Desde o dia em que me identifiquei como um leitor assíduo, decidi que tentaria jamais dizer "Não" a qualquer obra/gênero literário. Sabemos que temos fases em que queremos ler determinada coisa, mas chega uma hora que queremos abrir ainda mais nossos horizontes, e acabamos dando oportunidades para nos aventurar em terrenos desconhecidos. Foi o que aconteceu comigo ao escolher "A Noiva do Capitão Brian" para leitura/resenha. Trata-se de um gênero que nunca tinha lido: Romance Espírita.
Confesso que, mesmo antes de iniciar a ler, já fui com a ideia pré-concebida de que iria ver algo relacioanado à vidas passadas e/ou almas gêmeas se reencontrando em outras reencarnações. Me enganei completamente. Ufa! (risos). Logo na apresentação, lemos uma nota do autor espiritual, nos informando que a história trata-se de uma ficção, mas, tudo relacioanado aos costumes, traços de personalidades e eventos familiares são compatíveis com a realidade em qualquer época.
A trama é ambientada no período das Grandes Navegações. Brian Sveiter é um dos mais conhecidos e respeitados Capitães de Navio da época, e foi incubido de levar à bordo de seu navio, a jovem Cathy Tompson para a Grécia, pois, sua família não estava gostando de seu envolvimento com um rapaz de caráter duvidoso. O primeiro contato entre os dois não foi muito agradável. Mesmo o Capitão sendo extremamente gentil com a jovem, ela demonstrou logo o seu gênio difícil, e seu incômodo ao ser mandada para longe de seu affair.
"- A mim ele não presta nenhum favor, visto que não o solicitei, mamãe! E não consigo portar-me "graciosamente" diante de um homem que, quinze anos depois, ainda me considera "uma criança", com disse!" Pág. 18
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