do livro. Qual é o futuro do livro? O que nos ensina seu passado? Roger Chartier nos lembra que muitas revoluções, dentre as quais a de Gutenberg, vividas como ameaças, criaram, pelo contrário, oportunidades e esperanças. Ele mostra por que a história do livro é inseparável dos gestos violentos que o reprimem, dos autos-de-fé à censura, mas, também, como a força do escrito tornou tragicamente derrisória está obscura vontade. Assim, a negação da figura do autor conduziu, por fim, ao reconhecimento de seus direitos, colocados hoje novamente em questão pela imaterialidade do texto eletrônico. Nesta evocação do jogo de papéis entre autor, leitor, editor e suportes técnicos do escrito, Roger Chartier nos preserva tanto faz nostalgia conservadora como da utopia ingênua. Pois refletir sobre a aventura do livro é, em definitivo, examinar a tensão fundamental que atravessa o mundo contemporâneo, dilacerado entre a afirmação das particularidades e o desejo do universal.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (3)Ver mais
    Lucas  picture
    Lucas 04/08/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Do impresso ao digital.

    O Copyright é de 1997. Dezoito anos se passaram e o livro continua atual, mesmo não tendo especificidade em assuntos mais contemporâneos em seu núcleo temático. Apesar de apresentar-nos um panorama do livro e da leitura na Europa - pois o autor é francês e muitos assuntos englobam e transbordam as fronteiras francesas - é perceptível a influência da cultura francesa, quando se trata da história do livro e da leitura, no território brasileiro. O autor nos mostra a metamorfose dos suportes de escrita, o próprio sentido que seu deu à escrita na história e como que a leitura era entendida no decorrer dos séculos, suas variações e significações. Primeiro vemos uma historiografia do que se entende por autor, desde os tempos mais remotos à atualidade quando o autor se vê num embate entre o suporte escrito e eletrônico. Posteriormente passa-se, sem mais delongas, aos assuntos que são inerentes ao livro, como o texto, o leitor, a leitura, a biblioteca e a (tentativa histórica da) universalização do conhecimento registrado. Sem muito academicismo, mas também sem banalidades, o livro nos depõe um ensaio historiográfico com objetivo de compreender o suporte eletrônico - e a dita revolução que ele promete causar. Alguns pontos são bem interessantes: a existência de locação de livros por hora para leituras ao ar livre, muito comum na França do século XVIII. A leitura em voz alta era regra até o começo do século XVIII; ler em grupo, com a família, no coletivo era uma atividade corriqueira, a oralidade transpunha a leitura silenciosa. Com a decorrência das três revoluções industriais do livro e o crescimento vertiginoso do mercado editorial no século XVIII e XIX, o leitor passou a ocupar o gabinete de leitura e a praticar a leitura silenciosa (a comunhão da individualidade da leitura com a coletividade dos espaços de leitura). Por fim, o livro nos orienta com relação a dita “grande revolução digital” quando observamos as mudanças de suporte e de leitura sob uma perspectiva histórica. É importante frisar o capítulo “A biblioteca: entre reunir e dispersar” e “O numérico como sonho de universal” aos profissionais bibliotecários, para compreender um pouco do cenário da biblioteca, livro e leitura no Brasil e de como ações que entendemos como inovadoras em nosso país já são datadas do começo do século XX na França e nos Estados Unidos (o que não deslegitima, claro). "Sendo assim, o futuro da revolução do texto eletrônico poderia ser - poderá ser, eu espero - a encarnação do projeto das Luzes, ou então um futuro de isolamentos e de solipsismos".

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    3.9 / 27
    • 5 estrelas26%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas26%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas0%