VOCÊ ACEITARIA UM AVANÇO CIENTÍFICO QUE PROPORCIONASSE MAIS SAÚDE E TALENTO AOS SEUS DESCENDENTES? Após 3,8 bilhões de anos, a humanidade está prestes a começar a evoluir com novas regras... uma revolução futurista vai sacudir os fundamentos de nossa vida: sexo, amor e morte. Nosso DNA está se tornando tão legível e rastreável que será possível hackeá-lo como qualquer dado ou informação tecnológica. Mas tudo tem seu preço... as escolhas que faremos hoje serão a diferença entre realizar avanços impressionantes ou uma corrida genética perigosa e, potencialmente, mortal. Este livro é um convite para entrar nos laboratórios onde os cientistas estão transformando ficção científica em realidade. Olhe para um futuro em que nossas questões éticas serão desafiadas de modo quase irreal, e a própria essência do que significa ser humano estará em transformação. EM UMA DÉCADA VAMOS PROJETAR NOSSOS FILHOS, PROLONGAR NOSSA EXPECTATIVA DE VIDA, RECRIAR OS MUNDOS VEGETAL E ANIMAL... PARECE FANTASIA? COM ESTE LIVRO NÃO RESTARÁ DÚVIDAS DE QUE VOCÊ FARÁ MUITAS DESTAS ESCOLHAS.
Hackeando Darwin - o Novo Sapiens
Jamie Metzl
O início do fim do Homo Sapiens?
O subtítulo me sugeriu que esse seria um livro impactante como Sapiens do Yuval Harari, mas o Sapiens aqui na verdade se refere à nova espécie que surgirá com a manipulação genética humana, assunto também tratado por aquele autor em Homo Deus. Achei surpreendente a quantidade de discussões possíveis que teremos pela frente envolvendo ética e engenharia genética. A cada capítulo surgiam ao menos umas 30 discussões que poderiam se desdobrar em dezenas de outras e durar horas/dias/anos sem uma resposta conclusiva. As possibilidades de alterar nosso DNA terão consequências que nem as distopias podem prever. Aos ansiosos de plantão, os exercício de futurologia podem causar taquicardias. Alguns pontos me trouxeram muito incômodo - através da reprodução assexuada (in vitro), vamos poder gerar centenas de embriões e fazer um escaneamento para identificar qual deles estará livre de doenças genéticas, com genes relacionados à longevidade e boa saúde - além disso, em breve conseguiremos editar nosso DNA. Já pensou os pais montando as características de seus filhos como se monta um avatar num app? - como consequência, será que acirraremos as disputas para termos o descendente com mais qualidades dentro dos padrões de uma sociedade já doente? O autor coloca um capítulo só pra alertar das consequências de um nova corrida pela eugenia. E diz que a diferença agora é que esse melhoramento da raça não será buscado pelo Estado, mas pelas próprias pessoas. Mas será que isso será menos pernicioso? - não estaremos com isso reforçando padrões e excluindo as diferenças? O autor defende a importância das diferenças, mas acredita que quando a variabilidade é para algo ruim, por que mantê-la nos nossos genes? Mas... quem definirá o que é bom ou ruim? O autismo será considerado ruim? Um orientação sexual não heteronormativa também? Certamente nem todos terão acesso a essa tecnologia. Qual será o risco de os mais abastados serem os únicos beneficiários dela? Já vivemos num mundo super competitivo. Essa tecnologia poderá potencilizar ainda mais nosso espírito egocêntrico e talvez será o auge do Antropoceno. Como eu disse, as discussões não têm fim, nem respostas certas ou erradas, mas devem ser estimuladas, com urgência. O autor defende que tenhamos uma regulamentação mundial o quanto antes, ou então não será impossível ver um laboratório de fundo de garagem editando criaturas em suas próprias versões de Doutor Monroe.
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