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    Os diários de Virginia Woolf -

    Virginia Woolf

    Companhia das Letras
    1989
    296 páginas
    9h 52m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.3
    38 avaliações
    Leram100Lendo11Querem682Relendo0Abandonos4Resenhas1
    Favoritos10Desejados682Avaliaram38

    Seleção dos diários da escritora Virginia Woolf, de sua juventude até os registros de seu ultimo ano de vida, em 1941.

    Resenhas (1)Ver mais
    Marcelo Oliveira picture
    Marcelo Oliveira13/01/2014Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Procuram-se ouvidos

    Assim como Diógenes foi visto procurando, com uma lanterna acesa, um homem, podemos ver Virginia Woolf procurando com um lápis aceso, iluminando uma folha de papel em branco, ouvidos que saibam ouvir, não com os olhos, mas com a imaginação. Nessa esfera da alma, não há limites, sendo os muros apenas trampolins para a escritora. O que se apreende do tornado de seus registros? A sede pela convulsão das emoções, por fechaduras que só podem ser tocadas, depois de encontramos chaves, marretas, qualquer coisa que viabilize o acesso ao inusitado, ao que não foi pintado, ao traço que anseia por um laço, um abraço, um pedaço do coração: "ah poder entrar nas coisas e sair delas com facilidade, deslizando, estar dentro delas, não à beira delas"(V.Woolf, p. 100). Que é um cérebro - ou a vida, para quem tem subjetividade, nem que seja um pingo - no meio disso tudo? Dizer que é uma parede repleta de azulejos seria desumano demasiado desumano. Arranquemos os azulejos, o que veremos? Uma intricada rede de encanamentos por onde corre o rio da existência: um sofá de repouso, a viagem do último verão, um sorriso que ficou guardado em um baú. Podemos trocar esses encanamentos? Podemos! O curso do rio? Por que não? Até o não aqui serve de inspiração para a pintura de uma solidão saltitante. "Tudo isso vem confirmar minha ideia de que somos estilhaços e mosaicos; não, como se costumava afirmar, totalidades perfeitas, monolíticas, harmônicas". (V. Woolf, p. 104)

    4 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 38
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas29%
    • 3 estrelas16%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas0%
    Adeline Virginia Stephen Woolf profile picture

    Adeline Virginia Stephen Woolf

    Estreou na literatura em 1915 com um romance (The Voyage Out) e posteriormente teria realizado uma série de obras notáveis, as quais lhe valeriam o título de "a Proust inglesa". Faleceu em 1941, tendo cometido suicídio. Virginia Woolf era filha do editor Leslie Stephen, o qual deu-lhe uma educação esmerada, de forma que a jovem teria frequentado desde cedo o mundo literário. Em 1912, casou-se com Leonard Woolf, com quem funda, em 1917, a Hogarth Press, editora que revelou escritores como Katherine Mansfield e T.S. Eliot. Virginia Woolf apresentava crises depressivas. Em 1941, deixou um bilhete para seu marido, Leonard Woolf, e para a irmã, Vanessa. Neste bilhete, ela se despede das pessoas que mais amara na vida, e se mata de forma triunfante.

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    1.6 Seguidores

    Adeline Virginia Stephen Woolf