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    Assassinatos na Academia Brasileira de Letras -

    Jô Soares

    Companhia das Letras
    2005
    256 páginas
    8h 32m
    ISBN-10: 8535906177
    Português Brasileiro
    3.6
    5161 avaliações
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    Favoritos239Desejados2411Avaliaram5161

    Durante seu discurso de posse, o senador Belizário Bezerra, o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras, cai fulminado no salão do Petit Trianon. A morte de outro confrade, em circunstâncias semelhantes - súbita, sem sangue e sem violência aparente -, traz uma tensão inusitada para a tradicionalmente plácida casa de Machado de Assis: um serial killer literário parecia solto pelo pacato Rio de Janeiro de 1924, e não estava pra brincadeira. Queria ver mortos todos os imortais. Os 'Crimes do Penacho', como a imprensa marrom apelidou a série de assassinatos, despertaram a curiosidade do comissário Machado Machado, um tipo comum na paisagem carioca não fosse o indefectível chapéu-palheta, a pinta de sedutor irresistível e a obstinação em provar que aquelas mortes jamais poderiam ser coincidências. Em sua investigação, que serpenteia entre um chope e outro no Café Lamas, uma visita ao teatro São José, uma passada no cemitério São João Batista e outra na Lapa, Machado Machado encontra suspeitos por toda parte: políticos, jornalistas, religiosos, nobres falidos, embaixadores, crupiês, poetas maiores e menores, homens de letras, magnatas da imprensa, alfaiates e atrizes francesas, quase todos com um pendor inescapável para o assanhamento e a malandragem.

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    Resenhas (239)Ver mais
    Alberto Carlos picture
    Alberto Carlos10/01/2024Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    Vale cada página.

    Mais um do Jô pra coleção. Leitura divertidíssima com personagens cômicos, diálogos recheados de sarcasmos e tiradas sensacionais. Tudo muito bem embalado nos cenários do Rio de janeiro de 1924. Quando o livro assume a terceira pessoa sempre imagino o próprio Jô realizando a leitura. O Jô sim é imortal.

    100 curtidas

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    José Eugênio Soares profile picture

    José Eugênio Soares

    José Eugênio Soares, mais conhecido como Jô Soares, foi um humorista, apresentador de televisão, escritor, artista plástico, dramaturgo, diretor teatral, músico e ator brasileiro. Filho do empresário paraibano Orlando Soares e da dona de casa Mercedes Leal, Jô queria ser diplomata quando criança. Estudou no Colégio São Bento do Rio de Janeiro e em Lausanne na Suíça, no Lycée Jaccard, com este objetivo. Porém, percebeu que o senso de humor apurado e a criatividade inata o apontavam para outra direção.[1] Dono de um talento versátil, além de atuar, dirigir, escrever roteiros, livros e peças de teatro, Jô Soares também é apreciador de jazz e chegou a apresentar um programa de rádio na extinta Jornal do Brasil AM, no Rio de Janeiro, além de uma experiência na também extinta Antena 1.

    27 Livros
    714 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    José Eugênio Soares