Emma está morta.
Após perder todos que ama, Emma decide que não vale mais a pena viver com tanta angústia e decide tirar a própria vida deixando que as águas do mar a afoguem. Porém, inesperadamente, nossa protagonista acaba acordando em outro mundo, algo que eles chamam de Inferno de Água, e lá irá encontrar obstáculos e aventuras, descobrindo que era predestinada a salvar o lugar e os seus habitantes de uma rainha tirana.
Olha, falar pra vocês que eu comecei a leitura super empolgada pelo que eu poderia encontrar nesse universo porque eu realmente achei bastante original e me deixou muito curiosa, porém a coisa desandou muito rápido.
Eu imaginei realmente que o inferno de água fosse um lugar mágico, entre a vida e a morte, mas o jeito que ele foi explorado não me agradou. Parece que tudo ficou meio superficial, senti que poderia ter sido mais explorado e não foi. O livro todo focou somente na continuidade do conflito e esqueceu de expandir mais.
A ligação da protagonista com o local também foi abrupta e me deixou meio confusa. Talvez a ideia do autor era trazer essa naturalidade que a personagem tinha com o lugar para realmente trazer a sensação de conexão, mas pra mim não funcionou. Me pareceu somente conveniente pro enredo.
A Emma também não é uma personagem muito cativante. Os diálogos são um pouco irrelevantes, às vezes nem precisavam existir ou poderiam ter sido lapidados de forma melhor e isso não ajudou em nada na minha conexão com a personagem.
O enredo também é bem fraco e a vilã me parece mal desenvolvida. Me desculpa, mas a vilã me lembra muito uma da Turma da Mônica. Até as falas dela me parecem infantis.
Com isso, acho que posso concluir que, apesar de tratar de um tema complicado como o suicídio, é uma leitura mais jovem e que não me agradou muito.