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    Vida desinteressante - Fragmentos de memórias: crônicas da revista <i>Pessoa</i> (2014-2017)

    Victor Heringer

    Companhia das Letras
    2021
    262 páginas
    8h 44m
    ISBN-13: 9786559213498
    Português Brasileiro
    4.3
    70 avaliações
    Leram95Lendo10Querem148Relendo0Abandonos2Resenhas13
    Favoritos12Desejados148Avaliaram70

    Nesta reunião de textos – mistura de memórias, ensaios, anotações e crônicas –, uma das mentes mais brilhantes de sua geração entremeia literatura, poesia, filosofia e política para refletir sobre si mesmo, mas também sobre as transformações do mundo ao seu redor. Entre fevereiro de 2014 e maio de 2017, Victor Heringer assinou setenta textos para o site da Revista Pessoa. Na coluna Milímetros, o escritor registrou um pouco de tudo: o cotidiano, as referências literárias, a infância no Rio de Janeiro, a mudança para São Paulo, as novas e as velhas amizades, os sebos, as viagens, a política, o noticiário e um Brasil em franca ebulição. Vida desinteressante traz uma prosa situada entre memórias, ensaios, anotações e crônicas – ou anticrônicas, como aponta Carlos Henrique Schroeder, que assina a organização e a apresentação deste volume. São pensamentos luminosos de um escritor inquieto, que absorvia, a quente, as transformações de um mundo trepidante e de um país às vésperas do colapso. As reflexões oscilam entre a ironia mordaz e a ternura funda, sem nunca deixar de lado o estilo irresistível, perspicaz e de rara sensibilidade, que remete a Machado de Assis, Manuel Bandeira, Oswald de Andrade, Lydia Davis, Carlos Drummond de Andrade e Hilda Hilst.

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    Resenhas (13)Ver mais
    Luciano Duarte picture
    Luciano Duarte03/12/2022Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    😥

    "Arrenego de quem diz que da vida não se leva nada, só a alma. Só os desalmados não veem que as coisas também têm a alma delas. Não preciso ser enterrado com nada, aliás prefiro ser cremado, mas quando eu morrer quero que toquem fogo nas coisas que amei. A fumaça dos meus cadernos de escola terá a alma da minha infância. As cinzas da minha carteira de trabalho lembrarão o tanto-tempo que vendi para os meus semelhantes por troca de comida. As cartas de amor, como é que não têm alma as cartas de amor? Nem é preciso ir tão longe (o amor é longe): as mensagens de celular também têm alma. Olha bem. Um telefone não é só carcaça".

    19 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 70
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas39%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
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    Victor Doblas Heringer

    Victor Heringer nasceu em 1988, no Rio de Janeiro. O poeta é autor de duas plaquetes de poesia, <i>Quando você foi árvore</i> (2010) e <i>canção do sumidouro</i> (2010). Seu primeiro livro foi publicado em 2011, intitulado <i>Automatógrafo</i> (2011), seguido do romance <i>Glória</i> (2012), pelo qual recebeu o Prêmio Jabuti em 2013. Publicou o seu último romance <i>O amor dos homens avulsos</i> (2016), que o tornou finalista do Prêmio Oceanos, do Prêmio Rio de Literatura e do Prêmio São Paulo de Literatura em 2017. Suicidou-se em 2018, em Copacabana, aos 29 anos.

    10 Livros
    69 Seguidores
    RJ, Brasil

    Victor Doblas Heringer