Tristan

Tristan Loreana Valentini




Tristan


Cavaleiro de Arthur




O tema celta de Tristan e Iseult tem tal misticismo que continua encantando novas gerações de leitores. A lenda foi narrada por diversas formas, mas raras as vezes em que Tristan foi tão ricamente explorado, como ocorre neste romance. Quem é Tristan? Por que associam seu nome à tristeza? Esse guerreiro teve realmente culpa no fatídico amor proibido? As atenções do mito sempre recaíram em Iseult e no monarca de Cornwall, Marc; ao cavaleiro de Lionèss, restou mero papel secundário da trama, mesmo quando seu drama faz parte do Ciclo Arthuriano. Porém, por mais forte que a personagem do rei Arthur seja, não há como contar sua história sem a participação de seus cavaleiros e amigos. Arthur não pode ser apartado de Lancelot, Gwain, Gaheris, Garreth... e, claro, Tristan. Em verdade, este é a única personagem que apresenta várias coincidências com Arthur; acredita-se que ambos mitos tiveram como base uma história verídica. Arthur viveu no século V e era um guerreiro bretão; há suspeitas de que Tristan também existiu, mas no século VIII e sua fonte seria a vida de um rei picto que viveu na Escócia, reinando de 780 a 785, cujo nome era Drest filius Talorgen. (O Livro Vermelho de Oxford, faz referência a um certo Drystan ab Tallwch). Tanto Arthur como Tristan, têm suas vidas drasticamente afetadas devido suas relações amorosas. Embora Guinevere tenha sido inserido posteriormente no Ciclo Arthuriano, o mesmo Livro Vermelho aponta que este Drystan ab Tallwch foi amante de Essylt, mulher de Marc... Seja como for, história e mito, tanto de Arthur como o de Tristan, se fundiram nos lais (poemas populares cantados) sendo contados e recontados, ganhando novas interpretações e características - como os nomes dos personagens - em cada época, mas a essência da história permaneceu a mesma - o amor impossível. Em Tristan, Cavaleiro de Arthur , esta premissa permanece, mas é narrada de forma diferente. Os aspectos fantásticos e mágicos - como o filtro do amor, cuja inserção foi uma forma de cristianizar uma relação adúltera - dão lugar à humanização. Iseult e Marc, personagens fortes na primeira parte do livro, não são apresentados de forma clássica, ou seja, uma Iseult submissa e um monarca vingativo. Na segunda parte, é explorada uma nova visão do Ciclo Arthuriano. Por fim, a última, traz as dúvidas e tentativa de redenção da personagem principal; Tristan. Em verdade, de todos os guerreiros relacionados a Arthur, Tristan foi o mais sisudo e enigmático, mas não menos importante. Sua personalidade é complexa e por vezes, contraditória. Educado em literatura, história, idiomas, música, sendo o único cavaleiro a tocar harpa. Esse perfil é o que o torna tão diferente dos demais guerreiros do rei bretão. Mas sobretudo, ele é um homem, e como tal, susceptível aos erros e à busca de sua redenção. Isto ele irá perceber quando vir sua vida e tudo em que acredita, sofrer uma reviravolta ao conhecer a princesa do Eire, Iseult. Dividido entre o amor e a honra, Tristan termina fazendo sua escolha, mas perfeitamente ciente de seu destino. Porém, desconhecia a extensão do sofrimento que estava fadado a enfrentar. (Retirado do site da Livraria Cultura)

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Resenhas para Tristan (8)

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on 20/11/09


O livro é muito bom! Traz uma perspectiva bastante diferente da história, que já é fascinante por si só. Impressiona também o fato da autora ser brasileira, o que deve ter exigido uma pesquisa bastante minuciosa da geografia da Inglaterra daquela época, além de outros dados. Achei um pouco cansativa e repetitiva a descrição da tortura mental de Tristan, no entanto, necessária, para ser fiel à história do personagem. ... leia mais

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Desejam18
Trocam1
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Mary
cadastrou em:
06/02/2009 09:05:46