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    A zona de interesse -

    Martin Amis

    Companhia das Letras
    2015
    392 páginas
    13h 4m
    ISBN-13: 9788535925821
    Português Brasileiro
    3.8
    200 avaliações
    Leram247Lendo21Querem567Relendo0Abandonos22Resenhas30
    Favoritos12Desejados567Avaliaram200

    Nome de proa da literatura contemporânea, Martin Amis traz olhar corrosivo em novo romance sobre o Holocausto. A zona de interesse, em Auschwitz, era o local onde os judeus recém-chegados passavam pela triagem, processo que determinava se seriam destinados aos trabalhos forçados ou às câmaras de gás. Este romance se passa nesse lugar infernal, em agosto de 1942. Cada um dos vários narradores testemunha o inominável a sua maneira. O primeiro é Golo Thomsen, um oficial nazista que está de olho na mulher do comandante. Paul Doll, o segundo, é quem decide o destino de todos os judeus. E Szmul, o terceiro, chefia a equipe de prisioneiros que ajudam os nazistas na logística do genocídio. Neste romance, Martin Amis reafirma seu lugar entre os mais argutos intérpretes de nosso tempo. A zona de interesse é um prodígio verbal, além de romance brilhante, celestialmente triste e inspirado por nada menos que uma profunda curiosidade moral sobre os seres humanos. É de cair o queixo. — Richard Ford

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    Régis Maz picture
    Régis Maz09/08/2024Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Interessante, mas com uma apresentação inicial confusa

    O que dizer de "A Zona de Interesse"? É um livro que teve uma boa adaptação para o cinema, na qual o diretor conseguiu mostrar a vida cotidiana das famílias dos oficiais nazistas, que seguia calma e tranquila, mesmo tendo como pano de fundo o horror do que acontecia no campo de concentração de Auschwitz, antes e durante a implementação da ordem de Solução Final. Entretanto, o livro, que também mostra o desdobramento da guerra e a rotina dos oficiais nazistas na administração dos campos de concentração em 1943, peca ao apresentar tudo isso de forma desordenada. Os personagens são confusamente apresentados ao leitor; as trocas de narrador não são imediatamente discerníveis e os diálogos, em sua maioria, são vacilantes. E, apesar do assunto interessante e do relato curioso sobre os últimos anos da Segunda Grande Guerra sob o ponto de vista alemão, e da história de um triângulo amoroso que se desenvolve entre o Comandante Paul Doll, sua esposa Hannah Doll e Golo Thomsen, um oficial da área de ligação (seja lá o que isso signifique, tendo em vista que o autor não se preocupa muito em explicar quase nada), o leitor passa a maior parte do tempo, mais ou menos até os 70% do livro, tentando encontrar sentido e linearidade em meio à desordem de inúmeros nomes, enredos aleatórios e palavras deixadas em alemão, aparentemente de propósito. A única coisa que fica evidente nesse livro, e que é uma constante na narrativa, é o extremo desprezo pela vida dos judeus, a maldade naturalizada e a indiferença diante da crueldade e extermínio que aconteciam bem diante dos olhos de todos e que eram sistematicamente ignorados, apesar da fumaça constante nas chaminés de Auschwitz, das cinzas e do cheiro que se espalhava por mais de 50 quilômetros de distância do campo de concentração. Também fica muito evidente o fanatismo, a pseudociência, a extrema arrogância e o enorme ego dos alemães. É assombroso ver a insistência com que negavam a possibilidade de derrota, mesmo que esta estivesse total e completamente evidente. É ainda mais assustador presenciar como transformaram o desapontamento pela derrota iminente em vigor para cumprir a ordem de seu ensandecido Führer de exterminar o maior número possível de judeus, enquanto tentavam encobrir as barbaridades praticadas durante os anos de guerra. Em suma, esse é um livro extremamente interessante, mas, infelizmente, com uma execução confusa que transforma a leitura em um ato de desbravamento, onde o leitor luta constantemente para se manter interessado quando o autor passa a divagar sobre aleatoriedades que não conseguem agregar muito. Admiro imensamente o diretor/roteirista da adaptação por ter conseguido dar um sentido ao caos reinante em boa parte do livro. "A Zona de Interesse" foi uma leitura truncada que demorei para concluir e, apesar de ter momentos extremamente importantes, teve um desempenho abaixo das expectativas iniciais. Essa foi minha experiência pessoal com este livro, e recomendo que quem se sentir instigado pelo tema leia e tire suas próprias conclusões. Pois, como disse anteriormente, o livro aborda um tema interessante: Martin Amis oferece uma reflexão complexa sobre a natureza do mal e a capacidade humana para a crueldade e a indiferença, e isso foi o que fez a leitura valer a pena, apesar da dificuldade que tive com a escrita do autor.

    76 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 200
    • 5 estrelas22%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas27%
    • 2 estrelas9%
    • 1 estrelas3%
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    Martin Amis

    Martin Louis Amis (born 25 August 1949) is an English novelist. His best-known novels are Money (1984) and London Fields (1989). He has received the James Tait Black Memorial Prize for his memoir Experience and has been listed for the Booker Prize twice to date (shortlisted in 1991 for Time's Arrow and longlisted in 2003 for Yellow Dog). Amis served as the Professor of Creative Writing at the Centre for New Writing at the University of Manchester until 2011.The Times named him in 2008 as one of the 50 greatest British writers since 1945. Amis's work centres on the apparent excesses of late-capitalist Western society, whose perceived absurdity he often satirises through grotesque caricature; he has been portrayed as a master of what the New York Times called "the new unpleasantness".Inspired by Saul Bellow, Vladimir Nabokov, and James Joyce, as well as by his father Kingsley Amis, Amis himself went on to influence many successful British novelists of the late 20th and early 21st centuries, including Will Self and Zadie Smith.

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    Martin Amis