Certeza que vocês vão achar minha opinião viesada, mas e daí?
Conheço a Dayse faz algum tempo e todas as vezes que ela vem aqui para casa, inevitavelmente trocamos experiências de ensino médio e comparamos com os livros que lemos. A conclusão que chegamos, numa das últimas vezes que ela me visitou, é que nós temos uma percepção incrível das várias nuances da vida escolar dos Estados Unidos, por exemplo, mas não das brasileiras. Por sermos expostos a tantas obras estrangeiras que exploram isso, é como se a experiência brasileira se limitasse à que vivemos - sendo que, na verdade, ela é tão diversa quanto as que vemos em filmes e seriados e lemos nos livros. OK, não vou elaborar mais sobre isso, mas recomendo que procurem o TED da Chimamanda Archidie chamado "Os perigos da história única".
Mas vamos falar sobre Nada Dramática. Eu confesso que achei SUPER BIZARRO quando a Dayse me falou que o povo de Goiânia estudava umas 12hrs por dia na escola e umas oito fora dela (ok, só o povo mais louco) para passar no vestibular, mas eu já tinha ouvido falar de histórias assim por causa de uma certa franquia de escolas goianas que expandiu para Brasília. O que acontece quando você joga um monte de adolescente e pressiona eles? ELES VIRAM DIAMANTES (er... não. eles enlouquecem)
É nesse cenário que a história da Camilla se desenrola, narrada por ela, que é super engraçada, e entremeada pelas aventuras da Agente C. Eu me identifiquei para caramba com a Camilla porque minha adolescência também não teve esses dramas (no máximo, aconteciam com as minhas amigas e eu ficava "Que desnecessário") e porque REVOLUÇÕES ESCOLARES!! EU TOTALMENTE APOIARIA!!!!!!! E BILHETES EM SALA DE AULA!!!!!!! SMS!!!!!!!!!!!!! Ler/escrever durante a aula em vez de prestar atenção!!!!!!!!
Eu adorei o livro e quando cheguei ao final, fiquei louca para arrumar uma máquina do tempo e voltar para 2007, me reencontrar com 17 anos e dizer "Toma, você vai adorar esse livro".
É isso. É ISSO. É PEDIR DEMAIS UMA MÁQUINA DO TEMPO, MUNDO?