O Estúdio dos Vícios Etéreos: Um Manifesto Hedonista (Volume 1) - O Estúdio dos Vícios Etéreos: Um Manifesto Hedonista (Volume 1)

    Jairo Cardoso

    Giostri Editora
    2024
    164 páginas
    5h 28m
    ISBN-13: 9786559275113
    Português Brasileiro

    A história de “O Estúdio dos Vícios Etéreos” se passa durante o primeiro ano da pandemia de Covid-19, em 2020, e é contada por um homem sem nome, que, obrigado a ficar em casa, só deseja não ter mais o que fazer. O narrador pensa que toda situação é apenas um pretexto para prejudicar pessoas como ele, usurpando-lhe a rotina de lazeres e prazeres. Como só lhe resta tirar o melhor proveito possível da quarentena, ele entra em uma espiral de rancores e compulsões, ocupando as horas com ruminações cínicas e niilistas, sem dúvidas nem critérios – apenas o eco das redes e das ruas, com suas recriminações e intolerâncias.

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    Taize Lima28/08/2024Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    No ano de 2020 quando eclodiu no mundo a pandemia da COVID -19, despertou em toda população diversos pensamentos, sentimentos e comportamentos; alguns desacreditavam que o vírus de fato exista, outros, receosos com sua vida e de seus familiares, aceitavam o fardo e procuravam se proteger. Aqui em "O estúdio dos vícios etéreos", temos um narrador sem nome, sabemos apenas que é um homem de 44 anos, que acreditava que a pandemia era apenas mais uma invenção para prejudicar ele e toda a população. Trabalhando em home office, ele passa a alimentar seus vícios e rancores, afinal o lazer e os prazeres lhes foram retirados; ele se vê sem rumo, e isso faz com que caia em abismos, alimentando vícios e desejos obscuros. Temos nesta obra muitos temas densos, pois estamos falando sobre uma época de isolamento, em que o narrador com sua marca de ironia nos faz refletir principalmente sobre a moralidade, afinal quantos de nós seguimos à risca tudo o que foi imposto a cumprir durante a quarentena? Quantos de nós não nos entregamos aos deliverys de comidas, bebidas e tantos outros desejos, sem pensar que a m0rte estava bem ali ao nosso lado, sem pensar nas famílias sem comida e sem seus entes queridos? O quanto de empáticos fomos? O narrador incomoda com suas ruminações, ele entra em nossa mente trazendo também nossas inquietações, visto que todos nós passamos pelo isolamento, pela falta de perspectiva, frustrações e desespero. Essa é uma obra que sem dúvidas gera debates riquíssimos, afinal a pandemia trouxe consequências tanto no âmbito social quanto emocional.

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