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    Na Companhia da Cortesã -

    Sarah Dunant

    Record
    2007
    392 páginas
    13h 4m
    ISBN-13: 9788501077257
    Português Brasileiro
    4
    56 avaliações
    Leram91Lendo8Querem171Relendo0Abandonos11Resenhas4
    Favoritos8Desejados171Avaliaram56

    No ano de 1527, Roma sofre um de seus mais terríveis ataques, quando soldados do imperador Carlos V avançam sobre as muralhas da cidade, pilhando tudo o que encontram pela frente. Em meio ao caos, a cortesã Fiammetta Bianchini e seu cafetão e parceiro, o anão Bucino Teodoldi, fogem para Veneza. Com muita coragem e astúcia, os dois se infiltram na sociedade local, desfrutando a luxúria e o pecado que desfilam nos palácios suntuosos. Fiammetta, atraindo e satisfazendo os homens, começa a acumular uma pequena fortuna. Entretanto, uma jovem misteriosa pode colocar em risco a riqueza da cortesã

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    Resenhas (4)Ver mais
    Desirée Gusson picture
    Desirée Gusson26/06/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Poesia em prosa.

    Enquanto você lê essa resenha estou indo na Madre Superiora Wikipedia descobrir mais sobre o pintor Ticiano, o escritor Arentino e o figurino da moda em 1530. Quem se imaginaria lendo uma história contada por um anão ranzinza, cafetão de uma famosa cortesã, na Veneza da Renascença? E ainda por cima enrolar, deliberadamente, a leitura para aproveitar melhor cada página? Não sei vocês, mas eu não imaginava. Já disse que amo ser surpreendida? Comecei ‘Na companhia da Cortesã’ sem grandes expectativas, pois, mesmo amando romances históricos, sempre tive em mente que eles são isso, livros escritos por não-historiadores com uma atmosfera do passado. Acontece que esse é um romance tão rico em detalhes, pesquisa e esmero que se torna um complemento para outros livros não-ficção da vida privada renascentista. Tenho lido muitos YAs ultimamente e às vezes me esqueço do poder que uma estória escrita não sobre acontecimentos, mas sobre personagens, tem. Well, depois dessa não me esqueço jamais! Na verdade estou quase me enroscando num canto com uma pilha de todos os livros desse tipo que tenho, lidos ou não. Amei a precisão dos diálogos de Bucino (le anão) com os outros e com ele mesmo. Fiammetta (la cortesã) é o retrato da sedução feminina e me lembra Fernando Pessoa dizendo: O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente. E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm. E assim nas calhas da roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama o coração. No seu eterno jogo de simulação ela pode ir da mais arguta perspicácia direto para a vaidade infantil. Há também La Draga, uma mulher que apesar de suas deformidades vai te tragar em seu mistério. Outra coisa que me chamou atenção foi a forma como a amizade é representada. Bucino e Fiammetta são sócios, mas acima de tudo são amigos. Quando li, tive a impressão de que, enquanto estivessem apoiando um ao outro, o caldo nunca entornaria. Apesar de tudo o que tem de passar. Assim que Roma cai, Fiammetta perde seus preciosos cabelos e praticamente todo o dinheiro para os luteranos, os dois tem a opção de separarem-se e para assim conseguir sobreviver, mas ficam juntos. Vão para Veneza, lugar que Bucino detesta, e tem que começar praticamente do zero, enfrentando os vizinhos fofoqueiros e até a empregada da casa (herança da mãe de Fiammetta). Pelos olhos ‘baixos’ de Bucino, eu passeei pelas gondolas luxuriantes, os canais malcheirosos, as igrejas das cortesãs e me apaixonei por cada lugar. Cada palavra é tão bem pensada para te envolver quanto cada dobra das vestes de Fiammetta é ajeitada para seduzir. Eu nunca mais vou ter a mesma ideia sobre cortesãs, cafetões e bruxas, não depois de ter entrado tão fundo na vida deles. Se você achar que não tem paciência para um livro tão não-sobrenatural assim, te digo ‘Jovem padawan, onde menos se espera, a satisfação está’. Ah, você diz que detesta esse lixo todo e que história só serve pra te deixar de recuperação no colégio? Tudo bem cara, tudo bem. Cada um tem um gosto, né? Né? Well, Sarah Dunant misturou personagens históricos com fictícios e outros não tão fictícios assim e, fazendo uma coisa incrível, conduziu a história praticamente no mesmo ritmo sem deixar a peteca cair! Cara, ela ganhou uma fã de carteirinha! Vou até mudar os livros dela pro lado da Philippa Gregory aqui na estante… Não preciso dizer que esse é um livro mais que recomendado, heim? P.S.: Não, aborrecentes, esse livro não tem putaria. Só expressões de baixo calão. xD

    16 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 56
    • 5 estrelas43%
    • 4 estrelas23%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas0%
    Sarah Dunant profile picture

    Sarah Dunant

    arah Dunant é o autor do best-seller internacional O Nascimento de Vênus , que recebeu grande aclamação mundial, e Na Companhia da Cortesã . Com a publicação do Sagrados Corações , ela rodadas fora uma trilogia Renascença trazer voz para a vida de três mulheres diferentes em três contextos históricos diferentes. Pesquisa incansável de Sarah Dunant resultou em reconstruções vivas de histórias secretas "das mulheres nos personagens de uma nobre florentina, uma cortesã veneziana e com Sagrados Corações as vidas fascinantes e fascinantes das Irmãs de Santa Caterina. No último trabalho de Sarah Dunant, ela volta a sua atenção para a família Borgia infame. Acabar com os mitos em torno dos Bórgias, Blood & Beauty dá vida a esta família surpreendente e celebra o poder bruto da própria história: convincente, complexo e implacável. Seus romances anteriores incluem três thrillers Hannah Wolfe do crime, bem como tempestades de neve em um clima quente , transgressões e Mapeamento da Borda , todos os três, que estão disponíveis como Random House Trade Paperbacks. Ela tem duas filhas e mora em Londres e Florença.

    11 Livros
    7 Seguidores

    Sarah Dunant