Meu primeiro contato com a escrita de Furio Lonza foi muito interessante. O autor me conquistou com uma trama ágil, que prendeu minha atenção e me deixou muito curiosa para conhecer seu desfecho. Quero ler seus outros livros também. Gostei muito da sua escrita.
Narrado em terceira pessoa, numa linguagem clara e cativante, O homem aborda temas interessantes e questionadores. Como lidar com um nascimento de uma criança de uma etnia diferente dos pais sem traços de ascendências? Viajando na ficção, como lidar com troca de genes?! Estes são dois dos temas centrais deste ótimo romance. Li num fôlego só e me surpreendeu muito.
Personagens fortes e bem construídos como padre Olavo e Maria fazem parte desta trama interessante. Padre que tenta cuidar dos seus paroquianos com interesse e carinho. Política e disputas de poder entram em cena e Padre Olavo sai pelo mundo, conhecendo outras culturas, promovendo uma auto-descoberta. Amores proibidos, descobertas surpreendentes, cartel de drogas, pessoas ambiciosas também aparecem por aqui.
Um romance forte e ousado, que te faz refletir...
" Um dos maiores equívocos do ser humano é achar que consegue programar seu destino através de atitudes racionais, A realidade desmente isso com conhecimento de causa: o cérebro não está no comando, é apenas um instrumento monitorado pela emoção. Ela acende a centelha da vontade e o cérebro executa" (página 100).
A capa do livro é maravilhosa e traduz bem o contexto da estória. Adorei cor escolhida. Páginas amareladas em papel bold 90 g, que eu amo. Letras em tamanho confortável, ótima diagramação. Adorei as bordas desenhadas presente no livro todo.
Recomendo O Homem para quem gosta de boa literatura nacional, de um bom e curioso romance.