(Esta resenha teve corte de quotes e imagens do livro; visite o link para conferir)
Pouco li literaturas com nosso folclore, então foi uma boa surpresa ter esse contato. O prólogo, então, foi outra grata surpresa, por trazer um cordel lindo.
Jossi coloca elementos muito conhecidos da literatura fantástica, porém, com um toque singelo, ingênuo e despretensioso. Geralmente se pensa no curupira como uma figura travessa e sempre tão à margem nas histórias. Jossi o coloca de maneira repaginada, o que é um bom conflito e arranjo para a trama.
De início não curti muito a protagonista, Mariana, mas aos poucos sua história foi me ganhando. Ela tinha sonhos para além da cidadezinha que morava, da roça, queria mais da vida, mais do que frívolas historietas para boi dormir... E por isso mesmo, negava-se a acreditar nelas, mesmo já tendo tido alguma espécie de experiência sobrenatural. Mariana havia escolhido não acreditar e permanecer no mundo “real”. Aos poucos, conforme a história anda, isso vai mudando na cabeça dela.
Achei bacana que a Jossi não deixou de explorar outros conflitos, escolha que muitos contos por aí deixam a desejar. A corroborar, sua escrita é leve e serena, o que deixa a leiturinha um amorzinho para fim de noite, descanso e muitos sonhos.