Fazer poesia é permitir que palavras nos conduzam. Palavras que, de tão grudadas no fundo da alma, nem reconhecíamos como nossas. Palavras que nos descobrindo, faz com que saibamos melhor quem somos nós. Quem tem domínio sobre as palavras faz poesia, mas quem se deixa dominar por elas, vive a poesia que faz.
Em sua primeira obra poética, Nataly Olivier, com total transparência nos revela seus anseios, que à medida em que avançamos verso a verso, passam a ser também os nossos. De estrofe em estrofe, sentimos suas tristezas e alegrias, dúvidas e certezas, indignações e benevolências, frustrações e conquistas. De poesia em poesia, sentimos suas dores e delícias ao “poetizar” o mundo. Sua poesia se torna um ato de resistência através do belo.
Em Palavras grudadas nas paredes da alma, Nataly Olivier com sua escrita visceral, nos faz mergulhar em nosso mais íntimo eu, que muitas das vezes teima em ficar submerso. Porém, com poesias instigantes, é impossível não deixar os sentimentos virem à tona e, ao puxar o ar com toda força para dentro dos pulmões, refletir e reviver por meio de suas palavras momentos marcantes de nossa vida.