Mortos Entre Vivos

Mortos Entre Vivos John Ajvide Lindqvist




Mortos Entre Vivos





Estocolmo, Suécia, 13 de agosto de 2002. Seria mais um dia normal na capital do civilizado e pacato país com um dos melhores IDH do mundo, não fosse uma "epidemia" de cefaleia e o estranho comportamento dos aparelhos eletrônicos: eles simplesmente não desligam, mesmo quando desconectados da tomada. Prenúncio de fenômeno ainda mais extraordinário: os mortos revivem - inclusive os falecidos até alguns meses antes. De repente, eles se movem, andam, deixam as câmaras de refrigeração dos hospitais, falam (ou balbuciam algumas palavras, como crianças) e podem ser ouvidos arranhando a tampa de suas urnas funerárias, nos cemitérios.



Não se trata de zumbis devoradores de cérebros e transmissores de sua condição de "nem vivo, nem morto" por meio de mordidas. Pelo contrário, os "redivivos" - como passam a ser oficialmente chamados pelo governo - são entes queridos (o avô, o marido, a esposa, o filho, o neto) que todos gostariam de ter de volta ou ao menos por mais um tempo para corrigir erros, pedir perdão (ou perdoar), prorrogar a companhia em nome de momentos felizes e de afetos que a morte impediu de repetir ou de cultivar.

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Será que estamos vivos?
on 6/4/12


Quer ver mais resenhas? Dá uma olhada no Literatura de Cabeça: http://literaturadecabeca.com.br Suécia, 2002. Tudo começou de repente. Primeiro uma nuvem eletromagnética começou a tomar conta de tudo. Os aparelhos não desligavam, o calor parecia sufocar os habitantes de Estocolmo. Como se todos pudessem sentir aquela vibração desconhecida que surgiu no ar, uma enxaqueca passou a tomar conta de todos. Quando a noite foi chegando, as dores atingiram o limite do insuportável. Muitas pess... leia mais

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Clau
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