Quando meus olhos encontraram "A Garota Que Eu Quero" na extensa fileira de livros da livraria, eu soube... aquela seria de fato a leitura que a muito tempo eu buscara.
O título em sincronia com a capa me atraiu de uma forma incrivelmente simultânea. Então eu li a sinopse na orelha do livro.
"O Rube nunca amou nenhuma delas. Nunca se importou com elas. Nem é preciso dizer que Rube e eu não somos muito parecidos em matéria de mulher. Cameron Wolfe é o caçula de três irmãos, e o mais quieto da família. Não é nada parecido com Steve, o irmão mais velho e astro do futebol, nem com Rube, o do meio, cheio de charme e coragem e que a cada semana está com uma garota nova. Cameron daria tudo para se aproximar de uma garota daquelas, para amá-la e tratá-la bem, e gosta especialmente da mais recente namorada de Rube, Octavia, com suas ideias brilhantes e olhos verde-mar. Cameron e Rube sempre foram leais um com o outro, mas isso é colocado à prova quando Cam se apaixona por Octavia. Mas por que alguém como ela se interessaria por um perdedor como ele? Octavia, porém, sabe que Cameron é mais interessante do que pensa. Talvez ele tenha algo a dizer, e talvez suas palavras mudem tudo: as vitórias, os amores, as derrotas, a família Wolfe e até ele mesmo."
Pronto, a curiosidade bateu, o coração martelou forte e me obriguei a levar o livro para casa.
Primeiro fato: Muita gente ler o livro em menos de 24 horas, pois ele é muito curto, são só 174 páginas e a leitura é super prática.
Entretanto, eu li o livro em 2 dias. O porque dessa longevidade está ligada à vontade de sentir cada palavra entrar em eu ser, sentir as mesmas emoções do personagem, visualizar cada passo, cada piscar de olhos, visualizar todo um repertório em minha mente, chegando mais próximo possível do mundo repassado na mente do autor - Markus Zusak. Sim, cada um tem seu método de leitura, e esse é o meu. Leva tempo, mas eu gosto, e no fim, de alguma forma isso me torna parte da história.
Segundo Fato: Há momentos que o livro desperta aflição no leitor. O autor descreve diversas passagens em uma simples frase, como também diversos acontecimentos com uma única lauda. Claro, deixa muito a desejar pois convenhamos, estamos cada vez mais exigentes com a Literatura... quanto mais detalhes em determinada situação, MELHOR.
Terceiro Fato: Há reflexões que te faz fechar o livro e olhar pro "nada" pensando e pensando sobre no que acabou de ler. Como por exemplo, a fraternidade da família Wolfe distintamente explícita, ou também as palavras que Cameron escreve em papéis para se sentir melhor. Essas palavras são interligadas com o enredo do livro, colocadas na página seguinte ao término de um capítulo. As palavras que me causaram um impacto foram estas:
"- Qual é a do som de mãos aplaudindo? - pergunto.
O cachorro continua a andar, mas não me importo. Apenas continuo a falar.
- Por que ele parece um mar de som, como ondas quebrando em cima da gente? Por que faz a maré virar dentro de nós?
Agora só penso nisso.
Talvez seja porque é uma das coisas mais nobres que os seres humanos fazem com as mãos.
Digo, os seres humanos cerram as mãos em punhos. Usam-nas para ferir uns aos outros e para roubar coisas.
Quando os humanos batem palmas, é o único momento em que se unem para aplaudir outros seres humanos.
Acho que os aplausos existem para conservar as coisas. [...]"
Bom, foram estas palavras que me fizeram ler o livro somente no dia seguinte...
Ápice:
Eu teria que passar uma eternidade escrevendo e escrevendo sobre este e qualquer outro livro que li para conseguir expor todas a palavras e sentimentos que me consome quando leio alguma obra. Contudo, isso foi o máximo de um resumo que consegui formular. *risos*
Por fim, vale a pena seu precioso tempinho na companhia de Cameron Wolfe e todo seu universo "escuro". RECOMENDADO!
(Pessoal, por enquanto não tenho blog... porém no meu instagram eu posto foto do livro que estou lendo e depois escrevo uma mini resenha sobre eles. Confere lá!)