Há um poema morto na sala

Há um poema morto na sala José de Assis Freitas Filho


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Há um poema morto na sala





O que primeiro chama atenção neste livro é a forma direta e contundente de seu título, o qual pode ser lido como um verso. Em sua sintaxe, cuja força se concentra no verbo “haver”, o que o poeta percebe é um acontecimento invisível, ilegível e insonoro: o tédio, “esse monstro delicado”, como o chamou Baudelaire. A sala de que nos fala este poeta feirense não é metafórica, mas a “enorme realidade” da condição humana a que se refere Drummond num dos poemas de Sentimento do mundo. Nesta coletânea, o que José de Assis Freitas Filho nos instiga a ver, ler e ouvir é a sensação dolorosa deste tempo dito “pós-moderno”, o do modelo do vale-tudo da arte e de qualquer outro fazer e saber. Por isso mesmo, um tempo de signos cada vez mais vazios, mentirosos. Um livro, portanto, em que a poesia resiste a esse modelo.

Poemas, poesias

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