Talvez o que mais me agrada em literatura infantil é a forma como as coisas aparecem simples, em simples diálogos que abrem portas para pensamentos amplos o bastante para transpor faixas etárias e mostrar que a criança vive no mesmo mundo que o adulto, só o enxerga de maneira peculiar.
Penso que há um diálogo crucial na história, e o engraçado é que ele não se encontra no livro, somente no filme, mas sintetiza bem a simplicidade de um olhar de uma criança:
James - Nós o amarramos a muitas gaivotas. Viemos eu Dona aranha e o Senhor Centopéia e o Senhor Gafanhoto.
Tias - Isso é alguma coisa que andou sonhando
James- Bem pode ter começado assim, como um sonho. Mas tudo não começa assim? Aqueles prédios, aquelas luzes, a cidade inteira! Alguém teve que sonhar isso tudo. Foi isso que eu fiz!