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    Orando Com os Salmos - Inclui Uma Breve Biografia

    Dietrich Bonhoeffer

    Esperança
    2017
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9788578391836
    Português Brasileiro
    4.3
    42 avaliações
    Leram55Lendo5Querem30Relendo1Abandonos0Resenhas4
    Favoritos2Desejados30Avaliaram42

    Em 1945, o próprio Fuhrer ordenava a execução do Pastor Bonhoeffer. Este desfecho da sua vida fez com que ele se tornasse conhecido por sua oposição ao Nazismo. Poucos sabem, no entanto, que Dietrich Bonheffer foi um homem de oração. No livro Orando com os Salmos ele compartilha sua experiência de oração como o saltério, prestando um auxílio indispensável para a nossa vida de oração pessoal e comunitária.

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    Resenhas Cristãs29/01/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O Saltério está fora de moda.

    Acesse o Blog Resenhas Cristãs para ler e resenha completa COM FOTOS no final desse texto. Quem foi Dietrich Bonhhoeffer? Bonhoeffer nasceu em Breslau (Berlim) e foi teólogo, pastor luterano, membro da resistência alemã antinazista e membro fundador da Igreja Confessante, alem da Igreja Evangélica contrária à política nazista. Ele se envolveu na trama da Abwehr para assassinar Hitler. Em março de 1943 foi preso e enforcado, poucos dias antes do término da 2° Guerra Mundial. (Resenha) Nesse verão quente não tenho conseguido gravar vídeos. O calor no escritório está insuportável; e tem sido realmente impossível parar para gravar dentro de um ambiente fechado. Por essa razão decidi liberar as próximas resenhas exclusivamente no formato de texto. Espero que gostem. :) Recebi esse livro em 2018 em parceria com a editora Esperança. Nunca havia lido nada do autor. Contudo, como tenho ouvido falar bastante sobre ele, principalmente a respeito da obra "Discipulado", publicado pela Mundo Cristão, decidi dar uma chance a ela. E não me arrependi. O livro se trata de uma breve - breve mesmo! - exposição de alguns dos salmos da Bíblia. Dentre eles estão os salmos 1, 8, 22, 51 e 103. Ao longo das exposições, Dietrich Bonhoeffer aproveita para mencionar também outros salmos menos conhecidos, mas que também possuem certa relevância e simetria com o salmo exposto no capítulo. O foco do livro está em provar a relevância do uso dos saltério (livro de salmos) na vida de oração cotidiana do cristão. Para Bonhoeffer, o saltério foi escrito e preservado para consulta e uso contínuo do cristão. Não foi em vão que o Senhor preservou todas essas orações para nós, Igreja do Novo Testamento. Bonhoeffer deixa isso claro logo no início da obra: Citação 1 Portanto, se a Bíblia também contém um livro de orações, isso nos ensina que a Palavra de Deus não engloba apenas a palavra que Deus dirige a nós. Inclui também a que ele quer ouvir de nós, por ser Palavra do seu amado Filho. Que graça imensurável: Deus nos diz como podemos falar e ter comunhão com ele! Os salmos foram dados para que aprendamos a orar em nome de Jesus Cristo. Página: 22 O autor passa parte do livro mostrando a importância do saltério para a vida do cristão. Ele mostra também como muitos dos salmos são prenúncios das coisas que iriam acontecer, como o salmo 22 que diz: "Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonaste? Esse salmo foi recitado por Jesus no seu último suspiro na cruz. Bonhoeffer afirma que não foi Davi quem criou esse salmo, mas sim o próprio Jesus que o recitou anos antes de sua vinda através da boca do profeta e rei Davi. De fato, muitos salmos são visões proféticas do que ainda haveria de acontecer. O salmo 22 é um deles. Reparem, por exemplo, o versículo 17 do salmo 22: "Repartem entre si as minhas vestes e sobre minha túnica lançam sortes" Com quem isso aconteceu, de fato, se não foi com o Senhor Jesus? Por acaso há relatos na vida de Davi que justifique alguém repartindo suas vestes e lançando sortes para ver com quem ficaria a sua túnica? Claro que não. Esse é um salmo profético. E Jesus nos provou isso através da sua vida. Outro questão interessante é sobre o sofrimento. Não sabia que os salmos tinham tanto a falar sobre dor e sofrimento. Veja o Bonhoeffer diz: Citação 2 O Saltério nos ensina amplamente a nos achegarmos de maneira adequada a Deus em vista dos múltiplos sofrimento que a vida nos traz. Os salmos mencionam doença grave, abandono total por Deus e homens, ameaças, perseguição, prisão e qualquer outra angústia que se possa pensar sobre a terra. Eles não negam nada disso, nem nos iludem a seu respeito com palavras piedosas. Também não desfazem a dura provação de fé. Por vezes nem sequer enxergam além do sofrimento (Sl 88), mas todos dirigem sua lamentação para Deus. Nenhum indivíduo pode orar os salmos de lamentação a partir da sua própria experiência. Os salmistas, repetidas vezes, passam por lutas, angústias e dúvidas. Chegam a questionar a justiça de Deus que permite que o piedoso seja atingido por infortúnios e que o ímpio saia ileso. Mesmo na mais profunda desesperança, Deus continua sendo o único invocado. O sofredor não espera por auxílio humano. Página: 56 e 57 Termino essa resenha ressaltando a importância do uso do Saltério na vida cristã. Recordo que quando fiz um plano de leitura trimestral da Bíblia, li a Bíblia inteira em 3 meses. Não tenho dúvida de que o momento mais edificante da minha vida foi quando passei uma semana inteira lendo apenas os salmos. Foi incrível! Você não tem ideia do poder que os salmos têm sobre a nossa vida. Se você quer verdadeira revelação de Deus e ouvir a Sua voz, leia o Saltério cotidianamente! Ali Deus falará com você todos os dias. Tenha certeza disso. Recomendamos o livro 100%. O único ponto a melhorar da obra é que ela é bem curtinha. Possui apenas 109 páginas. Alguns salmos poderiam ter sido mais explorados pelo autor. A edição do material é impecável. Páginas amareladas, grossas, capa resistente e diagramação leve e confortável. Sem dúvida um livro para ler e reler.

    14 curtidas

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    Dietrich Bonhoeffer profile picture

    Dietrich Bonhoeffer

    Nascido em Breslau em 4 de Fevereiro 1906, filho de um psiquistra de classe média alta. Quando jovem decidiu-se seguir a carreira pastoral na Igreja Luterana, doutorou-se em teologia na Unversidade de Berlim e fez um ano de estudos no Union Theological Seminary em Nova York. Retornou a Alemanha em 1931. Bonhoeffer foi um dos mentores e signatários da Declaração de Bremen, quando em 1934 diversos pastores luteranos e reformados, formaram a Bekennende Kirche, Igreja Confessante, rejeitando desafiadoramente o nazismo: "Jesus Cristo, e não homem algum ou o Estado, é o nosso único Salvador". Obviamente o movimento foi posto em ilegalidade e em Abril de 1943 foi preso por ajudar judeus a fugirem para a Suíça. Levado de uma prisão para outra, em 9 de Abril de 1945, três semanas antes que as tropas alidas libertassem o campo, foi enforcado, junto com seu irmão Klaus, e cunhados Hans von Dohnanyi e Rüdiger Schleicher. Sua obra mais famosa, escrita no período de ascensão do nazismo foi "Discipulado" (Nachfolge) na qual desenvolve a polêmica acerca da teologia da graça, fundamento da obra de Lutero. O livro opõe-se a ênfase dada à "justificação pela graça sem obras da lei", afirmando que a graça barata é inimiga mortal de nossa Igreja. A nossa luta trava-se hoje em torno da graça preciosa que é um tesouro oculto no campo, por amor do qual o homem sai e vende tudo que tem (…) o chamado de Jesus Cristo, ao ouvir do qual o discípulo larga suas redes e segue (…) o dom pelo qual se tem que orar, a porta a qual se tem que bater. Destas linhas já se denota o profundo "fazer teológico poético" que tanto caracteriza a obra de Bonhoeffer. Quando já estava sendo perseguido pelo nazismo, Bonhoeffer escreveu um tratado considerado por muitos uma das maiores obras primas do protestantismo, que denominou simplesmente "Ética". É nesta obra que ele justifica, em parte, seu engajamento na resistência alemã anti-nazista e seu envolvimento na luta contra Adolf Hitler, dizendo que "É melhor fazer um mal do que ser mau". Suas cartas da prisão são um exemplo de martírio e também um tesouro para a Teologia Cristã do século XX.

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    Dietrich Bonhoeffer