Entrar
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas19
    • Leitores1247
    • Similares2

    O império do oprimido -

    Guilherme Fiuza

    Editora Planeta
    2016
    352 páginas
    11h 44m
    ISBN-13: 9788542208429
    Português Brasileiro
    3.4
    131 avaliações
    Leram180Lendo17Querem1037Relendo0Abandonos13Resenhas19
    Favoritos8Desejados1037Avaliaram131

    O primeiro governo popular assume prometendo libertar o país da opressão dos ricos. Filha de um dos homens mais ricos do país, a jovem Luana Maxwell rompe com a família aristocrática no dia da eleição. Sufocada, aos 25 anos, ela sai de casa só com a roupa do corpo, afrontando duplamente o pai magnata: abre mão da herança da sua rede de hotéis e vai procurar a “vida real” ao lado dos adversários políticos dele. Sua ponte para o universo progressista é o advogado Beto Leal, seu professor de mestrado, por quem ela está fascinada. Beto acaba de criar uma ONG e Luana começa a trabalhar com ele no momento em que a organização conquista um contrato com o governo – graças ao publicitário Marivaldo Valadares, operador invisível do partido do novo presidente. Vendo o dinheiro cada vez mais abundante nas mãos dos defensores dos pobres, Luana Maxwell vai descobrindo seu novo mundo como uma Alice no país das maravilhas progressistas: o amor, a verdade e a solidariedade num balé alucinante com as verbas, os votos e o poder. Neste romance sobre a vida política no século 21, o jornalista Guilherme Fiuza levanta o véu das ideologias para exibir os personagens trágicos e cômicos que circulam no mercado da bondade.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (19)Ver mais
    Steffany Dias picture
    Steffany Dias14/03/2017Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Pobre elite brasileira

    De vez em quando me pego respondendo mentalmente ao questionamento de Brecht: "Que tempos são estes em que temos que defender o óbvio?" A leitura desse livro me deu mais uma resposta: Precisamos defender o óbvio porque as mentiras continuam a ser disseminadas com voracidade, virando, assim, verdade absoluta. Eu li esse livro com muito custo, sabendo que se tratava de uma crítica dura aos movimentos de esquerda, mas não queria fazer desfeita do presente de Natal dado pelo meu pai. Pois bem, o livro tem uma narrativa leve, diálogos interessantes, apesar de repetitivos, mas o problema está na história e nos personagens, que não descem goela abaixo. Informo aqui que eu não sou defensora de nenhum governo. Só acredito que, nesse jogo de poder e verbas, não existe inocente em SP. Se o governo populista era um parasita que sugava o dinheiro público, o mesmo se pode dizer dos empresários e da elite brasileira, que fazem o mesmo com os seus empregados. Apesar de "baseados" no cenário político brasileiro, os personagens do livro são meros clichês rasos, caricaturas mal formuladas. Na opinião do autor, a direita brasileira é uma coitada, ludibriada e arruinada pela esquerda espertona. O personagem de Bob Maxwell, empresário aniquilado pelo governo, é um injustiçado, mas sempre justo, limpo, quase um anjo, ou melhor, Cristo, já que a palavra escolhida para descrever seu infortúnio é "calvário". Não consigo entender quem esse personagem representa. Os empresários brasileiros? A pobre e inocente elite brasileira? Ah, tá. Além disso, autor zomba descaradamente dos movimentos de esquerda com especulações de quem, percebe-se, teve tudo facilitado na vida. É alguém que ficou duramente sentido por ter tantos anos a esquerda no poder. (Se é que esteve mesmo no poder assim.) Do jeito que ele fala, parece que as opressões sociais são história pra boi dormir e que os movimentos sociais não são necessários. Bem se vê que nunca precisou de uma ONG e nunca recebeu um aluguel social ou sequer um pacote de leite do governo. As pessoas que necessitam do governo ou que já receberam ajuda de ONGs são reais, elas existem, qualquer um que sair da zona de conforto pode ver. Mas, que isso, pra Fiuza, é tudo um mal-entendido. O machismo e a homofobia são invenção da esquerda, que se aproveita de universitários ingênuos para estruturar seu cabo eleitoral e subir ao poder para dominar o país. Mas não é isso que a direita vem fazendo há anos e anos? Como uma pessoa que não veio de uma redoma, eu posso dizer que as opressões existem, e o que nós menos precisamos é de manifestações artísticas (sic) em favor da manutenção do status quo, como esse livro, como alguns estereótipos desse livro, a feminista mal-amada, o gay escandaloso e oportunista. E uma das reclamações de um personagem que parece um alter ego do autor é de que existiria um conchavo que manteria a esquerda dominando o âmbito das artes. A verdade, entretanto, é que a arte da esquerda é muito mais interessante, porque, diferentemente da elite, a esquerda questiona o seu lugar na pirâmide social, embora não abra nunca mão dele. E isso é algo que a direita nunca vai fazer, pois só se preocupa com a manutenção dos seus "direitos" e dá piti, faz beicinho e livrinho quando estes são """"ameaçados"""". Não tome o leitor como otário, Fiuza. A elite não é inocente e injustiçada como o seu personagem de contos de fada Bob Maxwell, e muito menos é a heroína da história, como os jovens advogados e jornalistas do livro. Todos os personagens da elite de Fiuza foram prejudicados e arruinados pelos ácaros gigantes da esquerda. Tudo isso enquanto lutavam por um país melhor e mais justo, livre de corrupções. Não sei se rio dessa ingenuidade ou me revolto com o descaramento. A elite brasileira não quer mudar o mundo, ela quer garantir o seu próprio lugar no mundo, ou seja, o topo. Seria melhor dizer isso abertamente do que se fantasiar de super-herói da pátria. Se a esquerda não se importa com o povo, muito menos o faz a elite.

    13 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.4 / 131
    • 5 estrelas21%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas24%
    • 2 estrelas15%
    • 1 estrelas11%
    Guilherme Fiuza profile picture

    Guilherme Fiuza

    É um jornalista e escritor brasileiro. Iniciou a carreira em 1987, no Jornal do Brasil. Entre outras redações, trabalhou também em O Globo, do qual é hoje articulista. Escreve também sobre política para a revista Época. Na carreira literária, se destacou com o livro Meu nome não é Johnny, que trata da história real de João Estrella, um jovem de classe média alta do Rio de Janeiro que se torna traficante internacional de cocaína nos anos 1990. O livro recebeu uma adaptação para o cinema, protagonizada por Selton Mello (que interpreta João Estrella) e se tornou a maior bilheteria do cinema nacional em 2008. Com Mauro Lima (diretor do filme) e Mariza Leão (produtora), Guilherme Fiuza levou em 2009 o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro na categoria Melhor Roteiro Adaptado.

    12 Livros
    21 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Guilherme Fiuza