Karma Pop

Karma Pop Arthur Veríssimo


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A publicação reúne textos do autor e suas fotografias tiradas na Índia ao longo de 20 anos. Nesse período, ele fez 17 viagens para o país asiático e aprofundou seus conhecimentos da cultura local. Veríssimo participou de diversos festivais e circulou entre saddhus (monges), sikhs (minoria religiosa indiana), gurus e discípulos dos deuses Shiva, Vishnu, Hanuman, Ganesh, Parvati, Krishna, Durga. Ele registrou detalhes do caleidoscópio indiano e mergulhou na nascente do Rio Ganges.
O livro propõe conhecer a inusitada paisagem cultural e geográfica da Índia pela escrita e pelas lentes da câmera fotográfica do autor em grandes eventos e peregrinações. Veríssimo mantém sua característica de jornalista gonzo para explicar textualmente e realizar um recorte visual do Festival Khumba Mela, do Festival do Deus Ganesh, da arte marcial kushti e da sagrada rota do Charm Dam realizada na região do Himalaia.
O autor esteve presente em cinco Khumb Mela, festival religioso que ocorre em quatro cidades indianas (Allahabad, Ujjain, Hardiwar e Nassik), e registrou imagens em multidões de até 80 milhões de pessoas. No meio dessa aglomeração, o jornalista interage com os peregrinos e registra paisagens e cenas pitorescas para ocidentais, mas cotidianas para os indianos.
Entre as situações inusitadas está o Shaiva (discípulo de Shiva) que enrola seu órgão genital com uma espada. Há ainda o peregrino devoto de Hanuman (deus macaco) que leva uma faca cravada em seu antebraço. A renúncia como demonstração de fé aparece em diversos momentos, seja o saddhu que fez voto de castidade, seja naquele que não se deita há cinco anos. Veríssimo explora e explica essas peculiaridades por meio da sua obra.

A cada viagem ao país, o interesse do jornalista pela cultura indiana aumentava, assim como os livros sobre o assunto em sua casa, usados para aprofundar seus estudos sobre o hinduísmo e sobre a região. “A minha mãe, Zezé Tavares, deu aulas de ioga durante muitos anos. A cultura indiana e outras alternativas sempre me fascinaram”, relembra Veríssimo.
O tom confessional do texto e o registro fotográfico da sagrada rota do Charm Dam demonstra toda a caminhada de religiosos e do próprio Veríssimo para alcançar a nascente do sagrado Rio Ganges, na cadeia montanhosa do Himalaia. O contraste entre a arquitetura indiana e a cadeia montanhosa do Himalaia destaca-se ao lado de templos e da dificuldade da trilha. “Eu tenho como referência o trabalho de Cartier-Bresson e de Mário Cravo Neto. Fico imensamente conectado com a ação, na experiência que se desenrola e acredito que consegui isso no livro”, revela o autor.

O projeto editorial e a edição de imagens são do fotógrafo Rui Mendes, famoso por seus cliques no cenário musical. Com ele, trabalhou o diretor de arte Richard Kovács, que atua em grandes publicações como Vogue, Trip e Rolling Stone. “Cada foto possui uma história fantástica que revela a Índia e sua cultura. Tento passar um pouco disso pela imagem e pela escrita”, diz o autor.

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Carina
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17/03/2014 11:49:50